COLOMBIA - ISLA SAN ANDRÉS

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GARUPA

Que tal ser um Pirata?
Não aqueles que roubam riquezas e pilham navios por este mar afora. Falo de pirataria do bem, onde saqueamos culturas, capturamos paisagens encantadoras e nos tornamos reféns de belezas naturais do caribe colombiano.  Estou falando de ser pirata na Isla de San Andrés.

Há muitos anos atrás esta ilha foi alvo de piratas, mas hoje ela é invadida pelo turismo que algumas vezes tem seu lado bom e às vezes não.

Quando pensamos em ilha logo vem à imagem de um paraíso, sossego total e simplicidade. San Andrés não é bem assim, dependendo da época do ano é extremamente agitada. Na ilha existem muitos resorts e centros comerciais, principalmente porque é zona franca. Com tudo isso vem o lixo e a falta de infraestrutura para atender tanta gente.

Estávamos em Cartagena e resolvemos conhecer San Andrés. Procuramos uma agencia de viagens para comprar um pacote, mas nesta época do ano já não havia mais nada, somente passagem aérea e elas não arriscavam indicar um hotel ou hostel. As passagens custaram por volta de 850.000COP ida e volta por pessoa (R$ 1.200,00).

Voamos pela empresa Copa airlines, a única que faz voo direto. É obrigatório pagar uma taxa de 60.000 cop (U$ 20,00). Este bilhete é vendido no próprio aeroporto e é importante guardá-lo, porque tem que apresentar na
entrada e saída da ilha.

Sabíamos que era complicado chegar na ilha e encontrar algo bom para dormir, mas como todo bom pirata resolvemos arriscar.

Nossa ideia foi alugar uma scooter e sair à procura do tesouro perdido… Rodamos duas horas e nada de encontrar uma hospedagem. Seguimos para San Luís, a parte rústica da ilha e como estava anoitecendo, já não dava para enxergar mais nada, sem contar que os hostels geralmente não tem placas de sinalização.

Voltamos para região central e nos hospedamos no hostel Forbes II, 120.000cop a diária (R$ 160,00). Como chegamos à noite não tínhamos ideia de como era o lugar, pela manhã quando vimos, queríamos mudar, não só por isso, mas já não havia mais água e energia elétrica. Aliás, este é um problema sério da ilha. Como não tem rio, são utilizadas água de chuva, água comprada de caminhões pipa ou também água dessanilizada. Nem todo proprietário de hostel tem esta preocupação, mesmo porque o custo é muito alto e quando menos se espera ficam sem água.

No dia seguinte, já sem dormir direito os ânimos ficam a flor da pele. Já não tínhamos feito um bom negócio no aluguel da scooter. Pegamos a primeira que nos ofereceram e o custo saiu alto. Por isso é muito bom pesquisar. Uma dica é ver se no hotel ou hostel que se hospedar, o proprietário também aluga scooter. O custo é bem baixo, sem contar com a praticidade de devolver no mesmo lugar. O custo da diária varia de 60.000 cop a 100.000cop (R$ 85,00 a R$ 142,00). Na baixa temporada é possível alugar até por 40.000cop (R$ 57,00).

Decida quantos dias quer ficar e negocie bem. Pra ser sincera, dependendo de onde se hospedar, o melhor é alugar por todo o período. Fica muito mais fácil para conhecer toda a ilha e com liberdade para fazer as coisas na hora que der na telha.

Segundo tesouro a ser conquistado, segundo hostel a nos decepcionar. Este foi o pior, Miss Luz. Impossível dormir. Minha vontade era pegar o primeiro voo e ir embora para qualquer lugar que tivesse uma cama boa. Agora veja se não tenho razão, o quarto tinha um cheiro insuportável, o ventilador não tinha a tela de proteção e o banheiro dito privativo era comunitário.

Pagar por uma coisa e levar outra é extremamente revoltante. Já dormimos em lugares piores, mas pelo menos não éramos extorquidos.

Detalhe, ele está no booking e com uma aparência muito boa. Se possível, em San Andrés o melhor é escolher no local, sem fechar pela internet. Conhecemos um casal de brasileiros que ficou hospedado 14 dias. Por Deus!!! É que eles pagaram tudo de uma só vez. Como a ilha está muito requisitada, os moradores fazem de suas casas simples hospedagem com custo de hotel, sem planejamento nenhum.

Terceiro e penúltima hospedagem, Caribean hotel, próximo ao aeroporto, o único que tinha um quarto vago. O valor era o mesmo dos hostels, 120.000 cop. Tudo limpinho, apesar do colchão ser extremamente duro, enfim conseguimos dormir. Mas teve algo que nos fez desistir no dia seguinte, na primeira hora, o cheiro da água. Sem condições, não dava nem para tomar banho. Como já tínhamos descoberto um hostel que era uma gracinha, onde os proprietários Rose e seu marido alemão eram muitos cuidadosos, fomos direto pra lá, Karibbik Haus

Agora só nos restavam mais 2 dias e mesmo assim resolvemos reservar até o dia 19 com a intenção de trocarmos as passagens. Todos os dias passávamos num posto de venda da Copa, mas nunca tinha passagem até que resolvemos ir direto ao aeroporto. Engraçado, lá tinha para todos os dias que procurávamos, lógico que os preços e a multa variavam. Pronto, conseguimos ficar mais tempo e não precisávamos nos preocupar com o que fazer nos próximos dias.

