USHUAIA
TERRA DO FOGO


REALIZADA EM
DEZ/2011

   


Garupa

Na vida há hora pra tudo. Havíamos planejado esta viagem no ano de 2010, mas por força das circunstancias ela só aconteceu agora, em 2011. E com certeza foi uma das melhores datas, pois tudo deu perfeitamente certo. Foram 24 dias de sol, de belas paisagens, de muita aventura, crescimento espiritual e melhor de tudo, relembrar que fazemos parte deste mundo que é simplesmente magnífico.
Os primeiros dois dias cansam um pouco, porque faz parte do deslocamento, mas não dá para não curtir. Se escolher bem o caminho, no nosso caso, Serras Gauchas, foi muito bom, apesar das curvas vale muito à pena.
Como tudo estava dando certo, não podia ser diferente, chegamos em Montevidéu faltando uma hora para saída do BuqueBus, logo chegamos em Buenos Aires às 23hs, ganhando uma hora devido ao horário de verão do Brasil. Uma dica é deixar reservado um hotel, pois tivemos muita dificuldade de encontrar um nesta época do ano, sem contar que os preços na Argentina estão muito altos.
Como gostamos de cidades menores, resolvemos fazer apenas um tour pela cidade com um ônibus que sai de 30 em 30 minutos para conhecer os principais pontos de Buenos Aires. (www.buenosairesbus.com). O valor é $ 70,00 pesos por pessoa (R$ 35,00).
Na parte da tarde resolvemos adiantar a viagem e seguimos para Azul, que fica a 300 km de BsAs. Na cidade as hospedagens são simples, mas para passar a noite, acho que foi a escolha ideal.
Nesta viagem tivemos a oportunidade de conhecer Las Grutas, uma cidade litorânea com muitas opções de restaurantes e hospedagens. Seguimos para Comodoro Rivadavia, mas não gostei, seria mais interessante se hospedar em Trelew ou Caleta Olívia. Neste dia pude me deliciar com as maravilhosas cerejas argentina, por apenas R$ 5,00 o Kg. Pena que de moto não dá para carregar muito e depois, nas aduanas não são permitidos frutas, sementes, vegetais e mais algumas coisinhas.
Próxima parada Rio Gallegos, nada de tão interessante. Como nosso principal objetivo era o Ushuaia, não paramos para analisar cada local, mesmo porque não dá para conhecer tudo em poucos dias. Finalmente era o grande dia, chegar no Ushuaia em seis dias, isso seria incrível, mas o destino não quis assim. Apesar de na aduana chilena a gente ter conseguido passar rapidinho, não adiantou muito. Talvez pela ansiedade, sei lá, talvez obra do destino mesmo, passamos pela placa que vai até a barcaça (moto paga R$ 22,00) que atravessa o estreito de Magalhães e não vimos. Quando chegamos em Punta Arenas por volta do meio dia, poderíamos ter embarcado em uma outra balsa que demora 2hs para levar até o outro lado. Resolvemos voltar 150 km e pegar a balsa de 30 minutos. Erramos mais uma vez o caminho, mas enfim chegamos na balsa por volta das 17hs. O mar estava super agitado e depois de tantos erros, dei a idéia de mudarmos o trajeto. Idéia aceita, mas depois de 8 km resolvemos voltar, mas a balsa já tinha partido. Moral da história: Temos que ler as entrelinhas, nem tudo tem que ser como a gente quer. Temos que estar prontos para as frustrações, não somos onipotentes. Se a natureza não quer que façamos algo, temos que respeitar e isso era uma das coisas que combinamos antes de partir para esta viagem, afinal enfrentaríamos ventos muito fortes, por muitos quilômetros e quem sabe até terremotos. Era véspera de Natal, a gente nem tinha almoçado e ainda teríamos que enfrentar 150 km de rípio com muito, mas muito vento mesmo. Com certeza não seria muito seguro, poderíamos estragar tudo.
Tem até uma música do Titãs que diz exatamente isso “O acaso vai nos proteger enquanto eu andar distraído” e de fato não só protegeu como nos presenteou com um dia maravilhoso. Se chegássemos um dia antes no Ushuaia, poderíamos não ter uma boa impressão, pois tinha muita chuva, vento e frio.
Passamos um excelente Natal em Punta Arenas, com um dos melhores jantares da viagem, num ótimo hotel para no dia seguinte seguirmos viagem. Tínhamos também a opção de dormir em San Sebastian ou Río Grande, que são duas grandes cidades que ficam depois da balsa, antes do Ushuaia, mas optamos por voltar mesmo.

