Versão Garupa
SERRAS CARIOCAS - RJ
Versão Piloto
 


Era uma vez um casal que veio de Portugal no século IX e se apaixonou por um lugar maravilhoso. O casal imperial D. Pedro II e Tereza Cristina escolheu as serras cariocas para passar o verão, por assemelhar-se muito com o clima europeu, graças ao casal de nobres deu-se o nome Petrópolis e Teresópolis. Estas duas cidades têm muita história pra contar e quem gosta de viagem e cultura vai se deliciar passeando por aqui. Para quem gosta dos detalhes existe a opção de contratar um guia, pois muita coisa mudou de lá para cá. Na Igreja da matriz ficam guias que realizam passeios que variam de R$ 140, 00 a R$ 220,00 o casal.

E por falar em história de verdade, existem também as “estórias” exageradas comentadas pela mídia. A cidade realmente passa e passou por enchentes, mas nada tão grandioso como a divulgação. As Serras vão muito bem, obrigada, aliás, que lugar maravilhoso! Demorei muito para conhecer e agora virei fã de carteirinha.

Saímos de São Paulo com a nova Honda Crosstourer VFR1200X, como garupa posso dizer que é extremamente confortável, só faltou um pequeno acessório para ficar ainda melhor, o encosto do case traseiro. Sobre a “máquina”, com certeza o piloto vai descrevê-la em detalhes.

Dia lindo e o que é melhor, vamos subir a serra, curtir aquele friozinho, lareira, vinho e boa gastronomia. Nosso destino era chegar rapidinho em Araras, que fica a 15km do centro de Petrópolis. Excelente escolha, o lugar era perfeito, tudo aquilo que buscamos quando estamos viajando, tranqüilidade, ar puro, muita natureza, boas estradas e o melhor de tudo, a pousada.

Esta parte merece contar todos os detalhes. Literalmente subimos a serra, a pousada Canto dos Tangarás fica a 1000 de altitude. O lugar é encantador. Cercado de montanhas por todos os lados e muito verde. O paisagismo é lindíssimo, tudo de muito bom gosto. Cada canto um encanto. Sem falar no atendimento, o pessoal é super prestativo. Acordar bem cedo vale a pena só para assistir da janela do quarto, de camarote, as nuvens abaixo das montanhas. Realmente me senti nas nuvens. Foi montada especialmente para casais, então posso dizer que é o lugar ideal para curtir a2.

Quem não gosta de ser bem servido? O café da manhã foi elaborado para você não se preocupar em nem se levantar da mesa. Hospedagem é tudo numa viagem romântica e se este é o seu objetivo, o Canto dos Tangarás é o Lugar. E agora eles estão inaugurando um chalé gourmet, isso mesmo, um chalé conjugado com duas suítes charmosas e uma cozinha especial, todinha montada para quem gosta de preparar seus próprios pratos em companhia dos amigos.

Araras é considerada um circuito gastronômico, com bons restaurantes, mas prestem atenção, a maioria funciona só nos finais de semana. Tem algumas fazendas que produzem geleias e queijos artesanais e que também podem ser visitados. Na pousada eles passam todas as informações.

Depois do descanso vem o dia de exploração e apesar de fazer parte da estrada real, nossa procura não era por ouro ou diamantes e sim por bens mais preciosos, as belas paisagens.

Dividimos a viagem em duas partes: Histórica e Ecológica. Petrópolis e Itaipava no primeiro dia e no dia seguinte Teresópolis. Pra falar a verdade, Petrópolis não foi exatamente o que eu imaginava, o trânsito parece com o de SP e Itaipava não está nada diferente. Mas já que estávamos lá, não poderíamos deixar de conhecer, pelo menos um pouco. O Lugar que mais gostei foi à rampa de voo livre. Lá de cima é possível ver o RJ, a ponte Rio-Niteroi e todas as serras da região.

Saindo de lá fomos até Inconfidência/Sebolas, cidade onde Tiradentes começou a pregar a independência do Brasil. Ali existe um pequeno museu com alguns objetos e também os restos mortais atribuídos a Tiradentes. Mas o que quero realmente relatar são as estradas, estas sim são dignas de um passeio de moto. Passamos por Fagundes, Avelar, Secretário Sardoal e Vale das Videiras, pegando estradas de asfalto e de terra. Era como se estivéssemos fazendo o caminho novo da Estrada Real. As paisagens bucólicas, as serras, as fazendas e os vilarejos nos convidavam para vários clicks. Era difícil não parar para fotografar, tanto é que quando chegamos na pousada já era noite. Neste dia foram mais de dez horas de passeio e eu cada vez mais me surpreendendo com a moto, pois o conforto da garupa permitiu tal estripulia.

Para jantar sugerimos o “Sitio Solidão” que fica na única avenida principal de Araras. Ideal para tomar uma caipirinha e degustar as típicas salsichas alemãs, e não deixem de experimentar também o delicioso apfeistrudel.

Dia Seguinte, conhecer Teresópolis e andar pela mais bela estrada do Brasil, a BR 495. São 34 km de curvas, belas paisagens e muitos ciclistas, portanto cuidado dobrado.

