Pirenópolis – GO

VERSÃO PILOTO

COMO CHEGAR
Partindo de São Paulo pela via Anhanguera são 1.100 km até a cidade de Pirenópolis.

ESTRADAS
Anhanguera / Bandeirantes dispensam comentários, estão entre as melhores rodovias do país. A BR 153 pede um pouco mais de atenção, devido ao alto fluxo de caminhões, mas está em boas condições, redobre a atenção nos trechos urbanos.

O QUE FAZER
No estado de Goiás, encravada no meio ao cerrado brasileiro fica a charmosa cidade de Pirenópolis, ou apenas Piri, para os íntimos.
A apenas 150 km da capital federal e 130 de Goiânia, ela é o refúgio preferido de muitos brasilienses e goianos, por isso está sempre movimentada, em qualquer época do ano, portanto, se você não quer ter surpresas, faça sua reserva com antecedência.
Tombada como conjunto arquitetônico, urbanístico, paisagístico e histórico pelo IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o centro histórico é formado por casarões e igrejas do século XVIII, muito bem preservados e conservados, com todo o calçamento das ruas e calçadas em de pedras da própria região. Logo na chegada a gente se surpreende, a cidade é super charmosa.

Ficamos hospedados na pousada Casa Grande, localizada na rua Aurora, a mais bonita da cidade, por cinco dias, com vontade de esticar um pouco mais.Durante o dia, quem gosta de natureza e ecoturismo tem muita coisa para fazer, cachoeiras, trilhas, esportes naturais, tudo pode ser feito com ou sem os guias locais.Optamos por fazer sem guia, fomos conhecer o Parque estadual dos Pirineus e a Cachoeira dos Dragões, que fica num templo budista e tem um circuito com oito cachoeiras.Em minha opinião vale muito a pena fazer os dois roteiros, claro que um por dia, para ter tempo de curtir com calma cada pedacinho.Para quem vai de moto é aconselhável uma trail e é bom ter conhecimento de off road, as estradas de terra, pedra e areia, tem trechos técnicos. Mas se você gosta é bem divertido.
Durante a noite Pirenópolis é recheada de bares e restaurantes, que atendem a todos os gostos, minha melhor experiência foi no Café Pirenópolis, ótima comida, deliciosas sobremesas, música de qualidade e pra completar os proprietários são super bom papo.
Antes ou depois do jantar outro programa obrigatório e conhecer as lojinhas de artesanato local.
Pirenópolis, como bem definiu um amigo, “É uma Paraty sem praia”.

Não importa de que lugar do Brasil você seja, esse é um roteiro que deve constar em seus planos de viagem.

VERSÃO GARUPA

Final de ano combina com viajar, mas o difícil é escolher um lugar. No Brasil ou em outro país? Tudo vai depender de muitos fatores, como por exemplo: tempo de férias coletivas, dinheiro, distância e disponibilidade nos roteiros turísticos. Sempre pensamos em praia, mas a cada ano fica mais complicado, tanto pela procura quanto pelos valores, sem contar com o tumulto de gente e o péssimo atendimento. Desta vez estávamos no limite em todos os sentidos, principalmente no quesito stress. Por que não escolher um lugar tranquilo, com história, natureza, água, muita água e que não seja para onde todo o mundo queira ir? Pronto, escolhemos Pirenópolis –GO. Só com este pequeno resumo já sabem que foi uma excelente escolha.

Sempre fazemos um Pré Natal e depois seguimos viagem. Saímos no dia 22 ás 15hs, dormimos a 600km de SP em São Joaquim da Barra e chegamos no dia 23 em Pirenópolis às 14hs. A viagem foi muito tranquila e apesar do calor estava muito agradável. No início pensei que não aguentaria o famoso sol de Goiás, mas a região de Pirenópolis estava muito fresca neste período.

Pirenópolis é uma cidade histórica tombada pelo patrimônio Nacional, uma graça. Todas as ruas são de pedras e as casinhas da cidade são mantidas como antigamente. Muitas delas hoje são comércios e pousadas, mas ainda existem muitas que são residências. O mais legal é que algumas tem uma frente pequena e atrás um quintal enorme com pomar.

Geralmente nossas viagens são muito corridas, poucos dias em um lugar ou até mesmo só um dia, mas Pirenópolis pede mais dias de estadia. Primeiro por causa das maravilhosas cachoeiras e depois pela comida, Humm!! Só coisas boas! Uma dica é o Café Pirenópolis. Apesar de não ser comida típica, tudo é uma delícia. As sobremesas, torta gelada da rainha e a torta de maça são inesquecíveis e surpreendentes. E se for de sexta a domingo ainda pode se deliciar com estas maravilhas e curtir boas músicas com o violonista Naruh Payne. Outra dica é o Armazém e Comedoria da Gabi. Peça coxinha da asinha da Marina, um tempero delicioso!
Os restaurantes da rua do lazer, que é a parte gastronômica da cidade, têm valores mais altos, enquanto os mais afastados os preços são mais atraentes. Ah! Não deixem de experimentar a pamonha goiana, impossível comer só uma.

O que não falta na cidade e fora dela são pousadas. Tem para todos os bolsos, desde camping, Hostel até hotel cinco estrelas. Sempre que estamos de moto escolhemos ficar perto do buchicho, assim podemos fazer tudo a pé e se bebermos, não teremos problema em voltar para o hotel. Fizemos questão de nos hospedar num casarão antigo numa das ruas mais charmosas da cidade, Rua Aurora. A Pousada se chama Casagrande. Gostei muito, só o que deixou a desejar foi o tamanho da cama. Umas das coisas que mais gostei foi prosear com o Divino, uma pessoa encantadora que cuida da pousada, muito querido.

Agora vamos falar dos passeios. Cachoeiras, cachoeiras e cachoeiras. Muitas!!! Os valores para entrada variam de R$ 25,00 a R$ 50,00 por pessoa. Não deu para ir em todas, mesmo porque queríamos também visitar o Parque dos Pirineus. Nossa escolha foi a Cachoeira dos Dragões pela sua proposta. Fica a 40kms de Pirenópolis e no local fica o Mosteiro Zen Budista Eisho-Ji. É um circuito no meio do cerrado de 4,5km, com 8 cachoeiras lindas, todas elas falando um pouco do budismo e placas com frases motivadoras. É proibido fumar, beber ou levar qualquer tipo de tóxico. Outra coisa, eles têm um programa de meditação de 3 a 7 dias que inclui hospedagem. Para quem gosta de natureza, cachoeira e meditação, ali é o local.

Finalmente fomos conhecer o famoso Parque dos Pirineus. Antes passamos em uma agência para saber o valor, que por sinal me surpreendeu, R$180,00 por pessoa, com transporte, guia e lanche. Casal R$ 360,00, na minha opinião é muito caro. Como estávamos de moto resolvemos tentar chegar sem fazer guia. A estrada não era tão boa, apesar de ser uma BR, a 070, tinha trechos fáceis, mas muitos com pedras, que só dá para ir quem tem habilidade em pilotar em estrada de terra. Eu amo, principalmente porque a gente vai bem devagar e dá para curtir tudinho.