Enfim USHUAIA. O céu ia se abrindo a cada km que nos aproximávamos do nosso destino. Muitos voltando com a tal má impressão e a nossa só melhorando. Chegamos, trocamos o óleo da moto e ainda fomos ver um capacete pra mim, porque o vento tinha derrubado e quebrado o meu companheiro de pensamentos. Depois de tudo isso ainda fomos ao parque Lapataia, onde fica o final da Ruta 3, 3079 km de distancia de Buenos Aires.
Este parque cobra R$ 30,00pp e tem uma paisagem maravilhosa. O ideal é passar o dia, mas como chegamos às 21hs, não foi possível. O mais incrível é que no Ushuaia escurece às 23h e amanhece às 4h. Dá pra fazer muita coisa mesmo chegando tarde.
Posso dizer com plena certeza que é um lugar maravilhoso.

Valeu muito à pena chegar até aqui. Em apenas três dias aprendi coisas que poderia levar anos. A natureza realmente ensina, basta estarmos abertos e atentos.


Piloto

Pra começo de conversa essa é uma viagem com muito mais visual do que proza, por isso as fotos dizem muito mais do que nossas palavras, sendo assim seremos breves.

Partimos de São Paulo numa sexta-feira 16/12/11 rumo ao Ushuaia. Nosso primeiro pernoite foi na cidade gaucha de Caxias do Sul, e de presente ganhamos duas multas por excesso de velocidade, no dia seguinte entramos no Uruguai pela cidade de Chuí até a capital Montevidéu, onde embarcamos no buquebus com direção a Buenos Aires, depois de uma merecida noite de sono acordamos cedo e fizemos um tour de ônibus para conhecer um pouco do charme da capital portenha, na seqüência, logo após o almoço, em Porto Madero, seguimos nossa viagem até Azul, onde tivemos uma grata surpresa, logo na entrada um encontro de proprietários dos simpáticos Citroen 3 cv, ao pararmos a moto a empatia foi imediata, amor a primeira vista, eu pelos carrinhos e os carrinhos e seus donos pela moto. Depois das devidas apresentações e troca de e-mails, partimos para um breve desfile pela cidade, com minha promessa de voltar em março para o encontro argentinos dos pequenos carrinhos. Eu voltarei!

De Azul continuamos descendo a ruta 3, nossa próxima parada foi um balneário muito simpático e aconchegante, Las Grutas. Mais uma noite de sono para recarregar as baterias e seguimos até Comodoro Rivadavia, não sei se a cidade tem slogan, mas poderia ser a cidade do vento, porque daqui pra frente ele será nossa companhia diária. Acordamos cedo e partimos, agora rumo a Rio Gallegos com o vento sempre presente e aumentando de intensidade a cada quilometro. Punta Arenas foi nosso próximo pernoite depois de enfrentar fortes ventos durante todo o trajeto. Agora faltava pouco mais de 600 km para chegar ao Ushuaia, parecia pouco se não fossem os 150 km de ripio e de ventos fortíssimos, além da aventura de ter que embarcar a moto na barcaça que atravessa o estreito de Magalhães, com vento e correnteza pra dar enjôo em marinheiro.
Até aqui o primeiro desafio já foi superado, pareceu fácil né?

 

 

   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
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