Versão Garupa
SERRA DO RIO DO RASTRO - SC
Versão Piloto
 


Nossa intenção era conhecer outras cidades de Santa Catarina, portanto optamos por sair cedo de São Francisco do Sul, seguir para Urubici e descer a Serra do Rio do Rastro. Antes não posso deixar de falar que o percurso para chegar até lá é maravilhoso. As serras de SC são lindas, a temperatura é ideal para andar de moto. O pouco da Mata Atlântica que ainda resta faz a diferença, deixa o passeio ainda mais bonito, diferente de reflorestamento. A diversidade de vegetação, tonalidades de verde e cuidado que as pessoas que moram no caminho têm com a região é impressionante. Viajar pelo sul do país realmente dá gosto, a gente percebe que até as casas mais simples são bem cuidadas, onde o jardim, a organização e a limpeza ao redor é prioridade. Não é a toa que o Sul está bem no conceito dos ecoturistas, tanto no que diz respeito às praias ou ao campo.Felizmente o tempo estava muito bom o que resultaria em boas fotos. Muitos anos tentávamos vir para cá, mas toda vez estava chovendo e desta vez tudo estava a nosso favor. Então porque não aproveitar? Foi o que fizemos, curtimos o caminho todo pilotando devagar, afinal quando a paisagem é bela pra que correr? Nos deram a dica de conhecer a Serra do Corvo Branco, mas por causa das obras não foi possível. Parece que lá tem uma fenda de mais de 90m de altura que foi cortada a braço pelo homem. Apesar de não ser natural acho que valeria a pena conhecer. Algumas pessoas que viram, falaram que é impressionante. Fica pra próxima. Passamos por Ubirici e como ainda era 15hs30 acreditávamos que daria tempo de passar pela serra. De Urubici até o início do passeio são 80kms, mas não poderíamos deixar de ir porque o tempo estava muito bom e se talvez deixássemos para outro dia, não teríamos a mesma sorte.
Nestes locais de serra o tempo pode virar a qualquer momento, tanto é que quando chegamos ainda dava para ver toda a beleza da serra com as diversas curvas que com certeza iríamos descer. Gostava de ouvir as pessoas impressionadas com tal beleza, algumas delas ligavam para os familiares dizendo que nunca tinha visto nada igual.
Cerca de 40 minutos depois a neblina começou a baixar e já não tínhamos a mesma visão, então aproveitamos para descer. Na minha opnião, achei muito segura a descida, lógico que tem que descer bem devagar e aproveitar para apreciar a paisagem. Tem curvas que fazem 90 graus. Se quiserem parar para fazer fotos, em alguns pontos tem um mirante. Agora tem que tomar muito cuidado, porque tem alguns caminhoneiros que descem muito rápido. Muita atenção. Pensamos em pernoitar na próxima cidade, infelizmente não tinha pousada, seguimos mais a frente e dormimos em Orleans. Apesar da região ser um local turístico não vimos muita opção de pouso, a não ser uma que fica bem no topo da serra. Tem uma infra-estrutura muito boa, mas o custo é alto. Pelo que ouvi falar é excelente.
Nosso objetivo era ver a serra a noite, toda iluminada. Já tinha visto em foto e achei incrível. Nada de desânimo, era tomar um banho, comer alguma coisa e pé, ou melhor, moto na estrada. Subimos até o topo e avistamos aquilo que esperávamos. A neblina não estava atrapalhando, só o frio que não ajudava muito. A vista lá de cima a noite é linda com a serra toda iluminada e no final as luzes das cidades próximas. O bom de ver a noite é que não tem quase ninguém e o meu lado exclusivista fica muito feliz imaginando que tudo aquilo é só meu. Tínhamos alguns convidados, dois casais simpáticos (Grazy e Giovanni – José Henrique e Alessandra), uma turma ousada de quati e um tímido graxaim. Papo vai, papo vem e o frio começa a aumentar e a neblina a atrapalhar. Hora de descer novamente e curtir mais um pouco da Serra. As fotos não ficaram muito boas, mas a lembrança será eterna. Se vierem para esta região não deixem de fazer este percurso, tanto de dia como de noite, não vão se arrepender.
Nós optamos por fazer uma simples passagem, mas pra quem quer curtir mesmo tem diversos passeios como: trilhas, cachoeiras e até um restaurante no meio da serra.

Até breve.

 


 

   


COMO CHEGAR

Pela BR 101 são 850 km partindo de São Paulo.

ESTRADAS

Com o alto fluxo de caminhões é aconselhável total atenção nessa estrada. Não confie 100% no asfalto, em alguns trechos você pode ser surpreendido por buracos ou irregularidades.

 

O QUE FAZER

Chegamos no alto da Serra, no final da tarde, já passava das 17 horas, mas mesmo assim ainda demos sorte, apesar do nevoeiro já estar presente ainda dava para avistar até o final da serra e as luzes da cidade de Lauro Muller. Não é todo mundo que dá essa sorte de conseguir ter uma boa visibilidade.
Depois de muitas fotos, chegou o momento mais esperado, descer a serra. São aproximadamente 12 km de muitas curvas fechadas e vale à pena esquecer a pressa, curta cada curva, é bem legal.
No pé da serra fica a cidade de Lauro Muller, que para minha surpresa não tem quase nada de infra estrutura para receber turistas, acabamos nos hospedando na cidade de Orleans. E, como viemos até aqui para conhecer a famosa Serra do Rio do Rastro e como tivemos a sorte do tempo estar de bom humor, resolvemos subir a serra novamente, agora à noite para desfrutar do visual da serpente iluminada.
Depois de mais uma serie de fotos do topo da montanha, descemos novamente, jantamos e aquietamos nosso facho na pousada em Orleans.
Amanhã cedo seguiremos para o Vale Europeu.

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  Viagem realizada em:  07/03/2011 a 08/03/2011
  Quilometros Rodados  350 KM - partindo de São Francisco do Sul
  Horários  Saída: 11h  Chegada: 17h
  Despesa Combustível  R$ 50,00
  Despesa Alimentos  Almoço R$ 19,00 / Jantar R$43,00 - lanche
  Despesa Hospedagem

 Hotel San Francisco -R$ 90,00 - (Orleans) - Centro

  Classificação da Cidade  Somente para dormir.
 
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