Versão Garupa
RIO DE JANEIRO
Versão Piloto
 


Rio de Janeiro, de novo? Quando fiquei sabendo que nosso destino seria ir até a cidade maravilhosa e ainda não poder ir à praia, pensei, que chato. Tem certeza, dá para escolher algum outro roteiro? Sem chances, pé na estrada e nada de reclamação.
O dia estava nublado, nada animador, não acreditava que ia mudar, mas a medida que nos afastávamos de São Paulo o céu abria e uma pontinha de esperança pairava no ar.
Oba! Quem sabe dá praia?
Pronto, chegamos em Copacabana. Por que Copacabana? Simplesmente porque é um dos    pontos turísticos mais conhecidos do Rio de Janeiro e como esta viagem é para conhecer as maravilhas do Rio, começamos bem. Nesta praia costumeiramente acontecem  os “megaeventos”, tanto é que quando chegamos estavam montando uma estrutura para a corrida dos 100m com o Super Atleta Usain Bolt.
Para aproveitar o resto do dia resolvemos andar pelo famoso calçadão com as suas charmosas ondas pretas e brancas que lembram as curvas da mulher brasileira. Construída com pedras que vieram de Portugal, calcitas brancas e basalto negro, remete bem a mistura do povo carioca, originando uma cor bronzeada invejável. A distância do calçadão é de 4,15km que vai do Leme a Copacabana, então pelas contas andamos oito km e meio. Se não estiver disposto a andar muito, pode alugar uma bicicleta e pedalar pela ciclofaixa.
A orla tem muitos bares e como das outras vezes ficamos por ali, desta vez resolvemos conhecer algum bar nas ruas estreitas, mais conhecido como os points dos cariocas. Muitas opções, difícil de escolher, alguns com música ao vivo, tem pra todo gosto. Depois de exercitados e bem alimentados, nada de balada, fomos dormir para poder desfrutar bem o dia seguinte.
Pra nossa sorte, pelo menos não estava chovendo e com grandes possibilidades de abrir bem o tempo. O que seria ideal para visitar o Pão de Açúcar. Nos nossos planos nosso deslocamento seria feito de taxi, mas nos sentimos seguros para rodar de moto e o que é melhor, fica muito mais fácil estacionar. Chegamos na hora certa, por volta das 10hs, pouca fila e ainda as nuvens começaram a se dispersar. Este passeio pode ser feito das 8hs às 19h30 (encerramento da bilheteria) de segunda a segunda pelo valor de R$ 62,00 (inteira), você também pode comprar pelo site: http://www.guicheweb.com.br/bondinho/.  Pode ser pago e parcelado no cartão direto no guichê. Os hotéis costumam oferecer este tipo de passeio, mas pelo valor achamos mais interessante nos dirigir até a Urca, local da saída do bondinho, que fica bem próximo de Copacabana e comprar nossos ingressos.
O visual é incrível e a infraestrutura é formidável. Eles pensaram em tudo, da acessibilidade a organização. Lá você vai encontrar lojas de artesanatos, lanchonetes e até uma joalheria. O tempo é livre e você pode comtemplar praticamente o dia todo o visual lá de cima, que cá pra nós é simplesmente maravilhoso, não é à toa que o Rio recebe este título: Cidade Maravilhosa. Passeio encerrado, valeu muito a pena, estou começando a acreditar que este roteiro demorou muito pra ser feito. Tão perto e a gente acaba adiando. Pessoas do mundo inteiro vem pra cá conhecer e a gente aqui pertinho não conhece. Dali saímos para dar uma volta de moto pela cidade. Passamos pelo Sambódromo, pela Lagoa Rodrigo de Freitas e pelo bairro que tem o m2 mais caro do Brasil, Ipanema e Leblon. Este lugar é mais moderno, com muitas lojas e bares, dá para perceber a diferença comparado com Copacabana, inclusive nos preços dos bares. Para diversificar um pouco almoçamos por ali e como o dia rendeu muito, para relaxar resolvemos tomar a bebida predileta dos turistas. Com certeza seria impossível ficar só em uma, mas pra nosso azar a Caipirinha deixou a desejar. Foram quatro tentativas até acertarem. Não podia sair dali com aquela impressão, tanto é que o garçom tomou o lugar do barman e fez uma caipirinha típica brasileira. Aí sim, não podíamos deixar de lado, não é?
Dia de balada, adivinha onde iríamos? No lugar mais democrático do Rio, a Lapa.
Ali tem gente de todos os estilos, boa música e muitos bares. Entrou em decadência em 1940, mas nos últimos anos tem melhorado a cada dia. Confesso que senti um pouco de medo de irmos só nós dois, mas optamos pelo taxi, o que nos deu um pouco mais de segurança e tranquilidade em relação a moto. O valor é aproximadamente R$ 25,00, preço justo e ainda não precisávamos pagar estacionamento. Pra mim a Lapa tem seu charme à noite, pois quando passamos durante o dia, não achei tão interessante. Como o tempo não estava quente, este dia especialmente não teve tanta gente e olha que pra mim tinha gente saindo pelo ladrão, só modo de falar, por isso chegamos cedo para pegar lugar em um bar que tocasse chorinho. A princípio queríamos ir no Lapa 40 graus, mas como não somos tão boêmios, optamos por um bar mais simples e que nem por isso deixou de valer a pena, Sarau Rio. A banda Papagaio Sabido deu um show, impossível ficar sentado. O Rio respira samba e dança quem sabe e quem não sabe também. Foi uma noite incrível! Mas tenho que alertar, não é todo mundo que se sente bem e seguro neste lugar, no nosso caso, sem maiores problemas. Uma alerta é escolher o taxi certo, tem alguns que são piratas, portanto fiquem de olho. Na volta o valor foi o mesmo, apesar de ser 3 horas da manhã.
Domingo, o dia estava lindo, difícil pensar em voltar para Sampa. Já que tudo estava a nosso favor, por que não ir até o Corcovado e ver de perto o Cristo? Este passeio é muito concorrido, se puder planejar com antecedência e comprar os ingressos pela internet com hora marcada, correrá menos risco de não conseguir. Como decidimos de última hora, ficou muito complicado comprar pela internet então resolvemos arriscar e ir de moto até lá. Subimos de moto o Morro Dona Marta e chegamos a Cosme Velho, local onde fica a estação do trem do Corcovado. Aconteceu o que prevíamos, o bonde para subir estava lotado, só tinha para 14hs. Um carioca gente boa, deu uma dica de subirmos de moto até o final e colocar no estacionamento – R10,00 – De lá compraríamos o ingresso por R$ 25,00 por pessoa (tem que ser em dinheiro). Desta forma não deixaríamos de visitar o Cristo. Com este valor está incluso uma Van que te deixa bem próximo das escadas que dão acesso ao famoso monumento, mas se preferir, também pode ir a pé, desde que não tenha muita gente subindo. Se prepare a caminhada parece curta, mas é só subida e deve ser bem cansativa. Mas uma vez o visual foi ainda mais incrível, o único detalhe foi o número de pessoas que tiveram a mesma ideia que a gente.  A disputa por um espaço estava bem difícil, principalmente para fazer boas fotos.
Missão cumprida. O Rio sem praia também é muito interessante. Estivemos lá para confirmar tudo isso. Pensando bem, o desânimo do começo compensou o final. Melhor é não criar expectativas para se surpreender no final.

