Portugal 5 / Workaway

Para quem acompanha nossas viagens e está acostumado com as nossas narrativas, essa é a segunda de uma série de viagens que faremos em outro formato, mas sem perder nosso espírito aventureiro, nosso amor pelas duas rodas e um pouquinho do nosso “Indian Program”.
A partir de agora sempre que você ler /workaway ao lodo do título será uma viagem de voluntariado, que poderá ser cultural, homestay, farmstay, working holiday, aprendizagem de idiomas, assistencial, ou o que vier pela frente.
Você deve estar se perguntando, mas o que é Workaway?
Literalmente é trabalhar fora, mas é também a principal comunidade do mundo para viagens sustentáveis e intercâmbio cultural.
Depois de se filiar a esse site, você tem acesso a milhares de lugares em todos os cantos do mundo, onde poderá se oferecer para algum tipo de trabalho em troca de hospedagem e alimentação.

...Continuando nossa viagem a Europa, nosso quinto destino Workaway foi a Quinta da Candosa em Côja – Portugal. O retorno.

Quinta da Candosa foi nosso primeiro destino nessa viagem a Europa e como diz o ditado, “o bom filho a casa torna”.

Como acabamos fazendo muita amizade com nossa anfitriã Dominique, resolvemos encerrar nossos três meses de Europa passando os últimos quinze dias em Côja, na região de Coimbra e aproveitar para passear por Lisboa, Ericeira, Estoril, Cascais, Cabo Roca.

Foram três meses onde conhecemos grande parte de Portugal e Espanha. Três meses que também trabalhamos bastante e certamente contribuímos para melhorar a vida de algumas pessoas. Três meses convivendo intensamente com canadenses, holandeses, franceses, bascos, ingleses, portugueses, espanhóis e até uruguaios. E como sempre, Deus atendeu meus pedidos e colocou em nossos caminhos pessoas do bem, amigos que ficaram para sempre gravados em nossas memórias.

Muito obrigado Dominique, Jurry e Marga, Pierry, Joaquinha e Andressa, Amy, Patrick, Sophie e Lucy.

 

VEJA TAMBÉM OUTRAS FOTOS DE LUGARES QUE VISITAMOS DURANTE ESTE PROJETO

Espanha 4 / Workaway

Para quem acompanha nossas viagens e está acostumado com as nossas narrativas, essa é a segunda de uma série de viagens que faremos em outro formato, mas sem perder nosso espírito aventureiro, nosso amor pelas duas rodas e um pouquinho do nosso “Indian Program”.
A partir de agora sempre que você ler /workaway ao lodo do título será uma viagem de voluntariado, que poderá ser cultural, homestay, farmstay, working holiday, aprendizagem de idiomas, assistencial, ou o que vier pela frente.
Você deve estar se perguntando, mas o que é Workaway?
Literalmente é trabalhar fora, mas é também a principal comunidade do mundo para viagens sustentáveis e intercâmbio cultural.
Depois de se filiar a esse site, você tem acesso a milhares de lugares em todos os cantos do mundo, onde poderá se oferecer para algum tipo de trabalho em troca de hospedagem e alimentação.

...Continuando nossa voagem a Europa, nosso quarto destino Workaway foi na maravilhosa ilha de Mallorca – Espanha.

Dessa vez nossos anfitriões eram ingleses, o casal Amy e Patrick e as pequenas Sophie e Lucy. Ficamos hospedados em uma confortável suíte em sua casa em Puigpunyent, uma pequena vila a 15 quilômetros de Palma.

Dessa vez nosso trabalho era ajudar na renovação da casa, pintura das paredes, jardinagem e brincar com as duas loirinhas mais simpáticas e amorosas que conhecemos Lucy e Sophie. E, durante as noites ficar sentado no jardim observando a lua, se deliciando com os jantares preparados pela Amy e conversando sobre nossas vidas.

A ilha de Mallorca é um destino imperdível na Espanha, tivemos a sorte de ficar nesse paraíso por 17 dias.

Pegamos o ferry em Valência e depois de 9 horas de viagem chegamos em Palma, que é a porta de entrada da ilha, com toda a infraestrutura de grandes cidades, mas com o charme de um balneário.

