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Esta é mais uma das viagens de trem que fizemos pelo Brasil. Acredito
que exista muitas outras que ainda teremos que descobrir.
Passeio turístico muito procurado, portanto é necessário
reservar antes (12 3663-1531 / 12 36631560). Custa R$ 40,00 por pessoa,
ida e volta.
Saímos de Pindamonhangaba, que é uma cidade muito pequena
e fica logo depois de Taubaté, por volta das 9h. O Trem conta com
um vagão para 44 pessoas com poltronas confortáveis. Nosso
operador foi O Sr. Francisco e contávamos com o serviço
de bordo da Roseana e do Vanderlei.
O passeio é muito agradável, enquanto o trem chacoalhava
a Roseana ia nos contando as histórias da ferrovia de uma forma
bem singela, típica das pessoas do interior. Aquele balanço
com a historia de fundo dava um soninho! O que me acordava era o apito
do trem, que de vez em quando dava o aviso que estava passando.
Nossa primeira parada foi de mais ou menos 15 minutos no Reino das Águas
Claras, local onde Monteiro Lobato se inspirou para contar suas histórias.
No verão o lugar é muito procurado para banho. A passagem
de trem com entrada no parque custa R$8,00.
A saída acontece aos sábados, domingos e feriados as 10h
com retorno as 17h e o trem chega em Pinda por volta de 17h50. É
necessário agendar (12 3644-7408). Pra quem tem criança
pequena é muito legal, tem parque, um vagão restaurante
e algumas esculturas dos personagens de Monteiro Lobato.
Saímos de Pinda a uma altitude de 551m e paramos na Estação
Eugênio Lefévre em Santo Antônio do Pinhal que fica
a 1.161m de altitude. Lá tem um café muito gostoso, por
isso minha dica é esperar e aproveitar para comer o famoso bolinho
de bacalhau (R$ 4,30) e conhecer uma lojinha de artesanato que tem um
monte de coisinhas interessantes, inclusive doces, pingas e licores. Este
é um dos lugares mais charmosos da viagem. Tem um mirante do qual
é possível ver todo o Vale do Paraíba, dependendo
da época do ano, as hortênsias estão todas floridas
e deixam o lugar muito bonito. Muitas pessoas passam por lá para
agradecer a Nossa Senhora Auxiliadora, a qual tem uma estátua no
alto do morro. Ali também é possível conhecer um
orquidário e adquirir direto do produtor. Em algumas épocas
do ano há também uma feira de malhas com preços super
convidativos. De lá até Campos do Jordão a viagem
demoraria mais uma hora e nós teríamos tempo para apreciar
os manacás, que por acaso estavam floridos, os lírios brancos
do campo e seu perfume, ver algumas árvores frutíferas da
região, as araucárias e ainda poder ter o prazer de ver
os únicos 5% de mata natural que ainda existe, pois o resto é
reflorestamento. Tem uma hora na subida, que o trem pára para podermos
ver todo o vale do Paraíba. As Serras verdes e os vales deixam
a região ainda mais bonita antes da chegada em Campos.
Não resisti, tirei um cochilo, ninguém resiste aquele balanço.
Chegamos em Campos que fica a 1.640m de altitude, ás 12hs e voltaríamos
no mesmo dia ás 17h com chegada em Pinda ás 19h.
Portanto a minha dica é, marque com alguns amigos em Campos para
poder aproveitar melhor o dia, pois sem moto ou carro não tem muito
o que fazer a não ser ficar andando ali pelo centro. Tentamos pegar
um ônibus na rodoviária para acelerar nossa volta, mas ele
só sairia ás 18hs, então resolvemos voltar de trem
mesmo. A volta é um pouco mais rápida, duas horas, e se
estiver fora do horário de verão, dá para aproveitar
uma viagem noturna.
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COMO CHEGAR
A 160 km de São Paulo pelas Rod. Ayrton Senna,
Carvalho Pinto e Dutra.
ESTRADAS
As duas primeiras com piso em ótimas condições.
A Dutra exige mais atenção pelo alto trafego de ônibus
e caminhões.
O QUE FAZER
Essa é mais uma viagem envolvendo Moto e Trem,
é a quarta que fazemos. Dá pra perceber que além
das estradas de asfalto também curtimos o balanço carinhoso
das estradas de ferro.
Deixamos a moto no estacionamento fechado da estação ferroviária
e partimos de Pinda às 9h com destino final na estação
de Campos do Jordão ao meio dia, é uma oportunidade de chegar
em Campos por estradas diferentes das convencionais. Subindo pela Serra
da Mantiqueira, com paradas em Santo Antonio do Pinhal, Parque Reino das
Águas Claras e o ponto mais alto que uma estrada de ferro já
chegou no Brasil, a Parada do Cacique a 1.743 metros de altitude, de lá
se avista o Palácio do Governo e a Pedra do Baú.
Chegando em Campos o jeito é passear pelo centro do Capivari, ou
alugar uma bike e sair pedalando, ou simplesmente sentar em algum bar
e ficar de bate papo até a hora de embarcar de volta. O trem parte
às 17h para Pinda e chega às 19h. E o melhor a se fazer
nesse trecho é dormir embalado pelo balanço do trem, você
chega novo em Pinda.
COMER & BEBER
Em Campos as opções de restaurantes são
muitas, para todos os gostos e bolsos, o point principal é o Baden
Banden. Mas dessa vez resolvemos experimentar o famoso e enorme pastel
do Maluf. É bonzinho.
MEUS COMENTÁRIOS
É um bate-volta um pouco diferente do convencional,
acaba sendo um pouco cansativo porque para chegar às 9 em Pinda
tivemos que acordar as 6:30 e chegamos de volta em S.Paulo às 21h.
O que salva são as duas horas na volta do trem que dá pra
dar uma descansada.
Outro detalhe é pensar numa programação para se fazer
durante as 5h em Campos do Jordão.
Por fim, a viagem de trem tem que ser reservada com antecedência.
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