MENDOZA
ACONGÁGUA


REALIZADA EM
DEZ/2011

   


Garupa

Agora senti que estamos voltando. Não achei que fosse do Ushuaia, mas sim depois de escalar o vulcão. Ôpa, espera aí, ainda tem mais! Isso mesmo, o Aconcágua. Mas antes uma passadinha em Santiago para ver nossos amigos. Dia seguinte iria passar novamente pelos Caracoles, mas desta vez, sem falta faria as fotos. Quando chegamos na aduana, ficamos assustados, pois a fila era enorme. Pra nossa sorte era do lado oposto. Nesta época do ano as aduanas ficam lotadas. O ideal é deixar todos os documentos em ordem e ser esperto, pois é uma bagunça, ninguém respeita fila. Fique atento para o preenchimento dos papeis. Um erro e a viagem pode ter problemas.
Realmente tudo estava a nosso favor, até ali o tempo só ajudava. Sol, sol, sol e lindas paisagens para fotografar. Encontramos nosso amigo e ele não resistiu ao charme do Zé e resolveu voltar para Mendoza com a gente. Agora éramos 3, eu, papai e júnior. Todos juntos para se divertir muito em nosso mais novo destino. Mendoza seria pequena pra nós. Na mesma noite entramos em oito bares. Vou explicar, não é o que vocês estão pensando. É que o atendimento e a cerveja não estavam bons. Desistimos do Boulevard e fomos para outra “calle”, continuação da rua Pucon. Na Argentina não tem erro todas as cidades tem os mesmos nomes de rua. Observe.
Nosso objetivo era fazer um trekking até o primeiro acampamento base, dormir em barracas, jantar, no dia seguinte ver bem de frente o Aconcágua e logo em seguida voltar para Mendoza, tudo isso pela bagatela de R$ 800,00. As saídas acontecem às sextas-feiras com no mínimo duas pessoas. Na realidade tem diversos passeios, mas o que mais nos interessava era este, mas sabe como é, tempo curto, grana curta. Fomos até o mirante e fizemos algumas fotos.
Mendoza não é um dos meus lugares prediletos, mas tenho que dizer que entre os Caracoles e a cidade a paisagem é arrazadora. Em Upsalata o clima é mais agradável, porque estamos a três mil metros de altitude e enquanto isso os miolos torravam em Mendoza, 45 graus. Eta cidadezinha quente! As crianças nem pediam moedas, encostavam-se à mesa e perguntavam se tinha gelo, acredita?
Outro passeio em Mendoza é conhecer as vinícolas, mas isso é pra quem gosta. Nas artesanais a gente acaba se envolvendo com a história do produtor. São mais simples, mas em minha opinião são mais interessantes.
Agora sim estamos voltando. Com algumas aventuras que não foram possíveis realizar, mas em contrapartida com muitas realizações.
Até aqui só posso agradecer. Foram 24 dias de sol, de muita segurança, diversão, aprendizado e o mais importante, cumplicidade e respeito. Sempre viajamos a dois e nestes anos todos só tenho aprendido que o companheirismo é à base de uma relação.
Nestas estradas, muitas pessoas boas passam por nossas vidas. Este é um dos maiores presentes que a vida nos dá. Quanto mais vivo, mais tenho vontade de viajar e conhecer novas culturas, assim cresço e consigo perceber a importância que cada um tem neste lindo planeta chamado “Terra”.

“Se eu tivesse mais alma pra dar eu daria, isso pra mim é viver”
Trecho da música de Caetano Veloso.


Piloto

De Pucon seguimos para nossa ultima fase, com direito a cruzar os Andes pelos famosos caracoles que ligam o Chile a Argentina. No meio do caminho nada como encontrar com um grande amigo do Brasil para colocar as conversas em dia.
Chegamos em Mendoza com um calor de 40º  e nada como uma Quilmes morna, porque gelada é a coisa mais difícil de achar nessa cidade.
Nossa intenção em Mendoza era subir até o acampamento base do Aconcagua e por lá passar uma noite, mas infelizmente esse passeio tem saídas apenas as sextas-feiras e como estávamos dois dias adiantados resolvemos fazer uma breve visita até o mirador da grande montanha, com direito a acompanhar alguns pilotos do Rally Dakar no deslocamento. Dia seguinte aproveitamos à tarde para conhecer duas vinícolas e uma fábrica de azeite, um passeio para quem curte e pretende comprar algumas garrafas de vinho.
De Mendoza iniciamos nosso retorno ao Brasil até a cidade de Paraná ainda na Argentina, depois Santa Maria, Curitiba e finalmente São Paulo.

Foram 14.400 quilômetros rodados sem nenhum problema com a moto, sem nenhum problema com a Policia, sem nenhum problema de falta de combustível, apesar da Argentina passar por uma crise de abastecimento nesse momento, e sem nenhum problema de relacionamento.

Só posso agradecer aos hermanos argentinos e chilenos, que sempre que precisamos fomos muito bem atendidos. A minha inseparável companheira de aventuras, como sempre transmitindo alegria e otimismo, mesmo nos momentos mais bicudos e ao Todo Poderoso, que mais uma vez dividiu nossa garupa e cuidou dos nossos caminhos.
Viagem sonhada, viagem realizada!

Gracias.

 

 

   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
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