Achei o Parque bem pequeno, mas foi fundado para proteger o bioma que ainda resta na região e lá de cima do morro dos Pirineus dá para ver as plantações no entorno, sem contar que tem muitas propriedades particulares dentro do parque. Gostei mais do percurso do que propriamente do parque. Fizemos a escalada até a capela e infelizmente não tivemos pôr do sol visível neste dia, estava nublado. Aproveitei para dar um google e pesquisar o que estava escrito na cruz “Christus heri hodie et in saecula” – Cristo aqui, hoje e sempre (latim). Viajar também é cultura, viu?
Hora de voltar para a pousada, porque estava ameaçando chuva. Na volta deu para apreciar ainda mais as flores do caminho. Não tenho muita certeza, mas tive a impressão que foi o cerrado mais preservado que eu já vi em nossas viagens.

Fomos conhecer algumas cidadezinhas nos arredores, como Corumbá de Goiás, Cocalzinho de Goiás e também Abadiânia. Infelizmente esta última com uma história horrível neste período, mas aproveitamos que estava ali perto e passamos para ver o desastre que ficou a cidade do
horrendo médium goiano João Teixeira que de Deus não tinha nada.
Logo ao lado fica a esquecida Abadiânia Velha que não deu tempo de passar para conhecer, mas parece que é bem pequena e rústica.

Não deu para visitar muitos pontos turísticos desta vez, como a cidade de pedras, o museu das motocicletas e algumas lojas e comercio que fecham literalmente neste período de Natal.

Pronto, agora você tem mais uma opção interessante para conhecer no Brasil! E pode ser qualquer período do ano, principalmente nas festas religiosas, folclóricas e profanas. A mais famosa e intensa é a Festa do Divino que ocorre nos meses abril, maio e junho, sem data marcada, por isso é bom se informar.

Pirenópolis tem turismo o ano todo, não tem crise. O melhor , não achei que eles exploram o turista por ser final de ano. Propostas honestas, preços justos e excelente acolhimento. O povo goiano é muito receptivo e tem um pão de queijo gostosíssimo. Os mineiros que se cuidem!

Viagem realizada em:23/12/18 a 28/12/18
Tipo de viagem:Feriado prolongado
Quilômetros Rodados2400
Como ChegarPartindo de São Paulo pela via Anhanguera são 1.100 km até a cidade de Pirenópolis.
DespesasAproximadamente R$400,00 por dia (inclui hospedagem e alimentação).

Campinas / Pedreira – SP

VERSÃO PILOTO

COMO CHEGAR

Partindo e retornando a São Paulo, são 360 km, seguindo pelas rodovias Bandeirantes ou Anhanguera e Dom Pedro I até Campinas, depois siga no sentido de Sousas, daí em diante começa o trecho de terra que leva até Pedreiras. Iniciando o retorno para São Paulo siga para Jaguariúna, Campinas e Bandeirantes até a capital.

ESTRADAS

Todo o trecho asfaltado é muito bom, entre as melhores rodovias do país. O trecho de terra é tranquilo, estradas rurais do município de Pedreira, sem grandes exigências técnicas.

O QUE FAZER

Esse é um roteiro bate volta on/off road, para quando você não tem nada especial programado, mas está com vontade de andar de moto. São 360 km por asfalto e terra, dá prá saciar aquela vontade reprimida.

Pelo  caminho alguns lugares são destaques, Sousas é um distrito de Campinas com uma super infra-estrutura, só fique atento aos radares. Na zona rural de Pedreira, visite as usinas Macaco Branco e Jaguari, se der sorte além de fotos poderá colher muitas mangas pelo caminho. Pedreira é conhecida pelas inúmeras lojas de porcelana e artesanatos, além do principal ponto turístico, o morro do Cristo. A essa altura acho que você já vai estar com fome, quer um conselho? Aguente firme, e no caminho de volta, siga para Jaguariúna, cidade super simpática e com muitos restaurantes e bares bem legais, inclusive o bar da estação da Maria fumaça, só pelo clima já vale a pena uma parada para refrescar e tirar o pó da garganta.

VERSÃO GARUPA

Ano difícil, poucas viagens, mas a vontade sempre fala mais alto, nem que seja para fazer um bate e volta aqui pertinho. Na realidade até já conhecíamos o lugar, mas Campinas tem uma área rural bem interessante e como adoro andar de moto na terra, lá fomos nós.

Nada de novo para relatar, a não ser a trégua do frio e da chuva que em pleno mês de novembro não facilitava nossa saída de moto.

O que me chamou a atenção foi a excelente sinalização das trilhas nas estradas de terra. Assim facilita muito o passeio e você pode escolher o que conhecer no dia.

Depois de alguns quilômetros percorridos pelas estradas de terra fomos passear pelo centro de Pedreira e ver as lojas de cerâmicas. Muita coisa linda, mas os preços não eram tão diferentes de São Paulo.

Na hora da fome optamos por algo bem rapidinho e aproveitamos para experimentar a coxinha de massa de mandioca mais famosa da região. Era boa, mas o local e o atendimento são horríveis. Não recomendo.

Depois passamos por Jaguariúna e deu para perceber como esta cidade é uma graça. Deu até vontade de parar num barzinho que fica próximo à estação de trem, mas devido ao horário deixamos para uma próxima oportunidade.

Volta tranquila e com expectativas para encontrar novos destinos próximos para fazer estes passeios para sair da rotina do final de semana.

Até breve!

Viagem realizada em:17/11/18
Tipo de viagem:Bate e Volta
Quilômetros Rodados360km ida e volta
Como Chegar Veja no texto acima
Despesas R$ 140,00

Cabo Frio & Arraial do Cabo – RJ

VERSÃO PILOTO

COMO CHEGAR

Partindo de São Paulo, são 590 km até Cabo Frio, seguindo pelas rodovias Ayrton Senna, Carvalho Pinto, Dutra até o Rio de Janeiro, ponte Rio Niterói, Gov. Mario Covas e Via lagos.

ESTRADAS

A primeira parte da viagem, Ayrton Senna e Carvalho Pinto, são bem tranquilas, estão entre as melhores rodovias do Brasil. A partir de Taubaté até o Rio de Janeiro a Dutra requer bastante atenção devido ao grande volume de veículos e caminhões. Passando pela ponte Rio Niterói as rodovias Gov. Mario Covas e Via Lagos também são bastante movimentadas, principalmente em feriados e alta temporada. Todas as rodovias são pedagiadas e motos também pagam.

O QUE FAZER

Começarei com um lembrete que eu acho fundamental, esse roteiro é maravilhoso mas tem um porém, se você quer aproveitar o máximo esse lugar, evite feriados prolongados e alta temporada, nesses períodos o transito do Rio até a região dos lagos fica impraticável e as praias abarrotadas.

Feita essa pequena introdução é só escolher um bom hotel e aproveitar, no nosso caso errei feio na escolha do hotel, escolhi uma praia mais tranquila, Peró que fica afastada 7 km do centro de Cabo Frio, mas o hotel La Plage é lastimável, tanto pelo atendimento quanto pela limpeza do quarto, banheiro, roupas de cama e toalhas, melhor nem estender muito esse assunto, apenas não recomendo.

Agora vamos para a parte boa, saímos de São Paulo numa quinta-feira 8hs e chegamos 16h com um céu de brigadeiro e um sol maravilhoso, perfeito para curtir esse paraíso.

Depois de descansar um pouquinho, aproveitamos para conhecer um pouco da praia de Peró e encerrar a noite jantando num simpático shoppinzinho em Peró mesmo.

