COLOMBIA - Bogotá / Cartagena de Índias / Isla Baru / Playa Blanca

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GARUPA

Amarelo, azul e vermelho, a Colômbia é assim!. Não é à toa que as cores primárias foram escolhidas para compor as cores da bandeira. É que a mistura de todas elas geram outras cores (secundárias) e assim a Colômbia fica ainda mais colorida. Somando são seis cores, mas na realidade são sete as cores do mar do caribe colombiano. Para quem não sabia, como eu por exemplo, o mar do caribe colombiano é lindo, adorável e fantástico de apreciar.

Mas nem sempre tudo é colorido, vai depender de alguns fatores, como data, hospedagem, tempo de viagem, proposta da viagem e estado de espírito.
Tudo depende de escolhas. Nós preferimos viajar mais dias com menos conforto. Isso aconteceu porque estamos acostumados a viajar de moto e sempre precisamos de mais dias. Só que no meio dos nossos projetos, a economia do país mudou, nossa moeda desvalorizou e o dólar subiu para 4 reais. Para ter uma ideia, o aluguel de uma BMW 1200cc saía por U$ 1.300,00 a semana, mais ou menos R$ 5.400,00. Colocando na ponta do lápis, quase ¼ do valor da moto que temos no momento se alugássemos por duas semanas.

Você também pode escolher viajar menos dias com mais conforto, falo isso porque, apesar de ser um país considerado pequeno, perigoso e subdesenvolvido, também possui resorts caríssimos e hotéis suntuosos. Tudo vai depender da sua proposta, como por exemplo, uma viagem de lua de mel.

Como sempre, viajar em baixa temporada também é o mais indicado, além de preços mais baixos, você poderá desfrutar do lugar com menos pessoas e mais tranquilidade fazendo boas escolhas. Mês de novembro até início de dezembro é bem interessante, porque o sol não tira férias, só você.
Com esta experiência, descobrimos a seguinte fórmula:
2 dias em Bogotá, 4 dias em Cartagena e 6 dias em San Andrés, totalizando 12 dias. Mais que isso, acredito que a viagem fica um pouco repetitiva. Agora se tiver mais tempo para poder dar uma esticada até Medellín ou Ilha Providência também será bem interessante.

Falaremos um pouco sobre estado de espírito. Indicar um lugar para viajar é bem sério, tem que conhecer bem a pessoa. Não é à toa que existem os agentes de viagens. A pessoa se prepara o ano todo para as férias e de repente se decepciona. Isso é possível sim, mas vai depender do poder de resiliência de cada um. Transformar o ruim em bom é difícil, mas quando se viaja, principalmente, muitos dias sem muitos planos é um risco que se corre e uma técnica que se aplica.

Isso foi que aconteceu com a gente. No início só decepção. Sentimos até vontade de voltar antes do tempo, mas não tinha como trocar as passagens, então fomos obrigados a alterar nosso estado de espírito querendo ou não ou seriam 15 dias de frustração.
O novo sempre assusta, apesar de estarmos acostumados a viajar de moto para diversos lugares, ficamos pouco tempo em cada local e neste caso seriam muitos dias no mesmo.

Usamos nossa criatividade e resolvemos nos aventurar. Vou falar um pouco de cada lugar e o que fizemos nestes dias de viagem para dar uma ideia do que escolher quando for para a colorida Colômbia.
BOGOTÁ

Nossa primeira parada foi em Bogotá. Até aí tranquilo. Chegamos a tarde e nos hospedamos no Ibis Museo, próximo a Monserrate, um ponto turístico famoso. Foi interessante conhecer, mas como era sábado à noite e próximo ao Natal, a fila para o funicular era imensa para ver a iluminação natalina la de cima do morro. Bogotá já é bem friozinho, imagina a 3152m de altitude? Para ajudar enfrentar o frio, nada como luvas, gorro, jaqueta e uma AROMÁTICA. Não sabe o que é, né?

Então vamos explicar, AROMÁTICA é um chá bem quente e doce feito de várias ervas e você pode escolher com rum ou sem e custa em torno de R$ 6,00. Para subir usamos o funicular e para descer foi um bondinho. O valor por pessoa é 18.000 COP, cerca de R$ 25,00.
Outro lugar bem interessante para conhecer é o famoso restaurante Andrés Carne de Res. Na realidade o conhecemos na volta, quando tivemos um intervalo de 10 horas de espera para o próximo voo. Pensamos em diversos pontos turísticos, como a La Candelaria, centro histórico de Bogotá, mas como tínhamos vindo de Cartagena, já imaginávamos que seria muito parecido. Gostaríamos também de conhecer a Catedral de Sal, que fica em Zipaquirá, mas demoraríamos cerca de 7 a 8 horas entre ida, volta e uma hora de passeio, fora o custo do taxi que seria cerca de 230.000,00 COP só ida.

