Versão Garupa
JOAQUIM EGÍDIO - SP
Versão Piloto
 


Quando a gente pensa que já conhece tudo nas redondezas de São Paulo, sempre aparece um novo lugar, Joaquim Egídio. Novo para alguns, mas bem conhecido para outros, como por exemplo, o simpático casal Lílian e Beto Flanela. Coincidência ou não, estávamos no posto abastecendo e o Flanela veio conversar com o Zé e falar das maravilhas do lugar. Logo chegou sua esposa, Lílian e mais parecia um GPS de Joaquim Egídio. Ela conhecia tudo, desde os melhores bares e restaurantes até as pessoas que passavam pela rua, pensei até que fosse a Primeira Dama. Seguimos para o Bar Central, boteco na realidade e um dos mais antigos do local, 65 anos só com os irmãos João e Mário e agora também com um dos filhos do Sr. Mário, o Marinho. Fiquei morrendo de vontade de tomar a famosa caipirinha e comer um sanduíche chamado psicodélico, que não é um alucinógeno, mas deve deixar doidão para comer novamente. Não foi desta vez que tivemos esta experiência psicodélica, mas com certeza voltaremos para experimentar este LSD (Lanche Saboroso e Delicioso).
O papo estava bom, mas afinal iríamos ou não conhecer um pouco mais o lugar? Claro que este era o nosso objetivo e infelizmente tivemos que deixar o bom papo e seguir as dicas que nos foram dadas.
Atravessando a ponte de Sousas chega-se a rua principal, Heitor Penteado. Ali estão diversos bares e restaurantes, um mais simpático que o outro. Nesta hora a gente deseja que tenha pelo menos uns cinco almoços por dia. Cometer dois dos sete pecados capitais aqui é muito fácil, Gula e Preguiça. Nada como encher a pança e ser abraçado por uma rede preguiçosa embaixo da sombra de uma árvore. Aí é só rezar e pedir para este dia nunca mais acabar.
Pra quem não quer ficar só na preguiça, tem também muita gente pedalando pelas estradas e trilhas, aliás, acredito que seja um dos lugares prediletos dos ciclistas, porque o clima é bom, pelo menos 3 graus menos que Campinas, além da mistura de asfalto e terra gerando muitos desafios. Como todo o sacrifício merece uma recompensa, vale realmente a pena um belo almoço depois de horas pedalando.

Não quer pedalar, fazer trilha ou ficar na preguiça, então pode visitar um museu que tem na cidade ou então conhecer um pouco sobre cavalos. No Espaço Encanto Horse, além do restaurante, aos domingos tem uma bela apresentação do Rogério Silva e seus cavalos que começa por volta das 13hs e termina às 15hs. Tem também apresentação de dupla sertaneja, neste dia se apresentava a dupla de Capivari Richard e Diego. Um repertório muito bom pra quem gosta deste estilo de música. Aproveite o tempo para assistir os shows e comer um arroz com feijão, ovo e bistecão de carne de boi. Tudo muito simples por apenas R$ 30,00 por pessoa e ainda pode contar com a presença de um dos artistas, o Lobinho, um cachorro da raça Australian Cattle Dog (cachorro boiadeiro australiano), nos seus bem vividos 10 anos, só comendo do bom e do melhor. Pra quem gosta de cavalo é muito bom ter a oportunidade de conhecer a Doma Delicadeza, nomeado pelo Domador Rogério, que aos seus 37 anos se orgulha muito do que faz. É muito bom conhecer pessoas apaixonadas pela sua profissão, a gente acaba se apaixonando também, só que o nosso cavalo é diferente, tem duas rodas e 1200cc e foi feita a doma adventure pelo piloto Zé Carlos. A Triumph Explorer 1200 XC se portou muito bem na terra e imagina se eu não fiquei muito feliz com isso, sabe como é, adoro andar de moto na terra. É um dos momentos mais legais da viagem.
Um lugar pequeno com muitas coisas para fazer. Um dia é pouco e minha dica é chegar no sábado para o almoço, procurar uma pousada e curtir também à noite em Joaquim Egídio, que deve ser muito legal. Imagina numa noite estrelada tomar uma cerveja bem gelada. Nossa até rimou e quando rima a dica é “Não deixe de fazer, porque fazer é viver”