E o Rio é assim, surpreendente!

 

 

 

   


COMO CHEGAR
Partindo de São Paulo são aproximadamente 400 km. Seguindo pela Rodovia Carvalho Pinto até Taubaté e depois pela Dutra.

ESTRADAS
A saída de SP pela Carvalho Pinto é mais tranquila do que o movimentado começo da Dutra, além de ser uma estrada mais bonita, mas não tem muito segredo, o Rio é praticamente uma reta de São Paulo, só é bom ficar atento em alguns trechos da Dutra devido ao trânsito local de carros e pedestres.

O QUE FAZER
Bom, no Rio o que não falta é “O que Fazer”, mas dessa vez nosso objetivo era fazer um roteiro típico de turista, ou seja, conhecer o Pão de Açúcar, o Cristo Redentor e a noite da Lapa, praia dessa vez não ia dar tempo.
Saímos de SP na manhã de sexta-feira com o tempo nublado aqui e no Rio, mas com a promessa da meteorologia de melhora. Então, vamos na fé!
Ficamos hospedados em Copacabana e aproveitamos à tarde da sexta para caminhar pelo calçadão e matar a saudade da cidade maravilhosa. Dessa vez com uma grata surpresa, a sensação de segurança e tranquilidade nos acompanhou todo o tempo, pelo menos na Zona Sul parece que a questão da segurança está bem melhor. Ótimo não só para os cariocas, mas também para todo mundo que curte essa cidade.
Sábado o dia amanheceu nublado, pena, mas seguimos nosso roteiro e fomos conhecer o famoso Pão de Açúcar. Claro que se o dia estivesse ensolarado, com um céu de brigadeiro, seria o ideal, porém, estaria também com gente saindo pelo ladrão. Vale muito a pena subir no bondinho e curtir 360º de paisagens deslumbrantes.
O resto do dia foi passeando um pouco por outros cartões postais cariocas, as praias do Leblon, Ipanema, e de volta a Copacabana para uma descansadinha para recarregar as baterias para curtir o agito da Lapa.
A noite chegou e fomos curtir uma boa banda de chorinho com caipirinhas, cervejas e petisquinhos, muito bom. Quem curte uma baladinha noturna, vale conhecer.

No Domingo finalmente ele apareceu, o Sól.
Resolvemos então cumprir nosso último objetivo de turista, o Cristo Redentor. Como tudo favorecia claro que muitas outras pessoas também tiveram a mesma ideia. Nossa intenção era subir com o trem do corcovado, mas como a espera seria de umas 4 horas fomos aconselhados a subir de moto. E, foi ótimo porque a estradinha é muito bonita e segura. Depois de deixar a moto em um estacionamento, compramos os ingressos e subimos de van, elevador e escada rolante, ou seja, quem não quiser não precisa subir nenhuma escada, perfeito para meu joelho rabugento.
O ideal deve ser fazer esse passeio durante a semana, porque quando chegamos ao pé do Cristo parecia que tínhamos chegado na 25 de Março na véspera do Natal, mas tudo bem, já era esperado. E vale muito a pena não só pela vista, mas também pela beleza do parque nacional da Tijuca, a maior floresta urbana do mundo.

É isso, o Rio de Janeiro continua lindo.

 

 

 


 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Viagem realizada em:
 08/08/14 A 10/08/14
 Tipo de viagem:
 Final de Semana / Feriado / Férias
 Quilometros Rodados
 900km
 Como Chegar

 Partindo de São Paulo são aproximadamente 400 km. Seguindo pela Rodovia  Carvalho Pinto até Taubaté e depois pela Dutra.

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