Teresópolis em si é como Petrópolis, mas o que se destaca é o PARNASO – Parque Nacional Serra dos Órgãos. É lá que Deus colocou o seu DEDO, ou melhor, é lá que está o famoso Dedo de Deus, um pico de 1692m de altitude que parece uma mão com um dedo apontando para o céu.  Este parque tem trilha de todos os níveis, desde uma trilha suspensa de 30 minutos até uma trilha famosa que dura três dias. O valor da entrada é R$ 11,00 por pessoa e R$ 3,00 do estacionamento para moto. Como nosso tempo era curto, escolhemos a trilha chamada Cartão Postal. O nome já diz tudo. O visual de lá de cima é espetacular, mas tem dias que não é possível ver nada. Neste dia vimos só bicho preguiça, pois os outros bichos estavam com preguiça de aparecer, também com aquele friozinho, até eu!

Todo passeio que inclui trilha acaba demorando mais tempo do que o previsto. Desta vez não deu para conhecer muita coisa de Teresópolis, mas com certeza iremos outras vezes. Se não quiser ver o Dedo de Deus pelo parque, pode ir até o Mirante do Alto Soberbo e admirar o ponto turístico mais famoso da cidade.

Neste período do ano a serra fica repleta de hortênsias, deve ser maravilhoso andar por ali e apreciar tal beleza, mas não tivemos esta sorte.

Final de tarde, volta para Petrópolis. Nosso canto nos aguardava para mais um momento romântico a beira da lareira tomando um bom vinho. Jantamos na pousada e aproveitamos as últimas horas para refletir o quanto a vida pode nos proporcionar momentos marcantes, basta estar aberto pra isso e necessariamente não precisa ser nas serras cariocas, mas se for, melhor ainda. Tudo é possível desde que não nos contentemos com pouco e sim partir e buscar momentos que nos façam felizes.

Moral da História: “Mais vale dois pássaros voando do que presos na gaiola”.
Isso é ser motoa2
!

 


   


COMO CHEGAR
Partindo de São Paulo são 470 km até a cidade de Petrópolis.
Seguindo pelas rodovias Ayrton Senna, Carvalho Pinto, Dutra até o Rio de Janeiro, depois pegue a linha vermelha e em seguida a BR 040.

ESTRADAS
Como já é de conhecimento de todos, as rodovias paulistas são famosas pela qualidade e também pelo alto preço dos pedágios que se paga para poder desfilar sobre elas, no caso da Ayrton Senna e Carvalho Pinto não é diferente.
A Dutra merece uma atenção especial nas proximidades de algumas cidades que margeiam a rodovia, como Taubaté e Aparecida do Norte, em razão do trânsito local e de alguns pedestres e ciclistas que insistem em atravessar a pista fora das passarelas.
Pela BR 040 quanto mais nos afastamos do Rio de Janeiro, mais bonita ela se torna, a poluição vai se dispersando e até chegar em Petrópolis essa estrada é um show, tanto na qualidade do asfalto, como nas curvas longas e bem desenhadas, mas principalmente pelo visual.

O QUE FAZER
Que tal rodar de moto por uma das mais belas estradas do Brasil? Escalar uma montanha, escutar o silêncio e reverenciar a imensidão da Serra dos Órgãos e encarar de frente o Dedo de Deus?  Que tal aproveitar o friozinho da montanha, se aquecendo a beira de uma lareira dividindo um vinho com a pessoa amada? E, que tal no outro dia, depois de um café da manhã sob medida, subir na moto e encarar quilômetros de estradinhas de chão, cercadas de fazendas centenárias e pequenas e simpáticas vilas e povoados? E, no final do dia saborear uma cerveja preta Therezópolis, só pra tirar o pó da garganta? Quer mais?
Então, acompanhe aqui esse roteiro pelas Serras Cariocas.

Partimos de São Paulo na quinta-feira pela manhã e depois de driblar o trânsito maluco da cidade chegou a hora de pegar a estrada com a nova Honda VFR 1200X, mas dela eu falo mais abaixo, num capitulo exclusivo, ok?