Em nossas tardes e finais de semana de folga aproveitamos para conhecer grande parte da ilha e lugares difícil de descrever em palavras, as fotos dispensam comentários. Lugares como: Galilea, Esporles, Andratx, Sant Elm, Valdemossa, Sa Calobra.....

 

Espanha 3 / Workaway

Para quem acompanha nossas viagens e está acostumado com as nossas narrativas, essa é a segunda de uma série de viagens que faremos em outro formato, mas sem perder nosso espírito aventureiro, nosso amor pelas duas rodas e um pouquinho do nosso “Indian Program”.
A partir de agora sempre que você ler /workaway ao lodo do título será uma viagem de voluntariado, que poderá ser cultural, homestay, farmstay, working holiday, aprendizagem de idiomas, assistencial, ou o que vier pela frente.
Você deve estar se perguntando, mas o que é Workaway?
Literalmente é trabalhar fora, mas é também a principal comunidade do mundo para viagens sustentáveis e intercâmbio cultural.
Depois de se filiar a esse site, você tem acesso a milhares de lugares em todos os cantos do mundo, onde poderá se oferecer para algum tipo de trabalho em troca de hospedagem e alimentação.

...Continuando nossa voagem a Europa, nosso terceiro destino Workaway foi em Atzeneta de Maestrat, na região de Castellon, Valência – Espanha.

Conhecer Pierre e Joaquina foi incrível. Trabalhar para eles foi muito prazeroso. Toda alegria já começava pela manhã quando tomávamos café. Parecíamos uma grande família. Além do casal anfitrião tivemos o prazer de conviver também com Alessandra, uma menina uruguaia que também estava hospedada como voluntária e acabou se tornando nossa filha de estimação.
As refeições eram feitas todas juntas e neste momento todos contavam suas experiências de vida. Adoramos ouvir pessoas inteligentes e sensíveis. Apesar de poucos dias, parecia que já nos conhecíamos há anos. Realmente é uma proposta workaway. Aprender sobre a cultura basca, francesa e uruguaia foi engrandecedor.

Joaquina preparava maravilhosamente as refeições e quando chegávamos à mesa todos nós estávamos entusiasmados para comer suas delicias. Foi uma oportunidade para apresentar um pouco do Brasil e mostrar que também temos coisas muito boas. Esperamos ter incentivado a conhecer nosso País e um dia vir nos visitar em São Paulo e continuar trocando experiências incríveis. Muito difícil colocar em palavras o que vivenciamos nestes 15 dias. Deixa-los nos causou muita tristeza, deu vontade de ficar mais para agradecer o que aprendemos. Não podemos deixar de falar de Pico, um cachorro da raça Boxer que entende quatro idiomas, francês, espanhol, basco e o dele, é claro. Parceiro, amigo, carinhoso, não é à toa, foi educado por Pierre e Joaquina.

 Os passeios juntos eram sempre divertidos, uma extensão dos nossos dias de trabalho.

Obrigada Pierre e Joaquina por nos receber com tanto carinho e ternura. Uma grande amizade com certeza nasceu deste projeto.

Ah! Quase me esqueço de falar que aproveitamos também para conhecer alguns lugares como Ares de Maestrat, Cordoba, Valência, Sevilha...

 

Portugal 2 / Workaway

Para quem acompanha nossas viagens e está acostumado com as nossas narrativas, essa é a segunda de uma série de viagens que faremos em outro formato, mas sem perder nosso espírito aventureiro, nosso amor pelas duas rodas e um pouquinho do nosso “Indian Program”.
A partir de agora sempre que você ler /workaway ao lodo do título será uma viagem de voluntariado, que poderá ser cultural, homestay, farmstay, working holiday, aprendizagem de idiomas, assistencial, ou o que vier pela frente.
Você deve estar se perguntando, mas o que é Workaway?
Literalmente é trabalhar fora, mas é também a principal comunidade do mundo para viagens sustentáveis e intercâmbio cultural.
Depois de se filiar a esse site, você tem acesso a milhares de lugares em todos os cantos do mundo, onde poderá se oferecer para algum tipo de trabalho em troca de hospedagem e alimentação.