Dia seguinte subimos na moto e começamos a desvendar cada pedacinho de Cabo Frio, primeiro a praia do Forte, que fica no centro, bem localizada, com muitos hotéis, bares, restaurantes, o forte e principalmente, muito bonita. Praia da Dunas, que nem é preciso dizer porque, Ilha do Japonês, praia das conchas, enfim com certeza, pelo menos uma vai te conquistar. Ah, não deixe do conhecer bairro da Passagem, durante o dia para tirar muitas fotos e a noite para curtir ótimos restaurantes num lugar prá lá de charmoso.

No sábado foi o dia de desvendar as águas verde esmeralda de Arraial do Cabo, não é por acaso que essa região é conhecida como o caribe brasileiro. Logo na chegada fica a praia grande, a mais estruturada, com muitos bares e restaurantes a beira mar e de onde você pode contemplar um belo pôr do sol.

Um lugar que você não pode deixar de conhecer é Pontal do Atalaia, a entrada de carros é limitada, mas motos são liberadas. Do alto do morro a vista é simplesmente deslumbrante, só dá vontade de descer para entrar na água. E foi o que fizemos, seguimos até a escadaria que dá acesso as prainhas, são aproximadamente 4 kms, sendo 1,5 de terra. Depois de descer os 250 degraus você chega na prainha, uma das mais bonitas que eu já conheci, só tinha um problema, a superlotação. Infelizmente o nosso “jeitinho” estava presente. Como já havia citado, o acesso ao pontal é limitado, mas os taxis, vans e até caminhões tipo boia fria, sobem descarregam os passageiros, descem e sobem de novo com mais uma leva, isso acaba com a praia, que não dava nem para andar, quanto mais contemplar aquele paraíso. Uma pena, subimos os 250 degraus de volta e voltamos para curtir o visual do alto do pontal.

Fizemos todos esses passeios de moto, sem nenhum problema e sempre muito tranquilo, sem qualquer sentimento de insegurança. Existe também opções de passeios de barco, que levam para outras praias, mas dessa vez nossa intenção foi fazer tudo em duas rodas.

Valeu muito a pena, e se você ainda não conhece a região dos lagos, fica um conselho: Programe-se e boa viagem.

VERSÃO GARUPA

Quer conhecer um pedacinho do Brasil com características de vários lugares, então visite Arraial do Cabo e Cabo frio no Rio de Janeiro.

Conheci esta região a mais de 20 anos e é incrível como cresceu, mas continua lindo!

É incontestável a beleza geográfica desta região. Viajamos de moto, mas seria incrível ver tudo lá de cima.

Quando chegamos estranhamos um pouco, afinal saímos da rotina e passamos a olhar tudo ao nosso redor. Usamos o google maps para chegar no hotel e como ele escolheu o caminho mais curto acabamos passando por lugares não turísticos, então ficamos com uma impressão não muito boa. Mas não se assuste, achei tudo muito tranquilo e seguro, tanto é que a noite saímos a pé para andar pelo Peró a procura de um lugar para jantar.

Nossa hospedagem não foi nada agradável, o hotel La Plage deixou muito a desejar, aliás, muito cuidado com estes sites de reserva, acabamos pagando mais caro do que se tivéssemos fechado na recepção do hotel, onde tinha uma placa com o valor menor. Alguns hospedes até questionaram. Acabamos reservando, porque este período é alta temporada e ficamos com receio de não acharmos lugar, apesar que dormir na praia seria mais agradável.

Dia seguinte, sexta feira, deu para perceber como tudo estava lotado. Logo pela manhã a praia já estava cheia. Apesar de ser inverno, o sol brilhou o final de semana inteiro e com isso aproveitamos o máximo, mas mesmo assim ficaram alguns lugares para uma próxima viagem.

Vou descrever a impressão de cada um dos lugares, primeiro de Cabo Frio e depois Arraial do Cabo.

 

CABO FRIO

Fica a 160km do RJ e tem a melhor infraestrutura da região.
Nos hospedamos na praia do Peró, mas como estava ventando muito pela manhã, saímos para conhecer a praia do Forte.

Logo de cara já vimos as dunas de areias branquinhas antes até mesmo de ver a praia. Do outro lado da rua muitos prédios. Fiquei imaginando a vista lá de cima na hora que vi a cor da água. Incrivelmente linda com dois tons, você escolhe, azul esverdeada ou verde azulado. Não importa, só sei dizer que não deixa nada a desejar pra Cuba, onde fiquei também encantada pela cor da água.

Não cheguei a entrar no mar, mas muitos dizem que é fria devido ao fenômeno oceanográfico chamado de RESSURGÊNCIA, que é caracterizado pelo afloramento de águas profundas, frias e ricas em nutrientes. Deve ser por isso que tanto Cabo Frio como Arraial do Cabo são conhecidas como capital do mergulho Brasileiro.

Em seguida fomos conhecer o Forte São Mateus e saber um pouco mais sobre nossa história e apreciar a vista lindíssima de toda a praia do forte.  Depois conversamos com um carioca, gente finíssima, que deu várias dicas do que fazer em tão poucos dias com tantas opções de passeios.

Seguindo o que ele falou fomos conhecer a ilha do Japonês. Daria até para ir a pé de onde estávamos, mas resolvemos pegar a moto. Percebemos que tivemos que dar uma volta imensa. Esta praia é ideal para ir com crianças, água rasa e cristalina. Se quiser ir até a ilhazinha, pode atravessar a pé (agua até os joelhos) ou pegar uma canoa e ainda pagar com cartão, acredita?

Outro lugar lindo é o Bairro da Passagem, lembra muito Paraty no Brasil, Cartagena na Colômbia e Colônia do Sacramento no Uruguai. Entende agora porque eu disse que parece que estamos em vários lugares?
É bem movimentado a noite, mas pra mim qualquer hora é interessante passar por lá.
De dia é menos movimentado e podemos ver as casinhas tombadas pelo patrimônio com suas delicadas flores e suas ruas pavimentadas com pedras. Aproveitamos para almoçar num restaurante chamado Hot Batata. Eles restauraram a casa toda e mantiveram a maior parte intacta e acabou até sendo uma experiência muito interessante. Almoçamos uma batata assada incrivelmente maravilhosa em uma construção de mais ou menos 1600 (DC).

Já a noite nem tenho como descrever. É outro lugar. Muito charmoso com seus restaurantes que colocam suas mesas na praça e nas ruas, tanto é que não é permitido transitar de carro ou motos. Muitos músicos tocando samba, rock, bossa nova e por aí a fora. Tem para todos os gostos. Não dá vontade nem de ir embora!

Tinha um outro passeio que até pensamos em fazer, conhecer a Duna Mãe, mas nos avisaram que estava muito perigoso e por questão de segurança resolvemos não ir, afinal só queríamos trazer lembranças boas e por isso não arriscamos.

Passeios de barco também podem ser feitos por um valor aproximado de R$ 80,00, mas desta vez resolvemos ficar só em terra firme.

Restaram algumas praias que acabamos não conhecendo, como por exemplo a do Foguete. Devem ter muitas outras, mas terá que ficar para próxima!

 

ARRAIAL DO CABO

Este nome deveria ser mudado, porque de “arraial” já não tem mais nada. No passado era uma vila de pescadores, hoje em dia eles ficam ofuscados pelos turistas que invadem as praias em busca de sol e lazer. E como não somos diferentes, lá fomos nós pescar lugares lindos para fotografar.

Arraial do cabo é mais rústico do que Cabo Frio. Para quem gosta de lugar menor pode ser mais interessante, mas também fica só a 13km de Cabo Frio. Sem trânsito é um pulinho, mas em alta temporada, posso dizer uma coisa? Só de moto... Aliás, viajar de moto é só vantagem, podemos estacionar bem mais fácil e entramos nos pontos muitas vezes sem precisar pagar o estacionamento e o melhor, não precisamos ficar na fila.