 

 

 

   


COMO CHEGAR
Partindo de São Paulo são aproximadamente 110 km até Joaquim Egidio. Seguindo pela Rodovia dos Bandeirantes ou Anhanguera e depois pela Dom Pedro.

ESTRADAS
Mais tranquilo do que esse roteiro, só ficando em casa, as estradas são ótimas, seguras e ainda por cima, nós motociclistas, não pagamos pedágio nem na Bandeirantes nem na Anhanguera só a Dom Pedro que não perdoa.

O QUE FAZER
A região de Campinas é muito especial, privilegiada pela localização, pelo clima, pelas estradas que dão acesso, pela geografia, mas principalmente pela quantidade de atrações e atividades outdoor, que é o que nos interessa. Dessa vez, nossa descoberta foi mais a leste, a aproximadamente 12 quilômetros do centro de Campinas. Apesar de estar dentro de uma grande cidade, essa região mantém todas as características de uma pequena e charmosa vila do interior paulista, com aquele característico sotaque carregado, e aquele povo amigo e acolhedor, tanto que logo que chagamos, paramos para abastecer a moto e quase não conseguimos mais sair do posto.
-Ta empoeirada hein!
Essas foram as primeiras palavras do Flanela, se referindo a minha moto. O Flanela é daqueles caras de bem com a vida, falante, alegre e claro, motociclista, mais ainda, ele é dono de um lava motos por essas bandas, então depois de meia hora de conversa mole já estávamos tomando cerveja no tradicional Bar Central do seu João e seu Mario, onde não se pode entrar sem camisa, nem fumando e muito menos beijar sua namorada.
Como as opções de restaurantes são muitas e, infelizmente, nós só conseguimos almoçar uma vez por dia, resolvemos conhecer o restaurante Encanto Horse, onde além do almoço típico da roça, tivemos a oportunidade de assistir a uma exibição muito legal de doma racional. Essa demonstração acontece todos os domingos a partir das 13 hs sob o comando de Rogério Silva, que com um simples assovio consegue tudo o que ele quer de um cavalo.
A dica aqui é chegar cedo, pedir uma cerveja gelada, apreciar os belos animais ao som de uma dupla caipira, ao vivo, e depois encarar um pratão de arroz, feijão, ovo frito, bife e salada.
E, pra fazer a digestão o jeito é subir na moto de novo e conhecer as belas estradas entre sítios e fazendas, são perfeitas para passear, devagar, curtindo cada curva, para quem gosta de uma estradinha de terra, aqui tem várias, inclusive a que leva até a Serra das Cabras, ponto mais alto da cidade de Campinas, e seguindo por essa estrada, sentido Fazenda Bonfim, chegamos a Morungaba, de lá à volta para São Paulo foi pela sinuosa Rod. Constâncio Cintra. Ou seja, roteiro perfeito para Big Trail e pra quem gosta de pilotar em todo terreno.
Concluindo, esse lugar vale muito à pena conhecer, mas cheque cedo ou fique por aqui mesmo, porque a noite também deve ser muito divertida. Eu voltarei!

 

 


 

 
 
 
 
 
 
 
 Viagem realizada em:
 04/05/14
 Tipo de viagem:
 Bate e Volta
 Quilometros Rodados
 270Km
 Como Chegar

 Partindo de São Paulo são aproximadamente 110 km até Joaquim Egidio.
 Seguindo  pela Rodovia dos Bandeirantes ou Anhanguera e
depois pela Dom Pedro.

clique aqui para voltar ao índice