Escolhemos então a Zona Rosa, um bairro moderno de Bogotá, onde ficam os bares e restaurantes da cidade, ideal para o tempo que tínhamos. Fomos de taxi e custou 35.000,00 COP (R$ 50,00) fora a taxa que se paga para sair do aeroporto que é 5.000,00 COP (R$ 7,00), detalhe, para entrar também paga esta taxa, portanto não se assuste quando o taxista te cobrar mais do que aparece no taxímetro.

Na saída do aeroporto ficam diversas pessoas te abordando para fazer um City Tour, o valor é U$30,00 (R$ 116,00) por hora, achei muito caro.

Voltando ao Restaurante Andrés Carne de Res, foi uma excelente escolha. Ainda bem que chegamos as 12h, pois é preciso fazer uma reserva com dois dias de antecedência, mas como estávamos por lá decidimos arriscar e esperar uma mesa desocupar. Diferente do que pensávamos não toca só rumbia, mas todo tipo de música, o que torna o ambiente muito agradável. A decoração é incrível, diferente de tudo. Pasmem, são cinco andares e todos lotados. O cardápio é assustador, mais ou menos 20 páginas. Se for a Bogotá não deixem de conhecer este restaurante mundialmente famoso. O almoço para o casal sai por volta de 120.000,00 COP (R$ 170,00). Vale muito a pena!!!

CARTAGENA

Cartagena de Índias, você pode amá-la ou odiá-la. Falo isso por causa do imenso calor, mas com um pouco de paciência a gente se acostuma. Quando chegamos, me assustei um pouco por causa do hotel que escolhemos, Casa Baluarte. O hotel era até bonzinho, mas a localização um pouco assustadora. Ficamos só dois dias e depois optamos por um hotel dentro da cidade amuralhada.

Esta viagem planejamos até a página 2, explicando melhor, sem plano algum, só com algumas ideias e pra ser sincera ir para Colômbia nestas condições não é uma boa, principalmente no mês de dezembro. Enfim, como já estávamos por lá, o negócio era se preparar para o que viesse pela frente. Depois de perceber que realmente era muito melhor se hospedar dentro da cidade amuralhada, nas nossas caminhadas aproveitávamos para ver hotéis.

Mas deixa eu explicar um pouco mais sobre esta “cidade amuralhada”. É a parte antiga e histórica de Cartagena, cercada por um enorme muro que protegeu a região por séculos. Isso é que dá o charme a este lugar. Com muitos hotéis, restaurantes, museus, lojas, joalherias, artesanatos e futuramente até um shopping construído nos padrões e estilo do local. E é simplesmente por tudo isso que você deve se hospedar por ali. Se quiser fazer uma viagem top, ali dentro também tem hotéis maravilhosos e se quiser gastar bem pouquinho, tem hostels com preços bem acessíveis.

Sem esperança do que fazer nos próximos quinze dias, resolvemos sair do hostel e ir se aventurar numa cabana na ilha Baru, que fica uns 40 minutos de lancha. Playa Blanca, este é um lugar para nunca se esquecer, não pela sua beleza, mas pela sua sujeira. Já começou errado pela prestação de serviço da empresa de turismo que nos levou. A pessoa responsável por nós, sumiu e nem se preocupou em orientar para o serviço incluso, o almoço. Andamos pela praia, linda, porém lotada num calor insuportável com nossa malas em busca de uma hospedagem descente e honesta, mas esqueça, tudo que se vê em foto ou sites não corresponde ao que vimos ali. As cabanas são barracos de madeira. Como não tem água na ilha, a higiene fica em segundo ou quem sabe em último plano. Já dá para imaginar como seria o almoço que nos venderam, não é? Quando desistimos de nos hospedar por ali, não só pela sujeira, mas também pelo absurdo que queriam nos cobrar, 120.000,00 (R$ 160,00) por um quarto só com uma cama e mais nada. Banheiro não era privativo. Banho? Como assim se não tem água nem para lavar as mãos. Não tem energia elétrica, portanto ventilador é um luxo que não combina com a ilha e o calor tem que ser suportado por uma noite de janelas abertas onde você ira dividir espaço com os inúmeros mosquitos que habitam a ilha. Até já passamos por situação semelhante, mas não tão explorado deste jeito. Fiquei brava e resolvi que não ficaríamos e voltaríamos para Cartagena. Uma pena porque o lugar é lindo, o mar é incrível, mas a quantidade de pessoas no lugar quebrou o encanto de uma história que poderia se comparar a “Lagoa azul”.