Nossa fenomenal experiência em Arraial foi assistir a um incrível pôr do sol na praia Grande. A água perde seu tom azul/verde e o céu ganha um alaranjado inesquecível e logo o sol se põe no mar. Muitas pessoas vão até o Pontal do Atalaia para assistir este espetáculo e realmente deve ser incrível ver lá de cima ou mesmo na Prainha, mas pensamos em deixar para o dia seguinte.

Pronto, o dia seguinte chega e lá vamos nós para o Pontal do Atalaia. Nossa intenção era passar o sábado todo na praia, porque dia seguinte era dia de voltar, mas nossos planos mudaram assim que chegamos lá. Tem uma escadaria com 250 degraus para descer e chegar até o paraíso. Mas este não era o problema, até descemos, mas quando vimos a multidão de gente na praia, desistimos. Como tudo que desce também sobe, enfrentamos de novo a escadaria e resolvemos nem tirar fotos da praia, afinal iria estragar a ideia de paraíso que as pessoas têm de lá. Não foi desta vez, mas voltaremos uma próxima fora de temporada.

No caminho já dava para imaginar que não seria assim tão legal. Tinha muitos carros, vans, motos, taxis numa estrada que não é nada estruturada para tanto movimento. Ainda bem que conseguimos fazer fotos incríveis em um dos mirantes do Pontal.

Voltamos para Cabo Frio e acabamos o nosso sábado fazendo caminhada na Praia do Peró.

Viajar é sempre muito bom, principalmente para conhecer lugares incríveis. Às vezes vamos para tão longe e acabamos nem conhecendo as maravilhas de nosso país. A região dos Lagos é de fácil acesso e está aqui pertinho da gente e com certeza tem muito mais praias sensacionais que não visitamos desta vez. Isso é bom, porque deixa um gostinho de quero mais!

Viagem Realizada19/07/2018 a 22/07/2018
Quilômetros Rodados1300km (ida e volta + passeios)
Despesa CombustívelR$ 350,00
Despesa AlimentaçãoAproximadamente R$100,00 por casal e por refeição.
Despesa HospedagemAlgumas opções com diária a partir de R$ 200,00

Paraibuna Off Road – SP

VERSÃO PILOTO

COMO CHEGAR

Partindo de São Paulo até São Luiz do Paraitinga são 180 km pela rodovia Carvalho Pinto. De SLP para Natividade da Serra por estradas de terra são mais 63 km. De Natividade atravesse a represa de Paraibuna de balsa e depois mais 87 km de terra até a rodovia dos Tamoios. Até São Paulo mais 150 km. Totalizando 480 km.

 

ESTRADAS

A Carvalho Pinto despensa comentários é uma das melhores rodovias do país, tanto no visual como na qualidade do asfalto e no baixo fluxo de caminhões. As estradas de terra estão em boas condições, com alguns trechos mais técnicos. A travessia de balsa é feita de hora em hora e não é cobrada. O final da trilha sai na nova Tamoios, que leva até a Carvalho Pinto até o retorno a SP.


O QUE FAZER

 Esse é um roteiro de bate volta, partindo de São Paulo, para quem gosta de rodar bastante de moto e curte um misto de on/off road.

Saímos de SP 9hs de um sábado de inverno ensolarado, nossa primeira parada foi na cidade de São Luiz do Paraitinga, para rever o velho centro histórico e tomar um picolé para matar a saudade. Depois seguimos até o Parque estadual da Serra do Mar – núcleo Santa Virgínia, na rodovia Oswaldo Cruz, de onde partem para várias trilhas pelos 8% restantes de nossa mata atlântica. As trilhas só podem ser feitas com acompanhamento de um guia do parque, não são cobradas, as saídas são às 9hs e precisam ser agendadas (12) 3671-9159.

Depois de nosso breve passeio pelo parque, era hora de seguir pelas trilhas até Natividade da Serra. No km 66 da rodovia Oswaldo Cruz existe um posto de gasolina onde além de aproveitar para abastecer, você se informa sobre a entrada da estrada de terra que leva até Natividade.

Pelos pouco mais de 60 kms pelas estradas de terra vamos curtindo as paisagens que cortam os morros de Paraibuna até chegar a Natividade da Serra, que está à beira da represa. De lá parte a balsa que atravessa sentido rodovia dos Tamoios, só que antes de chegar no asfalto ainda são mais de 80 km de estradas de terra, até chegar na nova rodovia dos Tamoios, agora duplicada.

De volta ao asfalto, agora já sem a companhia do sol, voltamos para São Paulo, cansados por mais um dia de aventura, mas com a alma lavada*.

*Só a alma lavada, porque o resto era só o pó.

VERSÃO GARUPA

Depois de tantos anos viajando pelo Brasil fica complicado arrumar um local novo para conhecer, principalmente próximo a cidade de são Paulo. Outros lugares ficam muito longe para fazer no final de semana ou bate e volta.
Com um ano tão difícil, a gente fica procurando destinos para poder desestressar nos finais de semana. Uma coisa temos certeza, a natureza ajuda muito a recarregar as energias e esta foi nossa escolha, Paraibuna.

Paraibuna fica na mesorregião paulista do Vale do Paraíba, próximo a São Luís do Paraitinga. Região com muitos pontos turísticos e com belas paisagens, principalmente na zona rural.

Saímos tarde se São Paulo, então passamos por São Luís do Paraitinga para rever a cidade depois de alguns anos e tomar um picolé de milho como fizemos da primeira vez. Outra opção é experimentar um sorvete de queijo, mas deixamos para uma próxima vez.

Se quiser almoçar em São Luís, tem muitas opções boas de comidas típicas.

Seguimos viagem em direção a Paraibuna somente por estrada de terra. Esta era a nossa escolha, principalmente porque somos apaixonados por estrada de terra. Adoramos ver aquelas paisagens bucólicas e a vida simples do campo.

No meio do caminho paramos no Parque Estadual Serra do Mar núcleo Santa Virgínia.
Neste parque tem algumas opções de trilhas, mas o ideal é chegar cedo.
Tem que agendar com antecedência, pois elas só são feitas com guias autorizados. A estrutura é bem legal. Depois da trilha tem um a ducha muito boa para quem quiser se refrescar.

Desta vez, não fizemos a trilha, mas com certeza voltaremos. Nossa passagem por ali, já valeu a pena, pois vimos bem de perto um tipo de palmeira em extinção, Palmito Juçara.

Rodamos alguns quilômetros em estrada de terra pela região de natividade da Serra, até chegar na cidade e pegar uma balsa para rodovia dos tamoios e voltar para casa. Esta travessia pelo rio Paraibuna demora aproximadamente meia hora. Não achei muito interessante e também não tem nenhuma infraestrutura tanto na cidade como no porto onde pega a balsa. Uma pena, poderia ser um ponto turístico interessante.

Este tipo de viagem é somente pra quem realmente gosta de andar pelas estradas estreitas de terra que cortam algumas fazendas, caso contrário não indico.

Para mim sempre vale a pena este tipo de passeio, pois a natureza é bela, é inspiradora e traz muita paz.

