Pirenópolis – GO

VERSÃO PILOTO

COMO CHEGAR
Partindo de São Paulo pela via Anhanguera são 1.100 km até a cidade de Pirenópolis.

ESTRADAS
Anhanguera / Bandeirantes dispensam comentários, estão entre as melhores rodovias do país. A BR 153 pede um pouco mais de atenção, devido ao alto fluxo de caminhões, mas está em boas condições, redobre a atenção nos trechos urbanos.

O QUE FAZER
No estado de Goiás, encravada no meio ao cerrado brasileiro fica a charmosa cidade de Pirenópolis, ou apenas Piri, para os íntimos.
A apenas 150 km da capital federal e 130 de Goiânia, ela é o refúgio preferido de muitos brasilienses e goianos, por isso está sempre movimentada, em qualquer época do ano, portanto, se você não quer ter surpresas, faça sua reserva com antecedência.
Tombada como conjunto arquitetônico, urbanístico, paisagístico e histórico pelo IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o centro histórico é formado por casarões e igrejas do século XVIII, muito bem preservados e conservados, com todo o calçamento das ruas e calçadas em de pedras da própria região. Logo na chegada a gente se surpreende, a cidade é super charmosa.

Ficamos hospedados na pousada Casa Grande, localizada na rua Aurora, a mais bonita da cidade, por cinco dias, com vontade de esticar um pouco mais.Durante o dia, quem gosta de natureza e ecoturismo tem muita coisa para fazer, cachoeiras, trilhas, esportes naturais, tudo pode ser feito com ou sem os guias locais.Optamos por fazer sem guia, fomos conhecer o Parque estadual dos Pirineus e a Cachoeira dos Dragões, que fica num templo budista e tem um circuito com oito cachoeiras.Em minha opinião vale muito a pena fazer os dois roteiros, claro que um por dia, para ter tempo de curtir com calma cada pedacinho.Para quem vai de moto é aconselhável uma trail e é bom ter conhecimento de off road, as estradas de terra, pedra e areia, tem trechos técnicos. Mas se você gosta é bem divertido.
Durante a noite Pirenópolis é recheada de bares e restaurantes, que atendem a todos os gostos, minha melhor experiência foi no Café Pirenópolis, ótima comida, deliciosas sobremesas, música de qualidade e pra completar os proprietários são super bom papo.
Antes ou depois do jantar outro programa obrigatório e conhecer as lojinhas de artesanato local.
Pirenópolis, como bem definiu um amigo, “É uma Paraty sem praia”.

Não importa de que lugar do Brasil você seja, esse é um roteiro que deve constar em seus planos de viagem.

VERSÃO GARUPA

Final de ano combina com viajar, mas o difícil é escolher um lugar. No Brasil ou em outro país? Tudo vai depender de muitos fatores, como por exemplo: tempo de férias coletivas, dinheiro, distância e disponibilidade nos roteiros turísticos. Sempre pensamos em praia, mas a cada ano fica mais complicado, tanto pela procura quanto pelos valores, sem contar com o tumulto de gente e o péssimo atendimento. Desta vez estávamos no limite em todos os sentidos, principalmente no quesito stress. Por que não escolher um lugar tranquilo, com história, natureza, água, muita água e que não seja para onde todo o mundo queira ir? Pronto, escolhemos Pirenópolis –GO. Só com este pequeno resumo já sabem que foi uma excelente escolha.

Sempre fazemos um Pré Natal e depois seguimos viagem. Saímos no dia 22 ás 15hs, dormimos a 600km de SP em São Joaquim da Barra e chegamos no dia 23 em Pirenópolis às 14hs. A viagem foi muito tranquila e apesar do calor estava muito agradável. No início pensei que não aguentaria o famoso sol de Goiás, mas a região de Pirenópolis estava muito fresca neste período.

Pirenópolis é uma cidade histórica tombada pelo patrimônio Nacional, uma graça. Todas as ruas são de pedras e as casinhas da cidade são mantidas como antigamente. Muitas delas hoje são comércios e pousadas, mas ainda existem muitas que são residências. O mais legal é que algumas tem uma frente pequena e atrás um quintal enorme com pomar.

Geralmente nossas viagens são muito corridas, poucos dias em um lugar ou até mesmo só um dia, mas Pirenópolis pede mais dias de estadia. Primeiro por causa das maravilhosas cachoeiras e depois pela comida, Humm!! Só coisas boas! Uma dica é o Café Pirenópolis. Apesar de não ser comida típica, tudo é uma delícia. As sobremesas, torta gelada da rainha e a torta de maça são inesquecíveis e surpreendentes. E se for de sexta a domingo ainda pode se deliciar com estas maravilhas e curtir boas músicas com o violonista Naruh Payne. Outra dica é o Armazém e Comedoria da Gabi. Peça coxinha da asinha da Marina, um tempero delicioso!
Os restaurantes da rua do lazer, que é a parte gastronômica da cidade, têm valores mais altos, enquanto os mais afastados os preços são mais atraentes. Ah! Não deixem de experimentar a pamonha goiana, impossível comer só uma.