Chegamos no porto e desta vez já sabíamos que ficaríamos na cidade amuralhada. Descobrimos um hotel que tinha acabado de inaugurar, tudo novinho e o melhor, bem localizado, o El Viajero II. Quarto amplo, bem arejado, ar condicionado, diferente de muitos que vimos, pois algumas hospedagens os quartos não tem janelas, deve ser por causa das adaptações dos casarões antigos.
Em Cartagena tem muitos passeios com saída de barco, resolvemos não fazer, porque ficamos cismados com o tipo de prestação de serviço, poderia muito bem ser semelhante ao da Isla Baru. Se quiser arriscar, pode escolher a Isla del Aconchego, um pouco mais longe e por este motivo deve ser bem menos movimentada.

Não tive nenhuma dificuldade em ficar mais dois dias em Cartagena antes de viajar para San Andrés. Sinceramente gostei muito deste pedaço de Cartagena. Quando se dorme e come bem, o lugar fica bem melhor, até o calor ficou suportável. Cartagena parece um labirinto, sem o Minotauro, mas como muitos cavalos para passeios. Optei por não fazer, aliás, achei um despropósito aquele monte de animais explorados sem controle. O tempo todo passa pessoas gritando “coche”. Falo isso porque não vi nenhuma campanha explicando e orientando os turistas que os cavalos são bem tratados e estão trabalhando dentro de um regulamento.

Uma dica para conhecer toda a cidade amuralhada é alugar uma bicicleta, 4.000,00 COP por hora (R$6,00) ou se preferir 25.000,00 COP por 24hs(R$ 36,00). Tem que ter um pouco de cuidado, pois passam muitos taxis pelas ruas estreitas. Tem também moto elétrica, são as únicas que podem rodar todos os dias dentro da cidade amuralhada, pois as movidas a gasolina podem dia sim, dia não.

Pensamos em alugar uma moto, mas todas as pessoas diziam que era muito arriscado. Visualmente não parece, mas preferimos ter juízo a estragar nossas férias.
Descobrimos também que a melhor comida da Colômbia é a peruana. Todos os restaurantes peruamos que conhecemos foram incríveis e os preços bem honestos. Ceviche era o pedido certo, um melhor que o outro.

O que mais gostei em Cartagena foram as flores nos balcões dos casarões, os cafés, as obras de artes expostas nas ruas. Cartagena é pura cultura. Tem inúmeros museus, mas não é o nosso perfil de passeio, mas não deixamos de conhecer o forte de San Felipe, que foi bem interessante.

O que não gostei em Cartagena foi a abordagem de vendedores típico de cidades turísticas, principalmente na Plaza Santo Domingo, onde fica o monumento de Botero e também achei que poderia ter menos lixo nas ruas, não que eles não limpavam ,mas sabe como é o ser humano, né?
Elegemos uma bar como nosso preferido, o The Clock Pub, música boa e excelente marguerita, tome duas e pague uma no happy hour. Eita coisa boa! Ele fica bem no portal da cidade amuralhada, a Torre do Relógio.

Decidido que iríamos para San Andrés, não era mais necessário pensar em outros passeios por Cartagena. Compramos a passagem só para 5 dias e ainda teríamos mais 7 dias na volta. Talvés conheceríamos Medellin ou Santa Marta, mas isso deixaríamos para depois.

Descobrimos uma agencia de viagens bem no centro histórico e assim não era necessário ir até Bocagrande, mas é preciso sair da cidade amuralhada e enfrentar um trecho que lembra muito a 25 de março em São Paulo. As passagens custaram 850.000COP ida e volta por pessoa (R$ 1.200,00). Optamos por 5 dias porque estávamos inseguros em relação a hospedagem nesta época do ano.

Depois de voltar de San Andrés ainda tínhamos mais 4 dias para explorar Cartagena. Resolvemos não ir para Santa Marta. Viajar muitos dias nos priva financeiramente de fazer tudo quanto é passeio. Nos hospedamos no mesmo hotel, porém num quarto que dava de frente pra rua e em frente a uma boate. Imagina, aquela noite foi impossível dormir. Quer uma sugestão? Quando procurar uma hospedagem, escolha os quartos dos fundos, pois os barulhos das ruas são insuportáveis. Nossa sorte é que no dia seguinte desocuparia um quarto e poderíamos mudar.

Apesar de não ter o verde na bandeira colombiana, esta cor é a mais importante. A Colômbia é o país que mais produz esmeraldas e em Cartagena o que não falta são joalherias com muitas ofertas.

Muitas outras cores se espalham pelas ruas de Cartagena com as famosas “palenqueiras”, mulheres vestidas nas cores da bandeira e que vendem frutas ainda mais coloridas.

Não disse que a Colômbia era colorida? Vale muito a pena conhecer este lugar que apesar de alguns desencontros vai me deixar muitas saudades!!!



PILOTO

Mais um final de ano e mais uma grande aventura programada, dessa vez essa será a mais longa e cansativa de todas. Serão mais de 14 mil km a serem cumpridos em 24 dias, sem choro, nem vela. Média diária de 597 km com muito sol, calor, chuva, frio, neblina, tempestade de areia e até um pouquinho de gelo (no whisky).