 

Viagem realizada em:23/06/18
Tipo de viagem:Bate e Volta
Quilômetros Rodados480km ida e volta
Como Chegar Veja no texto acima
Despesas R$ 200,00

Caminho da Paz – SP

VERSÃO PILOTO

Como chegar

O caminho da paz é um circuito de peregrinação que pode ser considerado um super trekking, turismo ecológico ou rural, entre 12 municípios do interior paulista, mesclando estradas vicinais e estradas de terra, pode ser feito a pé ou de bicicleta, mas no nosso caso, fomos de moto mesmo. Você pode iniciar por qualquer município participante. Nós escolhemos iniciar e terminar em Leme, que fica a aproximadamente 200 km de São Paulo, nossa cidade de partida.

Estradas

O Interior do estado de São Paulo é muito bem servido de estradas, normalmente pedagiadas, mas no caso da Anhanguera e Bandeirantes, nós motociclistas somos isentos e até Leme é super tranquilo. As demais estradas que compões o circuito, e totalizam 380 km; são estradas vicinais ou estradas de terra, de todos os tipos e para todos os gostos, terra batida, pedras compactadas, pedras soltas, areia, areião, secos e molhados.

O que Fazer

Acho que o ideal é escolher qual a cidade de partida e chegada de acordo com a sua localização, pensando em onde será o almoço, o jantar e o pernoite, claro que por todo o caminho cada um vai encontrar atrativos de seu interesse. Acho que o importante é ter em mente que não é uma competição contra o relógio, é um roteiro para curtir os lugares, as pessoas e seus pensamentos.

Meus Comentários

O Caminho da Paz no caso de nós motociclistas, é um caminho de superação, aventura, contemplação e diversão.

Chegamos em Leme num sábado as 13hs; abastecemos a moto e já iniciamos o circuito, afinal serão 380 km entre estradas vicinais e estradas de terra, passando por 12 municípios do interior de São Paulo (veja no mapa). De Leme seguimos para Taquari, Pirassununga até Cachoeira das Emas, onde fizemos um pit stop a beira do rio para almoçar. Até aqui muito legal e divertido, passando por plantações de algodão, laranja, estradinhas de terra e atravessando o centro das cidades. Na sequência seguimos para Sta. Cruz das Palmeiras, Tambaú, Sta. Cruz das Estrelas, onde começamos a ter a companhia de uma enorme lua cheia, sim, anoiteceu e não dava vontade de parar, então continuamos pelas trilhas iluminadas pela lua até a cidade de Porto Ferreira, onde dormimos.

Domingo de manhã continuamos nossa trip, afinal ainda estamos no meio do caminho. De Porto Ferreira até São Carlos foi o trecho mais longo e difícil, com bastante areião pelo caminho, mas sempre com uma pausa para umas fotos e para contemplar algum lugarzinho especial. Nosso almoço foi em Sta. Cruz da Conceição, dessa vez a beira de um lago enorme, com muitos pedalinhos e jet sky, um lugar muito legal para descansar um pouco e tomar vários refrigerantes para fazer descer toda a poeira da garganta. Agora depois do nosso último pit stop, só falta mais um pequeno trecho, de terra é claro, até a nossa chegada de volta a Leme. Chegamos, completamos o caminho, domingo as 16:30 depois de rodar 450 km.

A distância anunciada do Caminho da Paz é de 380 km; porém em alguns pontos cruciais as placas ou as setas amarelas, que indicam o caminho desaparecem, e como normalmente não encontramos ninguém para perguntar, o jeito é ficar rodando até achar novamente as indicações.

Mas, como missão dada é missão cumprida. Cumprimos mais essa.

VERSÃO GARUPA

dia 1º de janeiro é mundialmente conhecido como o dia da paz, mas nós resolvemos comemorar também no dia 28 de abril, fazendo um passeio pelo Caminho da Paz. Quer ver como tem tudo a ver com moto turismo? A paz é a harmonia com as pessoas, com a natureza. É estar em um lugar tranquilo, sem agitação, longe do barulho para poder ouvir os cantos dos pássaros e poder almoçar a beira de uma represa. Pois é, foram dois dias de muita paz. Começamos por Leme e terminamos em Leme.  O caminho da Paz é um percurso de 380km por diversas cidades do interior de São Paulo. Ele é todo sinalizado por placas e setas amarelas indicando por onde ir, só que as vezes estas setas se perdem e nos confundem, por isso tem que ter muita atenção.

Percorrendo o caminho da Paz, cruzamos com o caminho da Fé. Obvio que estes dois caminhos se cruzam, não há paz sem fé e vice-versa. Chegamos a fazer um pequeno trecho, porque as setas se confundem, se misturam e por falta de atenção de quem planejou estes caminhos, eles utilizaram a mesma cor, o amarelo. Então fica complicado e todos acabam se perdendo, sem contar que as pessoas das cidades também não conhecem, não sabem explicar como faz para pegar um ou outro destino. Mas se perder faz parte, se torna até divertido. Quer entender o por quê?
Olha que interessante, acabamos descobrindo que o caminho da Fé é melhor fazer a pé ou de bike, pois passa por dentro de fazendas e por lugares estreitos, dificultando a passagem da moto. Pegamos um trecho deste, e com muita dificuldade conseguimos passar e para nossa surpresa logo quando saímos do meio do mato e caímos na estrada, estava passando um carro da polícia que não poderia achar aquilo normal e acabou parando e fazendo muitas perguntas. Até riram quando viram que estávamos perdidos. Chegamos em Casa Branca e então tínhamos certeza que teríamos que voltar, só que já estava ficando tarde, a noite caindo e nós na estrada. Olha que incrível, de repente aparece em nossa frente uma linda lua cheia e nem planejamos nada. Essa liberdade e surpresas que cruzam nossos caminhos só faz a gente se apaixonar ainda mais por viajar e se aventurar. A sorte também foi nossa companheira, as placas deste trecho que fizemos a noite, tinham as setas refletivas.

Toda vez que fazemos este tipo de passeio, por estradas de terra, no interior do interior das cidades do interior, confirma o quanto eu adoro este contato com a natureza. Encontro uma paz interior. Apesar de todo pó que tinha na estrada, acho uma delícia o cheiro da terra, os diferentes tons de verde e marrom e a forma como as pessoas que cruzamos pelo caminho constroem suas vidas.

Este passeio de moto é para quem realmente gosta de andar na terra. Há possibilidade de ir pela estrada, mas tira todo o significado do caminho da Paz.

Difícil explicar como estão as estradas. As fotos mostrarão um pouco. Quando se trata de natureza, uma época pode estar boa outra não. Tem lugares muito bons, mas outros deixam a desejar.  Alguns trechos só eram possíveis passar a 25 ou 30km/h, tanto é que levamos um tombo, de leve, mas levamos.

A princípio pensei que nós faríamos o Caminho da Paz em um dia, mas se a intenção e contemplar, o melhor é que seja feito em dois ou mais.

Sem planejar onde iríamos dormir, rodamos até anoitecer e chegamos em Santa Rita do Passa Quatro, mas infelizmente não tinha mais hospedagem. Além da quermesse que estava acontecendo na cidade, havia também um torneio de jogos escolares. Uma pena, esta cidade parece ser bem aconchegante, queria muito ter dormido ali e aproveitado a festa. Só que não, seguimos para Porto Ferreira.

O hotel que escolhemos não foi muito bom, o ar condicionado fazia muito barulho. Uma noite bem dormida seria importante para o dia seguinte. E por falar em dia seguinte, ele estava lindo! Um céu azul com nuvens branquinhas que pareciam que queriam nos tocar. Fico imaginado se tivesse chovido, as estradas iriam virar um lamaçal, seria apropriado só para moto de trilha, que por sinal, cruzamos com algumas pelo caminho.

