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SOLO SAGRADO - SP
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Às vezes vamos tão longe, rodamos quilômetros e quilômetros e não conhecemos lugares tão próximos ou até mesmo dentro da nossa cidade.

A gente pensa que a grama do vizinho é sempre mais verdinha, não é? Pois saibam que aqui em São Paulo tem um lugar com uma grama muito bem cuidada, sem contar as palmeiras, flores, hortaliças e uma das represas responsáveís pelo abastecimento de nossa cidade.

Tudo o que vi faz jus ao nome “Solo Sagrado”. Baseado na etimologia da palavra - Sagrado (do latim sacratu) refere-se a algo que merece veneração ou respeito religioso. Independente dos diversos significados de religião, vou me basear no significado de “RELIGAR”.

O Solo Sagrado tem esta finalidade, religar ou unir novamente o ser humano a sua essência, a natureza.

Antes um espaço devastado pelo homem, agora um paraíso.  Mokiti Okada, fundador da igreja messiânica, se baseou na verdade no bem e no belo e com certeza acreditou que o homem é capaz de construir o que destruiu. Prova disso são os dedicantes, pessoas que seguem a religião ou não, que dedicam um tempo da sua vida para ajudar a manter o paraíso como tal.

Sua filosofia de vida não veio do acaso, foi necessário passar por muitos problemas familiares e financeiros para tomar ciência de que estava se afastando da sabedoria da natureza e se tornando uma pessoa mais egoísta e materialista.

A preocupação também é com a alimentação saudável, por isso cultivam hortaliças e ensinam a cuidar da terra sem o uso de agrotóxicos, produzindo tudo naturalmente e estes produtos podem ser facilmente encontrados em muitos supermercados, são os produtos da Kórin, agricultura baseada na filosofia de Mokiti Okada.

É, pelo jeito este sujeito está ensinando muitas coisas as pessoas, ou melhor, relembrando que somos parte de um todo e não a parte superior. Dependemos uns dos outros para sobreviver, se destruímos a natureza, nos destruímos consequentemente. Visitar este lugar faz nos aproximar desta realidade.

Está na moda a palavra “sustentabilidade”, mas o ideal é colocar em prática. Melhor do que falar é fazer. Verá que é possível ter uma horta num pequeno espaço e enquanto caminha poderá constatar isso. Muitos projetos são expostos neste espaço e você poderá copia-los.

O projeto atual é colorir o jardim por isso estão plantando muitas cerejeiras, ipês, manacás e flores. É verdade, o paraíso não poderia ser monocromático, ficaria muito sem graça.

Para ver a importância da natureza nesta filosofia, o templo onde as pessoas rezam não tem telhado. Não é brincadeira não, afinal, a chuva é parte primordial na natureza, sem ela não existiria vida.

Parte importante neste passeio é o restaurante que serve almoço com produtos cultivados no local, tanto legumes e verduras como as carnes. Custa R$ 33,00 por pessoa e pode comer à vontade. Agora cuidado para não se intoxicar, afinal de contas não estamos acostumados com comida natural e saudável.

Seguindo ou não uma religião específica, acho interessante conhecer a verdade, o belo e o bem, mesmo porque tudo isso faz parte de qualquer “religião”.

Se você acredita em energia, poderá receber o Johrei, que é um passe ministrado com a energia das mãos. Eu adoro porque me dá uma paz de espírito e um sono muito gostoso e, espaço para deitar é o que não falta na beira da represa ouvindo os cantos dos pássaros.

Fica aí a dica de uma aventura gastronômica, física, cultural, emocional e espiritual!


   


Já faz algum tempo que eu venho pesquisando esse lugar, cheguei a agendar duas vezes e em cima da hora acabou surgindo algum compromisso e tivemos que adiar, mas nesse fim de semana deu tudo certo e conseguimos.

A apenas 40 km do centro de São Paulo, em Parelheiros, na beira da represa de Guarapiranga fica o jardim mais florido e bem cuidado dessa cidade, O Solo Sagrado.

O Solo Sagrado pertence a Igreja Messiânica e como ele, existem mais 3 no Japão, 1 na Tailândia e outro que está em implantação na África. Ou seja, um privilégio para poucos.

Independente de religião, vale muito a pena conhecer esse lugar, pela beleza natural e pelo cuidado e carinho que esse enorme jardim é tratado, no mínimo, é um bate volta diferente, dentro de São Paulo, à beira de uma das mais importantes represas dessa cidade, rodeado de muitas árvores, muitas flores e muita sombra, a gente pode aproveitar um pouco do sossego e da tranquilidade desse paraíso até para fazer um picnic, só não pode levar cerveja.

Ou, para quem preferir passear um pouco mais pelos jardins, também pode visitar o centro cultural, onde acontecem exposições de obras de arte ou até aprender um pouco sobre o plantio de hortas orgânicas.

Para finalizar você também tem a opção de almoçar no restaurante do Solo, que serve tudo o que se planta aqui, sem agrotóxicos e em perfeito equilíbrio com a natureza.
Se você gostou e quer conhecer, programe-se!

As visitas aos sábados e domingos, precisam ser agendadas, e só acontecem no último final de semana de cada mês. Ou de quarta a sexta, sem agendamento, sempre das 7:30 às 15hs.  A entrada é grátis e o agendamento pode ser feito pelo site www.solosagrado.org.br

 

 

 


 

 
 
 
 
 
 
 
 Viagem realizada em:
 28/08/16
 Tipo de viagem:
 Bate e Volta
 Quilometros Rodados
 80kms (ida e volta)
 Como Chegar

 Pegue a Corredor Norte-SulAv. InterlagosAv. Sen. Teotônio Vilela e 
 
Av.  Jaceguava até Av. Prof. Hermann Von lhering em Praias Paulistanas
 Tel.: (11) 5970.1000

 Despesas
 Não cobra a entrada, necessário agendar.
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