...continuando nossa viagem a Europa, nosso segundo destino Workaway foi em Oliveirinha do Hospital, distrito de Coimbra, no centro de Portugal.

Nosso trabalho e hospedagem foi na Quinta do Retiro casas de férias e campismo, de propriedade do casal holandês Jurry e Marga, que nos recebeu com muita simpatia, durante 15 dias moramos numa confortável casa com varanda e até sauna.

Jurry e Marga sempre foram extremamente corretos com o horário de trabalho, todos os dias começávamos as 8:30 com uma breve reunião onde Jurry passava quais as tarefas do dia (cortar a grama, limpar as parreiras, cuidar da horta, cuidar da piscina etc.) e no máximo as 13:30 Jurry fazia questão que parássemos de trabalhar porque o combinado era de 4 a 5 horas por dia.

Algumas noites eram destinadas ao intercâmbio cultural Brasil / Holanda / Portugal. Nessas noites fazíamos um jantar típico brasileiro ou eles faziam um jantar típico holandês ou até mesmo japonês e conversamos sobre como é viver no Brasil, na Holanda e em Portugal.

Durante as tardes de folga e nos finais de semana aproveitávamos para conhecer as pequenas cidades de povos da região. Bem próximo de Oliveirinha ficava Bobadela uma pequena Vila de mais de dois mil anos. Serra da Estrela, onde são fabricados os famosos queijos e outras pequenas cidades que ficaram para sempre em nossas lembranças, como Avô, Tábua, Tondela, Caramulo.....

....e continuamos

 

Portugal 1 – Workaway

Para quem acompanha nossas viagens e está acostumado com as nossas narrativas, essa é a segunda de uma série de viagens que faremos em outro formato, mas sem perder nosso espírito aventureiro, nosso amor pelas duas rodas e um pouquinho do nosso “Indian Program”.
A partir de agora sempre que você ler /workaway ao lodo do título será uma viagem de voluntariado, que poderá ser cultural, homestay, farmstay, working holiday, aprendizagem de idiomas, assistencial, ou o que vier pela frente.
Você deve estar se perguntando, mas o que é Workaway?
Literalmente é trabalhar fora, mas é também a principal comunidade do mundo para viagens sustentáveis e intercâmbio cultural.
Depois de se filiar a esse site, você tem acesso a milhares de lugares em todos os cantos do mundo, onde poderá se oferecer para algum tipo de trabalho em troca de hospedagem e alimentação.

Nossa segunda experiência foi na Europa.

Chegamos em Lisboa e não dá para não se encantar com essa maravilhosa cidade.

Mas nosso primeiro destino Workaway foi na região do Dão, mais precisamente numa pequena aldeia de pouco mais de três mil habitantes chamada Côja, mais precisamente ainda em Vinhó (distrito de Côja), com uns 200 habitantes, se muito. Na Quinta da Cardosa da canadense Dominique Debra, que no final das contas virou nossa grande amiga.

De Vinhó partimos para conhecer muitas aldeias e cidades da região de Coimbra.

Essa região no centro de Portugal é exatamente o que sempre sonhei conhecer na terrinha. Pequenas aldeias com a maioria da população adulto+, pequenos e poucos cafés, onde se contam as histórias, toma-se vinho ou cerveja e espera o tempo passar. Esses lugares parecem uma pintura óleo sobre tela, lugares belíssimos com pessoas calejadas pelo trabalho na agricultura, em aldeias com até dois mil anos de história.

Um parágrafo a parte nessa viagem foi poder assistir ao vivo e em cores a etapa Portugal do Mundial de Rally, nunca pensei que fosse ter esse privilégio, mas para minha surpresa uma das etapas foi em Arganil, uma cidade vizinha a Côja.

Simplesmente fantástico, é uma verdadeira festa não só para os moradores da região, mas para europeus de vários países que seguem a caravana do rally.