Acho que agora posso começar a falar bem da ilha. Demorou, mas conseguimos nos acertar. Tudo foi válido para podermos agradecer pelos últimos dias. Só para ter uma ideia, minha máquina fotográfica no início nem queria sair da mala, agora já estava pronta para curtir suas férias trabalhando.

A ilha tem algumas particularidades. Estamos em um só lugar, à medida que vamos nos deslocando temos a impressão de estarmos em outros. Deixa-me explicar:
Tem uma praia no centro chamada Sprat Bay, que parece que estamos em Miami. Já no lado sul da ilha, parte mais rústica, a gente se sente realmente em uma ilha. Quando vamos para dentro da ilha, a impressão que estamos no interior de uma cidade sem praia. Isso pra mim foi incrível e por este motivo não dá para enjoar do lugar. Cada dia a gente descobria coisas novas. Chegamos até a fazer um off- road de scooter acredita?

Se você for um peixe, vai se sentir em um aquário. Todo lugar da ilha dá para fazer diversos tipos de mergulho. E pra quem nunca fez e quer fazer, o que não falta são cursos. Deve ser um lugar lindo para fazer o batismo.

Esportes radicais de água e ar também são bem explorados na ilha, de jet-ski , 40.000 cop 15 minutos, cerca de R$ 60,00, a parasailing, um pára-quedas puxado por uma lancha.

Mas o que eu mais gostei na ilha foi andar de moto. Todas as manhãs dava uma volta inteira nela e depois escolhíamos onde ficar. Sentir aquela brisa me fazia muito bem, tanto é que em 8 dias rodamos mais de 600 quilômetros. Estranho, mas legal é que podíamos andar sem capacete e de biquíni, assim dava para aproveitar e pegar um bronze. Outra coisa muito gostosa era dar a volta na ilha à noite. No primeiro dia achamos perigoso, mas depois nos familiarizamos e tudo era festa.

Poderia indicar alguns lugares, mas o ideal é andar pela ilha e escolher um cantinho pra chamar de seu. Nos últimos dias elegemos um lugar que fica em San Luis, a praia de Rock Cay, na barraca chamada The Grog, precisamente embaixo de uma árvore. Se quiser procurar, ali enterramos nosso tesouro. O serviço era bom e não precisava pagar nada para sentar, só tinha que consumir alguma coisa, diferentemente de outras praias.

Gostei também de conhecer Johnny Cay e o Aquário, são passeios mais próximos e com um custo razoável, 50.000 cop (R$ 70,00 casal) já incluso a taxa de visitação da ilha.

Na Cueva de Morgan poderá conhecer toda a história da ilha e quem sabe achar o tesouro escondido do legendário pirata inglês Sir. Henry Morgan. Caso não ache, terá que deixar então o seu. O valor é 15.000cop (R$ 20,00) por pessoa.

Quem gosta de altura poderá conhecer a primeira Igreja Batista. Eles cobram 3.000cop para subir ao topo dela e fazer fotos. Só não pode estar em trajes de banho. Esta é a parte da ilha que falei que parece uma cidadezinha do interior.

Agora vamos falar da parte gastronômica da ilha. A comida islenha, como eles chamam é composta por arroz de coco, patachones,peixe frito e uma minúscula salada. Todo passeio eles servem este tipo de prato podendo substituir o peixe por frango.
Simples, mas até interessante se bem preparado. Não tivemos sorte em comer em algum lugar bom este prato típico.

Mas como havia dito no texto anterior, a melhor comida da Colômbia foi à peruana. A maioria das vezes jantávamos no Peru Wok, a comida deste lugar é maravilhosa. Nos fundos tem uma parte que dá para o mar e tem uma iluminação que deixa o ambiente super agradável. Achei os preços justos e o atendimento perfeito.

Jantamos também no famoso La Regatta. Comida boa, mas tem que fazer reserva com antecedência por causa da grande procura. Ele também não abre aos domingos. O interessante é que fica em cima do mar e alguns peixes ficam passeando por ali, mas acabamos não vendo, no máximo uma moréia escondida atrás de uma pedra.

Agora cuidado com o coco loco, tem que ser um bom lugar para experimentar, senão é dor de cabeça na certa. Se não quiser correr risco tome limonada de coco ou natural, além de refrescante é uma delícia.
Muitas opções de restaurantes, mas já que está ali, escolha os que oferecem frutos do mar.

Lembra que falei da impressão de estar em outros lugares? Então, tive a sensação de estar na Jamaica. Encontrei muitos Bob Marleys e Jimmy Cliffs pelo caminho, principalmente no lado sul da ilha. Conhecemos o David, um sujeito inteligente que nos fez um breve resumo da história, dos seus antepassados e dos problemas que a ilha enfrenta hoje em dia. São só 27 km de extensão, mas com problemas enormes que chegam com o turismo e com alguns piratas não desejados.