O que não falta na cidade e fora dela são pousadas. Tem para todos os bolsos, desde camping, Hostel até hotel cinco estrelas. Sempre que estamos de moto escolhemos ficar perto do buchicho, assim podemos fazer tudo a pé e se bebermos, não teremos problema em voltar para o hotel. Fizemos questão de nos hospedar num casarão antigo numa das ruas mais charmosas da cidade, Rua Aurora. A Pousada se chama Casagrande. Gostei muito, só o que deixou a desejar foi o tamanho da cama. Umas das coisas que mais gostei foi prosear com o Divino, uma pessoa encantadora que cuida da pousada, muito querido.

Agora vamos falar dos passeios. Cachoeiras, cachoeiras e cachoeiras. Muitas!!! Os valores para entrada variam de R$ 25,00 a R$ 50,00 por pessoa. Não deu para ir em todas, mesmo porque queríamos também visitar o Parque dos Pirineus. Nossa escolha foi a Cachoeira dos Dragões pela sua proposta. Fica a 40kms de Pirenópolis e no local fica o Mosteiro Zen Budista Eisho-Ji. É um circuito no meio do cerrado de 4,5km, com 8 cachoeiras lindas, todas elas falando um pouco do budismo e placas com frases motivadoras. É proibido fumar, beber ou levar qualquer tipo de tóxico. Outra coisa, eles têm um programa de meditação de 3 a 7 dias que inclui hospedagem. Para quem gosta de natureza, cachoeira e meditação, ali é o local.

Finalmente fomos conhecer o famoso Parque dos Pirineus. Antes passamos em uma agência para saber o valor, que por sinal me surpreendeu, R$180,00 por pessoa, com transporte, guia e lanche. Casal R$ 360,00, na minha opinião é muito caro. Como estávamos de moto resolvemos tentar chegar sem fazer guia. A estrada não era tão boa, apesar de ser uma BR, a 070, tinha trechos fáceis, mas muitos com pedras, que só dá para ir quem tem habilidade em pilotar em estrada de terra. Eu amo, principalmente porque a gente vai bem devagar e dá para curtir tudinho.

Achei o Parque bem pequeno, mas foi fundado para proteger o bioma que ainda resta na região e lá de cima do morro dos Pirineus dá para ver as plantações no entorno, sem contar que tem muitas propriedades particulares dentro do parque. Gostei mais do percurso do que propriamente do parque. Fizemos a escalada até a capela e infelizmente não tivemos pôr do sol visível neste dia, estava nublado. Aproveitei para dar um google e pesquisar o que estava escrito na cruz “Christus heri hodie et in saecula” – Cristo aqui, hoje e sempre (latim). Viajar também é cultura, viu?
Hora de voltar para a pousada, porque estava ameaçando chuva. Na volta deu para apreciar ainda mais as flores do caminho. Não tenho muita certeza, mas tive a impressão que foi o cerrado mais preservado que eu já vi em nossas viagens.

Fomos conhecer algumas cidadezinhas nos arredores, como Corumbá de Goiás, Cocalzinho de Goiás e também Abadiânia. Infelizmente esta última com uma história horrível neste período, mas aproveitamos que estava ali perto e passamos para ver o desastre que ficou a cidade do
horrendo médium goiano João Teixeira que de Deus não tinha nada.
Logo ao lado fica a esquecida Abadiânia Velha que não deu tempo de passar para conhecer, mas parece que é bem pequena e rústica.

Não deu para visitar muitos pontos turísticos desta vez, como a cidade de pedras, o museu das motocicletas e algumas lojas e comercio que fecham literalmente neste período de Natal.

Pronto, agora você tem mais uma opção interessante para conhecer no Brasil! E pode ser qualquer período do ano, principalmente nas festas religiosas, folclóricas e profanas. A mais famosa e intensa é a Festa do Divino que ocorre nos meses abril, maio e junho, sem data marcada, por isso é bom se informar.

Pirenópolis tem turismo o ano todo, não tem crise. O melhor , não achei que eles exploram o turista por ser final de ano. Propostas honestas, preços justos e excelente acolhimento. O povo goiano é muito receptivo e tem um pão de queijo gostosíssimo. Os mineiros que se cuidem!

Viagem realizada em:23/12/18 a 28/12/18
Tipo de viagem:Feriado prolongado
Quilômetros Rodados2400
Como ChegarPartindo de São Paulo pela via Anhanguera são 1.100 km até a cidade de Pirenópolis.
DespesasAproximadamente R$400,00 por dia (inclui hospedagem e alimentação).