Versão Garupa
PE SERRA DO MAR
ESTRADA VELHA DE SANTOS-SP
Versão Piloto
 



Tai uma dica pra você que está cansado de fazer os mesmos programas nos finais de semana em São Paulo, como por exemplo, ir a barzinhos, cinema, casa da sogra, almoçar fora... Tem outras coisas que podem ser feitas que estão ligadas a natureza, saúde, cultura, ar fresco e liberdade. Tudo isso a um custo bem baixinho, sem contar que você vai ajudar na preservação do meio ambiente. Nossa escolha para este final de semana foi fazer uma trilha de nível médio pela Estrada Velha de Santos. Saímos de moto, o que já é um bom começo, mas também dá para ir de carro. O ideal é acordar cedo, pois demora um pouquinho para chegar dependendo em que região de SP você está.

Leve roupa para caminhada, repelente, protetor solar, boné, toalha, um bom tênis e guloseimas leves como frutas, barrinhas de cereais e água.

No caminho tem paisagens que às vezes pensamos que não existe em nossa cidade, parece até cidade do interior. Muitas pessoas pescando nos “pesque e pague” que margeiam o Riacho Grande. Chegamos por volta das 8:30h, só que antes de ir tem um detalhe: é necessário agendar (tel.: 13 3372-4114 / 3372-3307), pois tem um número limite de pessoas por dia. Na Primeira parada tem um monitor que orientará para a trilha, ele não o acompanhará pelo caminho, pois é um lugar bem tranqüilo e asfaltado que não tem problemas para se fazer sem o guia, aliás, é um tipo de trilha que dá para fazer em turma, família e até mesmo sozinho. Uma dica legal é comprar na lojinha o “Passaporte para as trilhas de São Paulo”, como já sei que vocês vão adorar e até viciar neste tipo saudável de passeio, já podem começar com o primeiro carimbo.

Na trilha tem diversas paradas com guias super simpáticos e treinados que contam a história e as curiosidades do local.

Esqueci de dizer o principal, são 18 km gente! Calma, não se assustem, não é preciso fazer a trilha toda. São 9 km para descer e lógico, 9 km para subir que se transformam em 15 km devido ao cansaço. Na minha opinião é bom pelo menos descer 5 km e depois subir, pois a parte dos últimos 4 km são mais difíceis e também não tem mais monumentos em comemoração ao centenário da Independência do Brasil, mas não deixem de descer até a Escada do Lorena que dá mais ou menos 5 km.

Fizemos a trilha toda, mesmo porque pra descer todo santo ajuda, mas para subir... quanta resistência. Sabemos que tudo que sobe desce, mas nem tudo que desce sobe, isso mesmo, precisei de apoio na subida, achei difícil, principalmente porque as minhas últimas trilhas foram feitas só de moto. Tive direito a um descanso na subida, porque o Zé Carlos quis porque quis tomar um banho de cachoeira. Disse que estava maravilhoso, mas eu preferi a minha parte em descanso. Na volta tivemos que enfrentar bastante neblina, sorte a nossa que fizemos as fotos na descida, pois não dava para enxergar nada. Fim de trilha, missão cumprida. Confesso que pensei que não iria conseguir, mas fiquei muito feliz em saber que consigo andar 18 km num dia, ou melhor, em 6 horas. Valeu muito a pena, não deixem de ir conhecer os últimos 7,4% de Mata Atlântica que nos restaram.

E se você gosta de história, não pense que vou contar tudo aqui, vá e confira tudo pessoalmente.

Agora lembre-se: Da natureza não se tira nada, somente fotos.

Boa Trilha.


   



COMO CHEGAR

A 45 km de São Paulo.
Pela Anchieta até o km 29, depois mantenha a direita passando debaixo da rodovia e siga pela SP 148 com destino ao Caminho do Mar. É tão tranquilo que fomos de Scooter.

Importante: Para fazer essa trilha é necessário agendar (13)3372-3307 e pagar R$ 15,00 por pessoa.

ESTRADAS

Para quem está em São Paulo é um passeio bem curto e por ótimas estradas, tanto a Via Anchieta quanto a SP 148, que além de boa vai margeando o Riacho Grande.

 O QUE FAZER

Andar a Pé. Depois dos 45 km de moto + 18 km a pé, nove descendo a serra e consequentemente nove para subir de volta. É uma trilha para quem não tem medo de subida. Pelo caminho visitamos os antigos casarões e monumentos de 1922, além da calçada do Lorena de 1792. Mas, o que vale muito a pena é o contato com os últimos 7% de Mata Atlântica que ainda nos restam.

 COMER & BEBER

Leve uma mochila com frutas, barras de cereais, lanche e água. Na trilha não tem nada além de água de bica.

Para quem quiser na volta, beirando a represa, tem alguns bares que servem porções de peixes e petiscos.

MEUS COMENTÁRIOS

Primeiramente tenho que parabenizar o Governo de São Paulo, por criar o “Trilhas de São Paulo – Conhecer para Conservar”. São 40 trilhas por todo o estado que foram transformadas em parques.
Já estava mais do que na hora de preservar nossas áreas verdes, e conscientizar as novas gerações de sua importância. Antes tarde do que nunca.

Nesse roteiro, juntamos duas coisas que gostamos muito de fazer:

Andar de Moto e fazer trilha a pé.

Já fazia algum tempo que não nos aventurávamos por uma longa caminhada. Valeu muito à pena, acho que faremos muitos passeios combinados como esse pela frente.

Bom, pra quem gosta de trilhas e pretende conhecer essa, na volta tem uma recompensa.

Depois de descer os primeiros 9 km e fazer um merecido lanchinho no pé da serra, é hora de encarar a subida de volta, e ganhar o presente.

Depois de caminhar mais ou menos 3 km de subida íngreme, tem uma cachoeira que forma uma pequena piscina com água cristalina e potável. Se eu pudesse ficava lá umas duas horas. Pena que tínhamos que estar de volta à portaria até as 16h.

Resumindo, gostei muito!



 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Distância SP - Estrada Velha
 
 A 45 km de São Paulo, pela Anchieta até o km 29
Tipo de viagem
 
 Bate volta
 
Viagem realizada em:
   fev/2009
Sites
 

 www.trilhasdesaopaulo.sp.gov.br

 
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