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Piloto
Saímos de Mucugê com destino a Ibicoara, um pouco tarde,
dez horas, mas também ninguém é de ferro né?
Nosso destino de hoje é a Cachoeira do Buracão, depois de
rodar 75 km de asfalto chegamos em Ibiquara e fomos na Bicho do Mato,
um receptivo local, para contratar um guia que nos levaria até
a cachoeira, para nossa sorte o Marcinho estava livre e tinha moto para
nos guiar, menino muito massa esse Marcinho.
Depois de rodar mais 30 km por estrada de terra, pedra, areia, riacho,
barro, só faltou neve, chegamos. Chegamos na entrada da trilha,
onde deixamos as motos e seguimos caminhando por mais uma hora, mas todo
o sacrifício vale muito a pena, o lugar é sensacional, uma
cachoeira de 80 metros, que é impossível descrever a sensação
quando você mergulha e vai nadando, até fazer uma curva e
dar de cara com aquela gigante rodeada de rochas. Fantástico!
Como saímos tarde acabamos não podendo demorar muito, mas
mesmo assim voltamos à noite, o que não é muito recomendável,
principalmente quando se está com um farol mambembe. O dia foi bastante
cansativo, mas muito legal, se vierem a Chapada não deixem de conhecer
a Cachoeira do Buracão, e levem o Marcinho junto, ele entende tudo
de cobra, até achou uma jibóia no caminho.
Garupa
Mucugê é uma cidade pequena muito bonitinha, tudo nela é
arrumadinha, até parece um cenário. A cidade é super
limpa e tem uma infra-estrutura de pousadas e restaurantes surpreendente,
inclusive nos hospedamos na Pousada Mucugê. Como a cidade é
tombada pelo patrimônio, nada pode ser alterado, então a
fachada da pousada é de um casarão que mantêm as características
originais da época. O café da manhã é para
sustentar até a hora do jantar, é uma fartura, só
de falar já dá água na boca. Interessante ficar em
Mucugê porque ela é ponto de saída para diversos passeios.
Por ser uma cidade pequena, não é badalada, ideal para quem
quer sossego.
No jantar fomos para Chapada Point, comemos uma pizza deliciosa e aproveitamos
para abastecer o site.
Depois de uma noite tranquila, hora de caminhar. Fomos para a Cachoeira
do Buracão. O ideal é ir até Ibicoara e contratar
um guia local, mesmo que você contrate um em Mucugê, outro
guia de lá irá junto. De Mucugê até a entrada
do Parque são 106km e depois mais 3km de trilha a pé. Nada
radical, bem fácil de caminhar. Na trilha tem mais duas cachoeiras
só para ir aguçando a curiosidade. Quando chega no Buracão
aí sim aparece um espetáculo de lugar. Quando você
pensa que acabou, tem mais coisa pela frente. Coloca-se um colete salva-vidas,
mergulha-se na piscina e nada até a cachoeira
numa água escura que mais parece coca cola. Pronto, chegou. Que
lugar! É de tirar o fôlego. Uma beleza única, aliás,
como tudo na Chapada. Não dá pra dizer que tem um lugar
mais bonito que o outro, cada qual com sua beleza. Chegamos tarde, melhor
é sair bem cedo mesmo que o tempo esteja nublado, depois ele abre
e o dia fica quente, perfeito para nadar naquele lugar, até esqueci
que tenho medo de água fria. É que na Chapada o clima é
completamente diferente do litoral baiano. Só para ter uma idéia
de custo do passeio, um casal paga R$ 60,00 se estiver de carro, mas se
estiver de moto tem que levar um guia com veículo próprio
e custará mais R$ 30,00. O parque cobra R$ 3,00 por pessoa.
Seria bom ficar mais dias e poder visitar a Cachoeira da Fumacinha, que
pela informação do Marcinho, guia da Bicho do Mato, é
muito linda, só que a trilha é nível alto, com muitas
pedras e precisa de um dia inteiro. Lugar é o que não falta
na Chapada, o que acaba faltando são dias para conhecer melhor
este lugar maravilhoso. Só para ter uma idéia, a Chapada
é dividida em três, A cordilheira Sincorá, que faz
parte do ciclo do diamante; a Cordilheira do Barbado, que faz parte do
ciclo do ouro e a Chapada do turismo religioso na qual faz parte uma cidade
chamada Rio das Contas, que infelizmente não poderemos conhecer
desta vez. Como se vê, o que não falta é lugar.
Operadora Bicho do Mato:
(77) 3413-2768 |
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