Vou começar falando dessa viagem depois de São Paulo, desviando do Rio e pegando a BR 040 tá?
Se você ainda não conhece, não sabe o que está perdendo, essa é uma das melhores estradas para se rodar de moto. Chegamos em Petrópolis no meio da tarde e me surpreendi com o trânsito e o agito da cidade, e trânsito e agito é tudo o que eu, como paulistano, não quero. Então resolvemos deixar nossas bagagens na pousada. Saímos dos 800 metros de altitude de Petrópolis e continuamos subimos um pouco mais até o bairro de Araras onde fica a Pousada Canto dos Tangarás, e para minha alegria, fizemos
a escolha certa, tanto pelo lugar quanto pela pousada. Araras é um pequeno bairro charmoso e tranqüilo, com tudo o que precisamos, um posto de gasolina, uma mercearia/adega muito bem equipada e alguns poucos e bons restaurantes. Continuamos subindo mais um pouco e chegamos aos 1000 metros de altitude da Pousada Canto dos Tangarás, que também poderia ser chamada de Pousada Sobre as Nuvens, porque esse é o visual que você tem quando acorda cedo, abre a janela e vê todo o vale encoberto pelas nuvens, rodeado pelas montanhas da Serra dos Órgãos, um cartão postal.
Acho que essa paisagem e todo esse ar puro abrem o apetite, então nada como se deliciar com um café da manhã sem pressa, apreciando os macaquinhos, os passarinhos, as borboletas.... Mas, chega de moleza e vamos subir na moto e conhecer um pouco do lado cultural e histórico de Petrópolis e Itaipava, que eu tenho certeza que a Débora descreverá em detalhes, sendo assim, eu prefiro falar um pouco das nossas trilhas pelas estradas de chão, passando pelas cidades de Secretário, Sebolas (não errei não, é com S mesmo), Avelar, Fagundes, Sardoal, terminando em Vale das Videiras, foi um dia longo, das 9 até às 19h subindo e descendo montanhas, mas valeu muito a pena, não me perdoaria se tivesse vindo para Petrópolis e não tivesse conhecido essa região.
E, para tirar o pó da garganta nada como uma(s) cerveja local ótima, Therezópolis preta. E, para recarregar as energias um banho de banheira e boa noite.
Sábado nosso destino era Teresópolis, e uma das principais atrações do dia, principalmente para os felizardos que estão de moto, começa na Estrada Petrópolis – Teresópolis ou Estrada das Hortências, como também é conhecida. Essa é, em minha opinião, uma das mais bonitas estradas do Brasil.
Depois de um tour pelo centro histórico de Terê (para os íntimos), fomos para o PARNASO – Parque Nacional da Serra dos Órgãos, muito bem estruturado por sinal, além de muito grande também, e como nosso tempo era um pouco curto optamos em fazer a trilha suspensa e a do cartão postal, que depois de aproximadamente 1 hora subindo a montanha, se você der sorte e o tempo não nublar, você dá de cara com o famoso Dedo de Deus.
E, como diz o ditado “para descer todo santo ajuda”, peça ajuda para o seu, porque ainda tem que descer toda essa montanha.
Voltamos pela mesma estrada, agora no sentido inverso, Teresópolis – Petrópolis. A estrada pode ser a mesma, mas o ângulo de visão e a luz não, portanto continuamos curtindo a inédita paisagem.
Fim de mais um dia muito bem vivido, nada melhor que um bom prato, um bom vinho e um bom papo.

Ela, a HONDA VFR 1200X CROSSTOURERBom, para quem ainda não conhece vamos as apresentações:Essa é a mais nova Big Trail da Honda, e seu principal diferencial é o sistema de transmissão eletrônica de dupla embreagem automática ou manual.No primeiro contato com ela não tem como não estranhar a falta do manete da embreagem e do pedal de câmbio, mas é só começar a andar, ir ficando mais íntimo e ela vai se mostrando cada vez mais amigável.
No trânsito da cidade, o cambio automático, sem duvida, é uma boa opção, com duas possibilidades de mapeamento: no modo D para uma tocada mais tranqüila ou no S para uma um pouco mais esportiva ou ainda na função manual, onde você muda as marchas num simples toque de botão, sem perder a esportividade de pilotar.Rodamos nessa viagem quase 1.400 quilômetros entre cidades, estradas asfaltadas e de chão, subimos e descemos montanhas e serras e a VFR 1200X surpreendeu pela versatilidade, apesar de ser uma moto pesada, pensei que sentiria falta da embreagem nos piores trechos de terra, mas mesmo em baixa rotação o controle de acelerador e freio se mostraram eficientes para superar os obstáculos.
O motor v4 refrigerado a água, com controle de tração, empurra muito em todas as faixas de giro, com baixíssima vibração, o que garante muito conforto nos longos trechos de asfalto.
O conjunto de suspensões com curso longo, o ABS combinado e a posição de pilotar também merecem destaque especial nessa moto.
O painel digital é completo e tem ótima visibilidade, principalmente para aqueles, que como eu, já passaram dos 40 anos.
Os cases, acessórios originais da Honda, tem um sistema de colocação e remoção muito prático e rápido. No top case abrindo-se um zíper aumenta consideravelmente a capacidade de carga, o que foi ótimo, porque nele foi o tripé, notebook, duas máquinas fotográficas e algumas coisinhas mas.E, para quem pensa que a transmissão eletrônica pode fazer perder a esportividade ao pilotar, está muito enganado amigo, o sistema de dupla embreagem garante uma troca de marcha praticamente imediata e sem tirar a mão do acelerador.
Dois itens poderiam complementar essa moto, o aquecedor de manoplas e o piloto automático.
Mas, sem dúvida, a VFR 1200X oferece muito conforto para as longas jornadas e não foge das irregulares das estradas de terra.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Viagem realizada em:
 06/06/13 a 09/06/13
 Tipo de viagem:
 Feriado
 Quilometros Rodados
 940Km (ida e volta)
 Despesa Hospedagem

www.cantodostangaras.com.br
Baixa temporada diária aprox. R$ 450,00

 Despesa Combustível
R$ 240,00 / Pedágio ida e volta - R$ 48,00
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