Final de viagem, hora de voltar e como todos nós sabemos, a felicidade, a tranquilidade e a paz de espírito são escolhas que dependem só da gente. Se está à procura de tudo isso, que tal fazer este caminho? Pode ser de carro, de moto, de bike ou até mesmo a pé. Só depende de você!

Viagem realizada em:28/04/18 a 29/04/18
Tipo de viagem:Final de Semana
Quilômetros Rodados850km ida e volta
Como ChegarRodovia dos Bandeirantes / Anhanguera ate cidade de Leme- SP
DespesasAproximadamente R$300,00 por dia (inclui hospedagem, combustível e alimentação).

Forte dos Andradas / Guarujá – SP

VERSÃO PILOTO

COMO CHEGAR

Partindo de São Paulo são 60 km para chegar até o Forte dos Andradas no Guarujá - SP.


ESTRADAS

Pela rodovia Anchieta ou Imigrantes é uma viagem supertranquila, devido as ótimas condições de ambas a rodovia, depois pela Cônego Domênico Rangoni também é muito tranquilo até chegar no portal da 1ª Brigada de artilharia antiaérea.

 
O QUE FAZER

Primeiro é preciso agendar a visita pelo site http://www.1bdaaaae.eb.mil.br ou pelo telefone 13 3354-2916.

As visitas acontecem as quintas, sextas e sábados e domingos, em dois horários: 10 e 14 horas e são gratuitas.

Para quem é de São Paulo é uma boa opção de bate volta. Chegamos no forte sábado as 10hs; quem nos recebeu com muita cordialidade foi sargento Santos Silva que também nos guiou até o topo do morro do Monduba.

Esse é um bate volta completo, primeiro uma curta viagem de moto, depois uma caminhada de 2,5 km até o topo do morro. Cultural porque durante toda a subida e em vários pontos nosso guia vai nos contando as histórias do forte e das nossas forças armadas. E claro, depois tem a descida do morro. Por fim ainda dá tempo de se refrescar e pegar uma praia, na bela praia do Tombo e encerrar o dia com um almoço a beira mar.

 

VERSÃO GARUPA

Este é um passeio para quem gosta de história, natureza e caminhada. Ideal para um bate e volta caso esteja de bobeira e não tem ideia do que fazer. O mais legal é que o dia rende. Veja bem, você sai de moto pela manhã com aquele sol dizendo que o dia vai ser demais. Chega no Forte, faz uma trilha de aproximadamente 2 horas, aprende um pouco de história, curte as paisagens, queima as calorias do café da manhã e se prepara para aquele almoço gostoso com vista para o mar. Fantástico, não? Nosso dia foi exatamente assim e ainda chegamos em São Paulo por volta das 16h com tempo de sobra para fazer muitas coisas ou não.

Este projeto foi iniciado e interrompido muitas vezes, mas agora parece que veio para ficar.
Aproveitando esta oportunidade fomos conhecer de perto o Forte dos Andradas. Na chegada tive a impressão que iria encontrar um hotel incrível, mas não vi nada disso, apenas uma pousada ou hotel de passagem como eles costumam dizer. Afinal nosso ex-presidente e sua esposa passavam as férias ali.

A praia é fechada ao público. Somente os oficiais tem acesso. Até dá vontade, porque é muito tranquila, sem aquela multidão de pessoas, mas enfim, seguimos nosso passeio com um guia que em todo percurso ia contando a história do Forte, período de sua construção e pessoas importantes que por ali passaram. O que mais curti foi a caminhada de 50 minutos morro acima com paradas estratégicas para tirar fotos e depois a descida tranquila onde pude, no silencio, apreciar os cantos dos pássaros. Pena que não deu para ver nenhum esquilo, macaco, tamanduá e outros bichos típicos da mata atlântica. O lugar é bem cuidado e preservado e os guias militares são muitos atenciosos.

Pensei que a parte histórica não seria interessante, mas gostei. O que eu pensava que era um canhão na realidade era um obuseiro. Os obuseiros dão tiros em forma de parábola, a até 11 km de distância. Este que vimos está super conservado e ainda aprendemos toda sua logística para fazer o lançamento. Muito interessante!

Depois fomos conhecer todo o alojamento e no final teve um vídeo de um documentário da participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial. O mais interessante é que este vídeo é uma raridade, ele foi recuperado e enviado uma cópia para ser apresentado ao público visitante. Só faltou dois detalhes: cadeiras e pipoca para a sessão.

Viu como ainda tem coisas interessantes para fazer no litoral além de ir à praia?
Só que não...dá tempo de dar aquele mergulho e aproveitar o resto do dia com um pouco mais de conhecimento!

Viagem realizada em:24/02/18
Tipo de viagem:Bate e Volta, Final de Semana
Quilômetros Rodados150km ida e volta
Como ChegarDescer pela Rod. dos imigrantes / Praia do Tombo Guarujá
DespesasPasseio Gratuito - agendada
http://www.1bdaaaae.eb.mil.br/index.php/visitacao-ao-forte
Almoço aprox. 150,00 - Sabores do Brasil / Praia do Tombo

Treze Tílias – SC

VERSÃO PILOTO

COMO CHEGAR

Partindo de São Paulo são 770 km para chegar até Treze Tílias – SC

 
ESTRADAS

Pela BR 116 até Curitiba é uma estrada que requer bastante atenção, pelo alto número de caminhões e porque sempre que eu passo por lá tomo chuva, é incrível. Depois, pela BR 101, não é muito diferente, muita atenção, porque o fluxo de caminhões é incessante e estradas que circulam muitos caminhões pesados sempre deixam alguns buracos pelo caminho.

 

O QUE FAZER

Treze Tílias faz parte de nossa viagem ao Uruguai, onde planejamos na volta para São Paulo, aproveitar para conhecer alguns cartões postais do sul do Brasil.

Treze Tílias é uma pequena cidade de colonização austríaca, no oeste catarinense, com aproximadamente 7 mil habitantes, e que o significado do nome é uma árvore de flor branca abundante na Áustria.

As principais atrações são as casas com construções típicas, os belos e floridos jardins, e claro, a culinária, com todos os joelhos de porco e apfelstrudel que temos direito e boas cervejas artesanais também.

Sem dúvida, é um roteiro perfeito para casais, pelo clima romântico que a cidade proporciona e pelo friozinho de toda noite.

 

VERSÃO GARUPA

Em plena Santa Catarina um pedacinho da Áustria no Brasil, também conhecida como o Tirol Brasileiro. Na realidade tem muitos imigrantes alemães também, tanto é que vira e mexe você escuta as pessoas falando alemão. Treze Tílias é um daqueles lugares que a gente tem que conhecer, pela cultura, pela gastronomia e principalmente pela receptividade de seu povo. Nos sentimos muito à vontade, tanto é que nos hospedamos em casa de família, hospedagem Gãstehaus Enzian, nota 10 em todos os sentidos. Na primeira noite tivemos que dormir no Hotel Alpenrose, porque chegamos um dia antes da nossa programação.

É uma cidade muito organizada, limpa e florida, isso a deixa muito acolhedora. Para todo lado que se olha tem um detalhe charmoso que dá até vontade de chegar em casa e fazer igual. Tudo muito delicado, até o cemitério da cidade, que fica atrás da igreja Nossa senhora do Perpétuo Socorro virou ponto turístico.