Outro parágrafo relevante é a nossa volta a Lisboa para comprar a nossa Burgman 400, companheira de aventura pela Europa nos próximos três meses. Vale um agradecimento especial a Dominique, que nos ajudou com todo o trâmite burocrático e ainda nos deu uma carona até a capital. E ainda proporcionou nossa primeira experiência vegana, que para nossa surpresa foi muito boa, no restaurante Miss Saigon em Lisboa.

Dominique ainda vive o trauma do grande incêndio que tomou conta de toda essa região em 2017.  Por isso quer vender a Quinta e comprar outra em Ericeira, região litorânea próxima a Lisboa.

As histórias que as pessoas contam são assustadoras, muitas delas perderam tudo o que tinham e outras infelizmente perderam a vida porque não tinham como fugir do fogo que tomou conta de toda a floresta.

Nosso trabalho na Quinta da cardosa era deixar tudo pronto e bonito para a visita de uma possível compradora que viria de Londres em uma semana.

Tarefa nada fácil, trabalhamos dia e noite, mas em uma semana conseguimos deixar a Quinta “Tanto Bonita” – Palavras da canadense Dominique se esforçando no Português.

E no dia da tão aguardada visita, a digníssima senhora inglesa desistiu da visita e da compra.

Sem palavras, melhor nem falar nada.

Mas nosso esforço não foi em vão, além de deixarmos a charmosa Quinta da cardosa ainda mais charmosa, ficamos com a semana seguinte livre para visitarmos muitas cidades da região, como Coimbra, Aveiro, Porto, Ericeira além de alguns lugarejos fantásticos como Piodão.

.... E nossa aventura pela Europa continua.

 

Pucón / Workaway

Para quem acompanha nossas viagens e está acostumado com as nossas narrativas, essa é a primeira de uma série de viagens que faremos em outro formato, mas sem perder nosso espírito aventureiro, nosso amor pelas duas rodas e um pouquinho do nosso “Indian Program”.
A partir de agora sempre que você ler /workaway ao lodo do título será uma viagem de voluntariado, intercâmbios, que poderão ser cultural, homestay, farmstay, working holiday, aprendizagem de idiomas, assistencial, ou o que vier pela frente.
Você deve estar se perguntando, mas o que é Workaway?
Literalmente é trabalhar fora, mas é também a principal comunidade do mundo para viagens sustentáveis e intercâmbio cultural.
Depois de filiar a esse site, você tem acesso a milhares de lugares em todos os cantos do mundo, onde poderá se oferecer para algum tipo de trabalho em troca de hospedagem.

Nossa primeira viagem de moto para fora do Brasil foi em 2008 para Pucón, terra do seletivo e sentimental vulcão Villarrica, que dessa vez não permitiu que chegássemos ao seu cume. Mas, como somos teimosos e persistentes, quatro anos depois, em 2012, conseguimos realizar esse sonho, atingir o cume do encantador vulcão Villarrica. E mais, sete anos se passaram e em 2019 voltamos para rever nosso velho amigo. Talvez por isso escolhemos Pucón para ser nossa primeira experiência de voluntariado.

Nos oferecemos como voluntários por 21 dias no hostel Okori em troca de hospedagem e alimentação. Trabalhamos fazendo um pouco de tudo, desde receber e apresentar o hostel para os novos hospedes de toda parte do mundo que chegam todos os dias, até arrumação dos quartos, limpeza em geral e cuidar dos “perros”.
No restante do dia e nos finais de semana aproveitávamos para conhecer alguns lugares maravilhosos, como vocês podem ver pelas fotos.

O Parque Nacional Huerquehue fica a 170 km de Pucón e é imperdível! Fica dentro das cordilheiras dos Andes, com muitas trilhas, muitos lagos verdes e azuis, com águas de degelo cristalinas que descem das cordilheiras. Para quem gosta de acampar esse é o lugar. Imagine montar sua barraca num lindo gramado a beira de um lago maravilhoso, cercado de montanhas e pra complementar a noite, um céu absolutamente forrado de estrelas.