O Texto acima é da nossa Viagem Ao Meio do Mundo, marco histórico no Equador, realizada no final de 2014. Resolvi começar com esse texto porque essa viagem a Colombia é quase que a continuação da viagem anterior. Vou me explicar:
Na viagem ao meio do mundo fomos praticamente até a fronteira do Equador com a Colombia, não continuamos por falta de tempo, afinal de contas, de vez em quando alguém tem que trabalhar também.

Pois bem, esse ano resolvemos finalizar a América do Sul, fechando com a Colombia.  Claro, que partir de moto de São Paulo até a Colombia, passando por todos os roteiros já realizados seria loucura e um enorme tempo perdido, então, nossa opção foi ir de avião e alugar uma moto por lá, sem muitos roteiros detalhados, assim como tem sido nossas últimas longas viagens.

Chegamos em Bogotá, a capital do país, com quase 9 milhões de habitantes, e como grandes cidades nunca foi nosso foco, passamos apenas uma noite nela, antes de seguir para Cartagena de Indias. Aproveitamos a noite em Bogotá para conhecer um dos principais pontos turísticos da cidade, o Cerro Monserrate. Bogotá fica a 2.640 metros acima do nível do mar, e do alto do Cerro, depois de subirmos de funicular, chegamos 3.152 metros de altitude, de onde pode-se observar toda a cidade. Um detalhe muito importante nesse tipo de passeio é levar um agasalho, coisa que eu esqueci e subi só de camiseta. Os colombianos me olhavam achando que eu era natural da Sibéria.

A primeira baixa da viagem foi a ideia de alugar a moto, já havíamos pesquisado e não conseguimos achar nada interessante abaixo de 1.300 dólares por semana, ou seja, para 2 semanas 2.600 dólares, com o nosso realzinho super desvalorizado, sairia algo em torno de 10.400,00 reais, totalmente fora de cogitação.

Partimos então para a famosa cidade amuralhada. Deixamos a fria Bogotá para chegar na caliente e abafada Cartagena de Indias. A cidade é totalmente turística, e pode ser dividida em duas partes, dentro e fora das muralhas. Dentro é a parte histórica, com muitas pousadas, lojas, bares e restaurantes e muitas ruas que você anda o tempo todo, dia e noite, essa cidade parece que não dorme, tem turistas de todas as partes do mundo. Do lado de fora é o lado mais moderno da cidade, sem o mesmo charme de dentro dos paredões. Apesar de ser uma cidade praiana, as suas praias não são muito convidativas para um mergulho ou mesmo ficar sentado à beira mar. Acho que o tempo ideal para ficar por aqui são uns três dias, acabamos ficando um pouco a mais do que isso, e hoje conhecemos essas ruas melhor do que os carteiros locais.

Um dos passeios mais indicados por aqui é a Playa Blanca na Isla Barú, que na verdade deixou de ser uma ilha porque construirão uma ponte que liga Cartagena a Barú.
A praia até que é bonita, com areia branca realmente, mas... como é muito próxima a Cartagena e com acesso de barco ou até de ônibus, tem muita gente, e não tem água doce então imagina como fica a higiene.

Em Barú é muito recomendado passar uma noite naquelas cabanas a beira do mar. Você já deve ter visto algumas fotos, parece muito lindo mesmo e romântico também, só nas fotos. Essas cabanas estão mais para barracos de madeira com apenas a cama dentro e uma janela, que segundo informações, durante a noite é melhor permanecer fechada, devido aos pernilongos, e sem banheiro. No passeio de barco incluía o almoço na ilha, que pela desorganização e falta de higiene preferi não comer. Passamos o dia e voltamos para Cartagena. Pode até ser que não demos sorte nesse dia, mas segundo informações dos guias a ilha está sempre lotada.


 

 

Viagem Realizada
05/12/2015 a 09/12/2015 e 19/12/2015 a 22/12/2015
Valor de moeda na época Dolar - U$ 1,00 = R$ 3,85 / Dolar - U$ 1,00 = 2900,00cop (pesos)
O valor do Real - R$ 1,00 = 700,00cop
Despesa Alimentação
Dolar Americano 80,00$ por 03 refeições para duas pessoas
Hostel geralmente sem café da manhã
Despesa Hospedagem
U$ 41,00 -Media diária hotel três estrelas - R$ 157,00 ou 120.000,00 cop
Hospedagem

Casa Baluarte - centro - Má localizada
Hotel El Viajero II - cidade amuralhada - bom local e tudo novinho.
Escolher quartos dos fundos porque tem muito barulho no quartos
da frente

Links - Aluguel de Moto http://www.motolombia.com/
http://www.adventures57.com/
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