Portugal 1 – Workaway

Para quem acompanha nossas viagens e está acostumado com as nossas narrativas, essa é a segunda de uma série de viagens que faremos em outro formato, mas sem perder nosso espírito aventureiro, nosso amor pelas duas rodas e um pouquinho do nosso “Indian Program”.
A partir de agora sempre que você ler /workaway ao lodo do título será uma viagem de voluntariado, que poderá ser cultural, homestay, farmstay, working holiday, aprendizagem de idiomas, assistencial, ou o que vier pela frente.
Você deve estar se perguntando, mas o que é Workaway?
Literalmente é trabalhar fora, mas é também a principal comunidade do mundo para viagens sustentáveis e intercâmbio cultural.
Depois de se filiar a esse site, você tem acesso a milhares de lugares em todos os cantos do mundo, onde poderá se oferecer para algum tipo de trabalho em troca de hospedagem e alimentação.

Nossa segunda experiência foi na Europa.

Chegamos em Lisboa e não dá para não se encantar com essa maravilhosa cidade.

Mas nosso primeiro destino Workaway foi na região do Dão, mais precisamente numa pequena aldeia de pouco mais de três mil habitantes chamada Côja, mais precisamente ainda em Vinhó (distrito de Côja), com uns 200 habitantes, se muito. Na Quinta da Cardosa da canadense Dominique Debra, que no final das contas virou nossa grande amiga.

De Vinhó partimos para conhecer muitas aldeias e cidades da região de Coimbra.

Essa região no centro de Portugal é exatamente o que sempre sonhei conhecer na terrinha. Pequenas aldeias com a maioria da população adulto+, pequenos e poucos cafés, onde se contam as histórias, toma-se vinho ou cerveja e espera o tempo passar. Esses lugares parecem uma pintura óleo sobre tela, lugares belíssimos com pessoas calejadas pelo trabalho na agricultura, em aldeias com até dois mil anos de história.

Um parágrafo a parte nessa viagem foi poder assistir ao vivo e em cores a etapa Portugal do Mundial de Rally, nunca pensei que fosse ter esse privilégio, mas para minha surpresa uma das etapas foi em Arganil, uma cidade vizinha a Côja.

Simplesmente fantástico, é uma verdadeira festa não só para os moradores da região, mas para europeus de vários países que seguem a caravana do rally.

Outro parágrafo relevante é a nossa volta a Lisboa para comprar a nossa Burgman 400, companheira de aventura pela Europa nos próximos três meses. Vale um agradecimento especial a Dominique, que nos ajudou com todo o trâmite burocrático e ainda nos deu uma carona até a capital. E ainda proporcionou nossa primeira experiência vegana, que para nossa surpresa foi muito boa, no restaurante Miss Saigon em Lisboa.

Dominique ainda vive o trauma do grande incêndio que tomou conta de toda essa região em 2017.  Por isso quer vender a Quinta e comprar outra em Ericeira, região litorânea próxima a Lisboa.

As histórias que as pessoas contam são assustadoras, muitas delas perderam tudo o que tinham e outras infelizmente perderam a vida porque não tinham como fugir do fogo que tomou conta de toda a floresta.

Nosso trabalho na Quinta da cardosa era deixar tudo pronto e bonito para a visita de uma possível compradora que viria de Londres em uma semana.

Tarefa nada fácil, trabalhamos dia e noite, mas em uma semana conseguimos deixar a Quinta “Tanto Bonita” – Palavras da canadense Dominique se esforçando no Português.

E no dia da tão aguardada visita, a digníssima senhora inglesa desistiu da visita e da compra.

Sem palavras, melhor nem falar nada.

Mas nosso esforço não foi em vão, além de deixarmos a charmosa Quinta da cardosa ainda mais charmosa, ficamos com a semana seguinte livre para visitarmos muitas cidades da região, como Coimbra, Aveiro, Porto, Ericeira além de alguns lugarejos fantásticos como Piodão.

.... E nossa aventura pela Europa continua.