Quem tiver tempo de sobra pode conhecer Isla Providencia. Para chegar até lá tem que ser com barco grande ou de avião, vai depender de quanto tem para gastar. Necessário uns dois dias, não dá para fazer bate e volta. Pelas informações de outros piratas aventureiros o mar é extremamente agitado e a embarcação balança muito, com certeza vai enjoar.

Não tem mais nada para fazer? Já visitou tudo? Superou os contratempos? Então agora vem o melhor! Ficar contado as sete cores do mar maravilhoso que tem o caribe colombiano. Tirando todos os problemas da ilha, se fechar os olhos vai sentir vontade de morar ali só para acordar e ver os tons de azul que tem o mar. A água quente para se banhar, as variações de clima da ilha, o barato de não fazer nada e nem se importar o que vestir, porque o menos importante é isso. As pessoas se sentem livres para fazer o que quiser e isso nos causa uma sensação muito boa. Quer mais liberdade do que tem os piratas? Livre das obrigações e sempre dispostos a novas aventuras!

De pirata pra pirata, agora você já tem o mapa do tesouro, só não vai deixar passar um século para explorar a ilha, né?




PILOTO

A sequência de nossa viagem foi para um paraíso a 700 km da costa colombiana, Isla de San Andrés, mar do caribe, mar das sete cores, um espetáculo, mas não dá para ficar só vendo esse paraíso e achando que tudo será flores, tínhamos que arrumar uma pousada, mais uma vez chegamos no finalzinho da tarde, então resolvemos alugar primeiro uma scooter para agilizar.

Depois de rodar bastante arrumamos uma pousada que “peloamordedeus” quando amanheceu saímos a procura de outra rapidinho.
Arrumamos outra, a pousada “peloamordedeus II”, mais uma noite mal dormida e no dia seguinte partimos a caça da próxima, dessa vez encontramos um hotel, agora o “hotelpeloamordedeus”, até finalmente encontrarmos uma pousada descente que nos acomodou durante o resto dos nossos dias por aqui. Mas tirando a busca pela pousada encantada, esse lugar é realmente um paraíso.

A ilha tem algumas peculiaridades, a começar pelos meios de transportes mais utilizados, carrinhos de golfe de 2 e 4 lugares e scooters, que você pode alugar em quase toda esquina, outro detalhe curioso é que o capacete só é utilizado pela polícia, ninguém na ilha usa esse acessório e o transito é super tranquilo.

A ilha tem 27 quilômetros asfaltados, que você percorre várias vezes, e a cada vez descobre um novo cantinho. O mar das 7 cores, como é conhecido, é um show que se renova todos os dias.

No centro da Ilha fica o agito, bares, bons restaurantes, lojas e toda a muvuca, ah! A ilha é zona franca também. Um pouco mais afastada fica nossa praia preferida, Rock Cay, de areia fofinha, muitos coqueiros e melhor serviço de bar da redondeza.

A ilha é tão bonita e a estrada é tão gostosa que todas as vezes que íamos da pousada para Rock Cay e vice-versa, escolhíamos o caminho mais longo. Da praia dá para ir caminhando até uma ilhota em frente que é um show à parte.

Há muitas opções de mergulho também, com cilindro, com snorkel ou com uma mangueira de ar engatada, e até aqueles capacetes, para quem curte deve ser uma diversão.

Da ilha também saem passeios de barco para outras ilhas menores, como Johnny Cay, aquário natural e Cayo Bolívar, por aqui tudo é muito bonito e recomendado.

No total ficamos 9 dias em San Andrés e 8 em Cartagena, nossa ideia inicial era ficarmos menos dias nesses destinos e incluir Medellín e Cali no roteiro, mas devido ao alto preço da locação de uma moto não deu certo.

Acredito que um período legal é de 3 dias em Cartagena e 4 ou 5 em San Andrés. Mas se puder dar uma esticadinha também vale a pena.



 

 

Viagem Realizada
10/12/2015 a 19/12/2015
Valor de moeda na época Dolar - U$ 1,00 = R$ 3,85 / Dolar - U$ 1,00 = 2900,00cop (pesos)
O valor do Real - R$ 1,00 = 700,00cop
Despesa Alimentação
Dolar Americano 80,00$ por 03 refeições para duas pessoas
Hostel geralmente sem café da manhã
Despesa Hospedagem
U$ 41,0 -Media diária hotel três estrelas - R$ 157,00 ou 120.000,00 cop
Hospedagem


Pousada Forbes II - centro - Péssimo
Hostel Miss Luz - a PIOR de todas as hospedagens desta viagem
Hotel New Caribean - Próximo do aeroporto - Não indicamos
Hostel Karibbean Haus - melhor custo x benefício

Aluguel de Scooter 60.000cop por dia - corresponde a u$ 21,00 (alta temporada)
Valor do galão de gasolina - 10.000,00 cop
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