Outro lugar que vale a pena conhecer é Ojos de Caburga, fica a 15 kms de Pucón e pra quem gosta de pedalar, a bicicleta é uma ótima opção para chegar lá.
Estando em Pucón, é claro que não se pode deixar de ir até a base do vulcão Villarrica. Outra parada obrigatória é apreciar o por do sol na prainha e depois passear pelo centro da cidade.
Como tudo na vida tivemos alguns perrengues, mas isso ajuda a entender melhor a vida e enfrentar os desafios. Adoramos conhecer pessoas de vários países, como Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha, Chile, Argentina e até os nossos novos amigos, um casal de brasileiros da pujante cidade de Contenda-PR. Ele ruivo e Ela loira, viajando numa Kombi vinho em lua de mel pela América do Sul por seis meses.
Nossos Hijos de Caburga, Carlito & Flavinha, condecorados também com a medalha de honra ao mérito do “Indian Program”.

Agora só espero um dia rever nossos amigos nacionais e internacionais enquanto aguardamos pela próxima trip  que já está no gatilho.

Até lá!

 

Uruguai – UR

VERSÃO PILOTO

COMO CHEGAR

Partindo de São Paulo até o Chuí, cidade que faz fronteira com o Uruguai são 1.700 km; depois são pouco mais de 500 km para cruzar todo o país até Colônia do Sacramento.

 ESTRADAS

Pela BR 116 até Curitiba é uma estrada que requer bastante atenção, pelo alto número de caminhões e porque sempre que eu passo por lá tomo chuva, é incrível. Depois, pela BR 101 ou 116 não é muito diferente, muita atenção, porque o fluxo de caminhões é incessante e estradas que circulam muitos caminhões pesados sempre deixam alguns buracos pelo caminho.

No Uruguai as estradas são bem conservadas e bem tranquilas para pilotar. Para ingressar no país vizinho também é bem tranquilo, na aduana é exigido RG ou passaporte, o documento da moto deve estar em nome do usuário, caso esteja alienada é preciso de uma autorização do banco ou instituição financeira. Além disso é obrigatório o seguro carta verde, que é uma espécie de seguro contra terceiros nos países integrantes do Mercosul.

O QUE FAZER

Como essa não é nossa primeira viagem ao Uruguai e já conhecemos bastante Punta del Este, um de seus principais cartões postais, resolvemos fazer algumas paradas diferentes, primeiro em Punta del Diablo, uma praia mais alternativa, mais bicho grilo e depois La Paloma, um balneário distante 160 km da fronteira com o Brasil, com uma boa quantidade de bares restaurantes e hotéis, a cidade possui diversas praias e um farol construído em 1874 que proporciona um linda vista e belas fotos de recordação.

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Províncias de Salta e Jujuy – Argentina

VERSÃO PILOTO

Nosso primeiro desejo, dentro desse roteiro, era conhecer as cataratas do lado argentino, já que conhecemos o lado brasileiro. Então, dormimos em Foz e no dia seguinte seguimos para Puerto Iguaçu, os trâmites nessa aduana é bem tranquilo, bem diferente de outras tantas que já enfrentamos.

O Parque Nacional Iguazú fica a 30 km de Foz e é bom lembrar que o pagamento tem que ser em Pesos.
Como o parque é bem grande o ideal é chegar cedo, a locomoção dentro do parque é feita por um trenzinho que leva até a entrada de cada passarela, depois é só caminhar e apreciar a quantidade absurda de água que desce pelas inúmeras quedas e os arcos íris que surgem um atrás do outro, vale muito a pena reservar um dia para curtir esse parque e para fechar com chave de ouro, um incrível e refrescante passeio de barco passando por baixo das quedas d’agua, pena que dura pouco.

Na sequencia da viagem começamos a atravessar o caliente Chaco, e para nossa sorte e azar ao mesmo tempo, estava chovendo. Sorte porque a chuva alivia o calor animal que faz nessa região e azar porque a chuva encobre os buracos da pista, e foi um deles que eu acertei em cheio e entortou a roda traseira, fazendo vazar todo o ar do pneu, no meio do nada pra facilitar um pouco, ainda bem que a roda é raiada, senão poderia ser bem pior.
Bem, depois de tentar desamassar com um toco de madeira e o auxilio de um motociclista brasileiro que parou para dar uma força, usei meus cilindros de ar comprimido para encher novamente o pneu, mas minha alegria durou só uns 200 metros, murchou de novo, minha única alternativa seria voltar uns 7 km onde tinha uma gomeria (borracharia) pra lá de meia boca. Então peguei carona com um caminhão até lá, assim que cheguei fui atrás de uma caminhonete que pudesse buscar a moto, feito isso chegamos os três na gomeria, eu a Débora e a moto.
Com a moto no barro, ou melhor, na gomeria, o gomeiro pegou sua marreta cirúrgica e sem dó nem piedade desceu a porrada na roda, é verdade que ela não ficou muito bonita, mas resolveu e deu para seguir viagem.

