04º DIA
06 /09/09

BARÃO DE COCAIS (MG)
OURO PRETO(MG)
114 KM

   


*Este roteiro é parte integrante da Expedição Estrada Real.

Piloto - Barão de Cocais a Ouro Preto

De Barão de Cocais em diante a sinalização fica bastante confusa, os marcos que orientam a trilha a seguir, também indicam alguns locais importantes a serem visitados, como o Santuário do Caraça, que fica dezenove quilômetros fora da trilha por estrada de asfalto, mas vale a pena conhecer, tanto pela sua história quanto pelo visual, pena que nesse dia estava nublado.

Depois de intercalar alguns trechos por estradas de terra e outros por asfalto, ora seguindo os marcos, ora perguntando, chegamos em Mariana, uma das cidades mais bonitas e simpáticas até aqui, e mais cheia de turistas também, de todas as partes do mundo, inclusive alguns chineses também, que nem sempre prezam pela educação e cordialidade. Mas melhor deixar pra lá.

Depois de almoçar muito bem, seguimos rumo a Ouro Preto, agora sob chuva, e graças a Deus só agora, porque aqueles morros com lama.... assim que chegamos a Ouro Preto começamos a descer uma rua, que de repente se transformou numa enorme descida de paralelepípedos escorregadios que me fizeram sentir saudades dos morros de terra.
Armamos nossa barraca no Camping Clube do Brasil que tem uma ótima estrutura, todo gramado, com banheiros limpos e até uma lanchonete.

Depois de umas voltas pelo centro histórico, jantar uma pizza acompanhada por umas caipirinhas de cachaça só nos restou dormir na barraca ao som da chuva.

Garupa - Saímos de Barão de Cocais bem cedo para poder aproveitar o dia. Mariana seria a nossa parada para o almoço. Já ouvi falar muito bem desta cidade e estava ansiosa por conhecê-la. Dali há duas opções de roteiro, na realidade em Cocais há uma bifurcação e você pode escolher quais as cidades que irá conhecer. Se tiver tempo acho interessante passar pelos dois, mas como não tínhamos, optamos por um deles e como tudo na vida, quando se escolhe um, perde-se o outro.
Depois do destino escolhido, era só seguir os marcos, isto é, se eles estivessem onde deveriam estar. Neste trecho da viagem comecei a ficar nervosa, pois percebi a falta de cuidado que as pessoas tinham em manter a sinalização em ordem. Isso desgasta um pouco porque acaba atrasando a viagem. Entramos em um Eucaliptal e ficamos rodando que nem bobos, ali faltou bom senso para pelo menos sinalizarem melhor. O lugar parecia meio sinistro, me lembrei do labirinto do Minotauro. Enfim conseguimos sair e passamos por Santa Bárbara e Catas Altas. Aqui aconteceu algo bem interessante, queria saber porque a cidade tinha este nome. Avistamos três senhores muito simpáticos numa prosa animadíssima, adivinha se não fui perguntar? Cada um me dava uma explicação, o pior é que eles queriam falar todos ao mesmo tempo e eu estava interessadíssima em ouvir todas as histórias. A mais convincente foi que naquela região, devido a facilidade de encontrar ouro, os portugueses diziam que as catas eram altas, portanto “Catas Altas”. Já um outro muito engraçadinho, nos disse que em uma festa religiosa escolheram um crioulo para representar um santo, e que este seria colocado em um altar e percorreriam toda a cidade com ele nos ombros. Mas o sujeito era muito alto e pesado e quando se movimentava acabava atrapalhando a caminhada dos que estavam carregando. Todo este movimento era para apanhar as saborosas goiabas que estavam nas árvores do trajeto da procissão. Então, para que o suposto santo não se movimentasse, os carregadores gritavam: “cata as altas”. Daí o nome da cidade. Impressionante a criatividade e o bom humor deste simpáticos senhores. Valeu muito o “cunversê”. Daí pra frente percebemos que os marcos estavam distribuídos por diversos pontos e já não era mais para serem seguidos como placas. Eles agora representavam a região da Estrada Real. Uma pena, pois achava muito mais interessante como era antes, demarcando os caminhos pela estrada de terra. Com a chegada da civilização vem o asfalto e tudo muda. Passamos por Santa Rita Durão, Camargos e enfim Mariana.
Só que antes do almoço fomos conhecer um lugar que faz parte da região da Estrada Real, o Santuário do Caraça, que é um colégio seminarista. É possível se hospedar lá caso queiram e o valor é a partir de R$ 160,00 com pensão completa. Achei meio sinistro já que lá também tem catacumbas. Mas a região é muito bonita, repleta de cachoeiras e trilhas.

Devido a confusão da demarcação, atrasamos um pouco, pois era para chegarmos mais cedo e aproveitar bem Mariana. A cidade é super limpa e organizada e com diversos pontos turísticos para visitar. Hospedar ali chega a ser até 50% menos que em Ouro Preto de acordo com as informações de um guia. Não tem camping, caso estejam interessados.
Durante todo o trajeto, as igrejas eram brancas com detalhes azuis, já em Mariana tudo muda, este padrão já não é tão seguido. Pena que não podemos ficar muito tempo e seguimos para Ouro Preto que fica bem pertinho dali e com certeza tinha um Camping, aliás, este é o nosso objetivo e não poderíamos deixar de acampar neste dia e fechar com chave de ouro, ou melhor, com guarda chuva. Isso mesmo, todos os dias estavam lindos e radiantes, mas neste dia a chuva não perdoou, veio com tudo. Barraca montada, banho tomado e rezávamos para não molhar dentro da nossa hospedagem, senão teríamos que desmontar tudo e procurar local para pernoitar. Graças a Deus deu tudo certo, dormiríamos mais uma noite na barraca. Choveu a noite toda e nem “pinga ni mim”, aliás, pinga esta que tomamos no centrinho de Ouro Preto pra poder enfrentar a noite caso algo acontecesse.
Tenho pouco para falar desta cidade porque passamos pouco tempo nela e como estava tendo uma parada gay, achei o local com muito lixo espalhado pela rua, mas deve ser por causa do evento. A chuva nos atrapalhou também, pois é impossível andar de moto naquelas ruas de pedra quando estão molhadas.
Noite maravilhosa, a chuva até ajudou a dormir e melhor ainda foi acordar na manhã seguinte com os cantos dos pássaros e do Galo José. Foi muito bom!

 

 

   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
 
  Quilômetros Rodados  114 km
  Horários  Saída: 8h  Chegada: 14h
  Despesa Combustível  R$ 0,00
  Despesa Alimentos  Almoço: 29,00 / Jantar: 47,00
  Despesa Hospedagem  R$ 36,00
  Despesa Passeios  -0-
  Classificação da cidade  Turistica com diversas opções de hospedagem, inclusive camping
 
 
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