Treze Tílias é ideal para casais apaixonados que adoram andar de mãos dadas pelas ruas floridas. Apesar de turística ainda é uma cidade muito segura e reservada. As pessoas que trabalham com o turismo se vestem tipicamente e aí a gente se sente na Áustria realmente.

Tem alguns pontos imperdíveis para conhecer, um deles é o Parque Lindendorf Minicidade, o atrativo principal é a Minicidade, que nada mais é uma maquete incrível dos principais pontos turísticos de Treze Tílias. É de uma perfeição que as vezes nos temos a impressão que estamos no topo mais alto da cidade avistando lá de cima. As trilhas pelo parque também são muito agradáveis e pelo meio do caminho eis que de repente aparece um avestruz, mas fique sossegado, ele está preso em um cercado só pousando para fotos.

É uma propriedade particular super bem cuidada e bem tradicional, tanto é que eles têm um restaurante com comidas típicas. Não tivemos a oportunidade de almoçar, porque tínhamos tomado café muito tarde, mas não podia deixar de experimentar o famoso apfelstrudel, tanto experimentei como repeti outras vezes. Realmente o melhor que eu comi em toda minha vida.
Já fazia dias que estava louca para chegar em Treze Tílias para poder me deleitar nesta sobremesa maravilhosa. Aliás, as comidas alemãs são muito boas, não tem muita frescura. Sempre a base de muito porco e batatas e é muito difícil de não gostar disso, não é?

A propriedade é da família e todos trabalham juntos com muito entusiasmo, pois adoram valorizar e manter sua cultura, tanto é que muitas vezes são convidados para fazerem apresentações a noite em alguns hotéis da cidade. Neste dia em que fomos, gentilmente apresentaram para nós algumas músicas, foi bem divertido!

A noite fomos jantar num restaurante muito gostoso chamado Bierwein Chopperia e Pizzaria, e também comida típica alemã. Saí um pouco do tradicional e pedi um capeletti ao brodo que realmente me surpreendeu, achei maravilhoso. De tão bom tive que dividir com o Zé Carlos. Ele pediu o famoso eisbein (joelho de porco) com Spätzle que também gostei muito. Os preços dos restaurantes em Treze Tílias são muito justos, nada exorbitante e muito bem servido.

Outro restaurante imperdível é o Bierbaum. Muito badalado, por isso tem que chegar cedo ou ficar em longa fila de espera. Mas não se preocupe se demorar, enquanto isso você pode degustar as diversas cervejas de fabricação própria. Ao Lado, tem uma loja com muitos artesanatos, só que fecha às 18 horas.

Minha sugestão é ficar três dias, dá para descansar, visitar o museu, tirar muitas fotos, engordar e conhecer com calma os pontos turísticos. Se estiver de moto vale muito a pena rodar pelas estradas que ligam as outras cidades.

São tantas flores lindas que dá vontade de comprar todas e trazer para São Paulo, mas você pensa... de moto? Isso mesmo, não pude deixar de trazer uma muda que foi amor à primeira vista. Veio dentro do case no meio das roupas, mas chegou linda e maravilhosa e já está dando muitas flores. O mais engraçado foi quando fui ao shopping das plantas em SP, vi que tinha um monte de mudas pela metade do preço. Tudo bem, esta plantinha viajada vai ser história para contar.

Toda essa região é conhecida como “Rota da Amizade”, composta por seis cidades próximas que ficam localizadas no Vale do Contestado. O local foi cenário da Guerra do Contestado que é considerada uma das revoltas mais sangrentas da história do nosso país e aconteceu de 1912 a 1916. Mas agora só é conhecida pelas suas belezas e receptividade do povo.

Treze Tílias é um roteiro turístico imperdível, principalmente para quem gosta de conhecer diferentes cenários, comidas típicas e cultura interessantíssima que passa de pai pra filho. A tradição é tudo para o povo tirolês e vai se tornar uma experiência incrível para sua vida!

 

Viagem realizada em:04/01/18 a 06/01/12
Tipo de viagem:Feriado prolongado para quem parte de São Paulo
Como ChegarPartindo de São Paulo são 770 km para chegar até Treze Tílias – SC
Despesas R$ 400,00 por dia - hospedagem e alimentação

São Miguel das Missões – RS

São Miguel das Missões - RS

VERSÃO PILOTO

COMO CHEGAR

Partindo de São Paulo são 1.200 km para chegar até São Miguel das Missões – RS.

 ESTRADAS

Pela BR 116 até Curitiba é uma estrada que requer bastante atenção, pelo alto número de caminhões e porque sempre que eu passo por lá tomo chuva, é incrível. Depois, pela BR 101, não é muito diferente, muita atenção, porque o fluxo de caminhões é incessante e estradas que circulam muitos caminhões pesados sempre deixam alguns buracos pelo caminho.

 O QUE FAZER

São Miguel das Missões faz parte de nossa viagem ao Uruguai, onde planejamos na volta para São Paulo, aproveitar para conhecer alguns cartões postais do sul do Brasil.

A principal atração, é claro, são os sítios arqueológicos, que fazem parte do Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade.

Como nosso tempo era escasso nos hospedamos na pousada da Missões, que fica ao lado do principal sítio, o de São Miguel Arcanjo. É um destino que, além de toda a beleza da região, preza pelo valor histórico e cultural, vale a pena fazer a visita guiada ou alugar fones de ouvido que contam um pouco da história do lugar.

A cidade oferece bons lugares para comer e se hospedar.

VERSÃO GARUPA

Pensou em turismo cultural, então conheça São Miguel das Missões.
Confesso que na minha santa ignorância ainda não tinha ouvido falar.
Foi nas pesquisas do Zé Carlos que ele encontrou este lugar e programou para na volta do roteiro Uruguai passarmos por lá, assim nossa viagem de volta ficaria menos cansativa e mais ainda cultural. O Incrível é que depois fui estudar um pouco sobre Missões e vi que ela tinha total conexão com Colônia do Sacramento no Uruguai. _Em 1750, com o tratado de Madrid, Portugal cede Colônia do Sacramento aos espanhóis, em troca das terras as margens do Rio Uruguai. Os portugueses expulsaram os jesuítas e os índios, os quais resistiram e por isso você entenderá o porque da frase escrita no Portal de São Miguel das Missões pelo guerreiro guarani Sepé Tiaraju “Ko yvy oguereko yara, (esta terra tem dono). Infelizmente ele foi assassinado e os jesuítas e e os índios entregaram as terras aos portugueses.
Enfim, se quiser saber mais sobre este lugar, seria muito interessante marcar nos seus roteiros de viagem, principalmente, porque o Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo fica em Missões e é um dos mais importantes monumentos históricos brasileiros, tombado pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade.

A região toda tem muitas ruinas, mas a mais preservada fica ali do lado da Pousada das Missões, onde nós nos hospedamos, aliás, da para ir a pé. O custo beneficio desta pousada é muito bom, mas se quiser se hospedar num hotel mais sofisticado, tem o Tenondé. Confesso que quando vi, não entendi o que um hotel daquele porte estava fazendo ali, mas depois percebi que pessoas do mundo todo, interessados em cultura, viajam para Missões.

Falando um pouco sobre a cidade, adoro as que tem ruas calçadas com pedras. Acabamos andando muito a pé, mas o centro fica um pouco longe e no fim pegamos a moto para ir jantar. Encontramos um lugar muito legal chamado Café do Leitor, vale a pena conhecer. Além de comida e lanches muito bons o ambiente é bem agradável. Se quiser passar a tarde tomando um café e lendo um bom livro pra relaxar, fica a dica.