Ufa! Chegamos em Salta, que é uma cidade muito legal, mas que já conhecíamos e é uma grande cidade, e como gostamos das pequenas cidades, dormimos e resolvemos seguir viagem, no dia seguinte, para Santo Antônio de los Cobres, de onde sai o Trem das Nuvens, o nosso próximo desejo.
O caminho até lá não é dos mais fáceis, boa parte ainda é de rípio, e como estão em obras alguns trechos da estrada ficam Punk.

Em Santo Antônio, não tem muito o que fazer, além de dar umas voltinhas pelas poucas ruas e voltar pra pousada, porque à noite, como estamos a quatro mil metros de altitude, esfria bastante. Jantamos moderadamente na própria pousada e tentamos dormir, porque dormir nessa altitude é bem difícil. Depois de uma noite de dorme/acorda/respira... acordamos de uma vez, tomamos o desjejum, mais um rolezinho pela city e embarcamos no Trem das Nuvens, um dos mais altos do mundo, num passeio sobre as cordilheiras dos Andes que dura cerca de três horas, vai até o ponto principal, o viaduto La Polvorilla, que fica a 4.220 e volta para Santo Antônio. Adoro trens e esse é mais um pra minha coleção.

Desembarcamos do Trem das Nuvens e embarcamos na Moto das Nuvens com direção a Salta novamente, dessa vez nos hospedamos na mesma pousada que ficamos há uns cinco anos atrás, “Las Forolas” a simpatia dos proprietários e as meias lunas do café da manhã continuam ótimas, que bom.
Dia seguinte partimos de Salta com direção a Cafayate, 200 km ao sul, por uma bela estrada, toda asfaltada e com alguns cartões postais pelo caminho, como o Mirador Três Cruces ou a Quebrada de las Conchas, lugares para parar e se encantar. Cafayate é uma cidade bem legal, com boas pousadas, uma grande praça onde se concentram a maioria dos bares e restaurantes, vale a pena ficar uns dois dias por aqui.

No dia seguinte partimos com direção ao nosso próximo destino, Cachi 170 km de rípio, subindo pela ruta 40, mais uma estrada cheia de cartões postais para apreciar. Apesar da distância parecer pequena, a estrada tem trechos difíceis e o calor estava de matar, na metade do caminho existe um verdadeiro oásis, uma fazenda / pousada que também serve de apoio para quem está de passagem, além de servir lanches e bebidas geladas, é um lugar maravilhoso para descansar e esperar o sol dar uma trégua.

Assim que chegamos, parei a moto debaixo de uma árvore e comecei a ouvir um barulho dentro do tanque, achei estranho e abri a tampa para verificar, a pressão dentro do tanque estava tão alta que a gasolina jorrou para cima lavando a moto e o motor que estava super quente. Na hora pensei, puts vai pegar fogo. Fechei novamente o tanque, e por sorte estava com uma garrafa de água na mão, que aproveitei para jogar sobre o motor e o escapamento. Foi só o susto, mas depois disso a cada 10 km parava para abrir o tanque e aliviar a pressão. Nesse trecho encontramos um grupo de Jipes do Brasil, que também estavam passando por esse mesmo problema de pressão nos tanques de combustível.
Chegamos em Cachi no dia 31/12, onde passaríamos mais um réveillon longe de tudo. Cachi é uma cidade bem pequena e com uma infra de pousadas e restaurantes que deixa a desejar, principalmente para essa data. Mas, a região é muito bonita e acabamos ficando amigos de dois jovens casais de brasileiros que viajavam de carro, o Neto e a Amanda e o Paulo e a Mulher Bombinha, comemoramos a passagem do ano juntos, na verdade mais bebemoramos do que comemoramos, porque a comida não deu para encarar, mas valeu pela companhia.