Ficamos só um dia e na chegada já fomos visitar as ruinas do Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo. Fiquei muito surpresa com o lugar. Pra quem gosta de fotografar vai ficar bem empolgado. Realmente é muito bem cuidado e a entrada custa só R$ 5,00 por pessoa. A grama é tão bem aparada que dá vontade até de deitar e sair rolando. Se quiser pode fazer, as pessoas deitam e ficam admirando as ruinas de longe. É um passeio pra toda família, tanto é que vemos muitas crianças. Os pais levam para poderem conhecer os índios de perto. É que no espaço tem um museu com um acervo de esculturas de santos feito pelos índios e alguns deles também ficam por ali vendendo seus artesanatos. Se quiser fazer um outro passeio interessante, pode também visitar uma tribo indígena, mas este passeio tem que ser agendado e custa aproximadamente R$ 30,00 por carro.
Já a noite, tem o espetáculo som e luz nas ruinas e custa R$ 20,pp e tem duração de 50 minutos

Não tínhamos muito tempo para ficar em Missões, então perguntamos o que mais tinha para fazer por ali, e na realidade não ficamos muito entusiasmados em visitar outras ruinas, porque as de São Miguel Arcanjo são as que apresentam o maior número de estruturas em melhor estado de conservação.

Agora delicie-se com a fotos das ruinas e fique entusiasmado para ver bem de perto e viajar no tempo. Quem sabe seus antepassados não lutaram por estas terras? Afinal todos temos um lado indígena!

Viagem realizada em:03/01/18
Tipo de viagem:Feriado prolongado para quem parte de São Paulo
Como ChegarPartindo de São Paulo são 1.200 km para chegar até São Miguel das Missões – RS
DespesasPousada das Missões R$ 190,00 - Diária
Jantar R$ 90,00
Entrada no Sítio Arqueológico - R$ 5,00pp durante o dia
Show de Luz - R$ 20,00 pp à noite

São Lourenço do Sul – RS

VERSÃO PILOTO

COMO CHEGAR
Partindo de São Paulo são 1.300 km para chegar até São Lourenço do Sul – RS.

ESTRADAS
Pela BR 116 até Curitiba é uma estrada que requer bastante atenção, pelo alto número de caminhões e porque sempre que eu passo por lá tomo chuva, é incrível. Depois, pela BR 101, não é muito diferente, muita atenção, porque o fluxo de caminhões é incessante e estradas que circulam muitos caminhões pesados sempre deixam alguns buracos pelo caminho.

O QUE FAZER
Acabamos descobrindo São Lourenço do Sul meio por acaso, como esse roteiro faz parte de nossa viagem ao Uruguai, onde nosso objetivo era conhecer Montevideo e Colônia do Sacramento, além de São Miguel das Missões e Treze Tílias, no sul do Brasil.

Saímos de São Paulo após o almoço e dormimos em Curitiba, no dia seguinte seguimos nossa viagem e a mossa intenção era pernoitar na cidade de Rio Grande, mas por acaso vimos uma placa marrom, na estrada, indicando de São Lourenço do Sul, como destino turístico. Resolvemos fazer a volta e conhecer, valeu muito a pena, mesmo passando apenas algumas horas ainda com o dia claro, deu para conhecer a lagoa dos patos e caminhar bastante a pé pela cidade, além de um ótimo jantar na despedida do Brasil, já que no dia seguinte estaríamos no Uruguai.

Essa é uma ótima cidade para quem está seguindo para uma longa jornada pela América do Sul, como já fizemos várias vezes. Certamente é uma parada muito proveitosa no deslocamento.

VERSÃO GARUPA

Viajar para o Sul é ter certeza que verás paisagens lindas. Cidades sempre muito organizadas e floridas. Tudo muito arrumadinho e limpo, sem contar com as saborosas guloseimas. Pouco se fala sobre o seu interior, mas desta vez resolvemos fazer uma viagem mais tranquila e parar em cidades mais aconchegantes para passar a noite. Nada de correria para levantar no dia seguinte e pegar logo a estrada. Quando se tem mais tempo rodando menos quilômetros por dia, há a oportunidade de conhecer melhor os lugares. Com São Lourenço do Sul foi assim. Ela não estava em nossos planos, mas o destino nos guiou até lá. Já tinha ouvido falar da Lagoa dos patos, mas não imaginava a sua dimensão e nem que São Francisco do Sul tinha belas praias de água doce como eu vi.

A cidade é bem plana e nos convida a fazer caminhadas pelo calçadão que margeia a Laguna.
Por se tratar de água salobra e com desague no mar, ela deveria ser chamada de Laguna e não de lagoa, mas o que prevalece são as histórias que relatam sobre ela. Lagoa ou laguna, não importa, o que realmente vale é a beleza deste lugar. Quando você olha e não tem conhecimento que se trata de uma lagoa, imagina de imediato que é o mar. A natureza realmente nos surpreende!

Chegamos no meio da tarde do dia 26/12/17. As pessoas ainda estavam com a preguiça e a gula do natal. Acidade se apresentava bem tranquila, mas pelo que percebi, não deve ser uma cidade agitada mesmo. Me pareceu uma cidade muito familiar e amigável. As pessoas se encontram na “orla” para tomar chimarrão e bater aquele papo gostoso de final de tarde.

Como a cidade é plana, pedalar fica muito mais tranquilo para quem quer moleza. E se tiver mais preguiça ainda, você pode alugar bicicleta de dois lugares e dar aquela enroladinha para o seu parceiro se esforçar sozinho. Afinal, férias é para pôr a preguiça em ação.

Uma coisa que achei linda nesta cidade foram as árvores. Tem de todos os tamanhos, mas teve uma que me agradou bastante. Foi uma figueira enorme, quase não coube na lente para fotografar inteira. Elas chegam a ser tão lindas que fica irresistível não subir em uma delas.

A noite fomos jantar no restaurante Tropicalis. Super indico, pois, a comida e o atendimento foram excelentes. E como vai estar descansado do dia inteiro na preguiça, pode ainda gastar suas energias jogando uma partidinha de boliche.

Apesar de ser uma cidade pequena, dispõe de alguns hotéis com preços interessantes. Não fizemos reserva, porque São Lourenço do Sul, não estava em nossos planos.
Depois de algum tempo andando pela cidade escolhemos a pousada Sol Nascente, ótimo custo benefício.

Além de pedalar, tomar sol, jogar boliche, você também pode fazer um passeio de barco pirata por apenas R$10,00 pela Lagoa dos Patos e também visitar a fazenda do Sobrado.

Pelo tempo que ficamos já deu para ter a ideia que São Francisco do Sul é um roteiro especial para quem quer ficar longe do agito, caminhar tranquilamente pela cidade e descansar da correria da cidade grande. Aqui o stress tão tem vez, dá para realmente descansar. São poucos os compromissos de pontos turísticos para visitar, então sobra tempo para ficar na areia da lagoa, dar um mergulho e a tarde caminhar e admirar como é simples a vida das pessoas que moram no interior.

Bom descanso!

Viagem realizada em:26/12/17
Tipo de viagem:Feriado prolongado
Como ChegarPartindo de São Paulo são 1.300 km para chegar até São Lourenço do Sul – RS
DespesasPousada R$ 120,00 Jantar R$ 90,00 Aluguel de bike R$ 10,00 Passeio de barco R$ 10,00