Dia seguinte nos despedimos de nossos amigos e partimos para S. Salvador de Jujuy, chegamos na cidade e como era dia 01/01 as ruas estavam vazias, quando passou por mim uma moto com placa da Argentina, pedi para o amigo parar e perguntei se ele conhecia algum bom lugar para se hospedar na cidade, e de primeira ele respondeu:
-Sim, na minha casa, eu adoro brasileiros, tenho muitos amigos lá.

Depois de alguns minutos de conversa, fomos até o apartamento do Mario, que inclusive estava fazendo aniversario no dia, enquanto comemorávamos com uma garrafa de Torrontes, falei com o Mario que gostaria de ficar numa cidade bem menor, afinal cidade grande já chega São Paulo, onde moramos. Ele então sugeriu Purmamarma, que fica a 70 km de Jujuy. Concordamos e o Mario de imediato se prontificou, vou com vocês, e fomos.
Assim que chegamos no charmoso povoado, descemos da moto e fomos nos refrescar num bar. Quem encontramos?
Nossos quatro amigos brasileiros, de novo o destino nos colocou no mesmo caminho.
Conversando com o Mario sobre a região surgiu mais um convite. Vamos subir as cordilheiras até as Salinas Grandes?
- Só se for agora, respondi.
Já passava das 21hs quando começamos a subir até os cinco mil metros de altitude, chegamos nas Salinas no começo da noite para apreciar as estrelas e fazer algumas fotos que ficaram show, principalmente porque o casal Neto e Amanda são profissionais no assunto.
Para fechar a noite, fomos comer empanadas e ouvir tango até às três da manhã. Ai que me dei conta de que ainda não tínhamos pousada para dormir. Mais uma missão para o Mario, que rodou com a gente até encontrarmos. Valeu Hermano.

A partir daí começamos a retornar ao Brasil, pelos mesmos caminhos que nos levaram a tantos lugares bonitos e diferentes, e que nos apresentaram novos amigos e novas histórias, que guardaremos para sempre em nossas memórias. Afinal viajar e colecionar experiências.

Até a próxima!

VERSÃO GARUPA

Depois de um ano tão difícil como 2016, nada como chegar em casa e receber a noticia de que iríamos viajar.
Mas como? Depois de tudo que passamos este ano? O Zé responde, por isso mesmo! Fiz um roteiro para América do Sul. Eu disse: - De novo?
Ele Responde: -É o que temos, a moto, os acessórios, um pouco de dinheiro e a vontade.
Como toda mulher que pensa com a emoção, pensei...Será?
E, como homem que pensa mais com a razão ele disse:
-É agora e já.

Ok, eu tenho opção? Ainda bem que não, porque se fosse por mim, não iriamos. Por isso é bom ter um parceiro que nos impulsiona. A rotina e o medo às vezes nos afastam dos nossos desejos.
Ele realmente precisava pegar a estrada depois de tanto estresse, e eu não estava diferente.
Sair da  rotina, nos renova para enfrentar uma nova etapa, sempre pensei assim, mas com o tempo vamos nos acomodando e cultivamos outros vícios, a mesmice.
Hora de mudar e ir mais uma vez para Argentina, Bolívia e Chile, pelo menos este era nosso roteiro inicial, mas como sempre, mudamos tudo pelo caminho. Como tínhamos poucos dias, preferi pedir para fazer uma viagem mais tranquila, sem muita pressa.

E como viajar junto é chegar a um consenso, resolvemos que seria só a Argentina mesmo e se desse tempo, estenderíamos para os outros países. Enfim, tinha muita coisa para conhecer, apesar de eu achar que já tínhamos visto tudo por ali. Ledo engano, a Argentina também é misteriosa, assim como o Chile e Peru.

Visitamos alguns lugares surpreendentes. Veja bem, nem sempre surpreender é para melhor, tiveram lugares inóspitos, que nem imaginei que existia na Argentina. Uma paisagem que lembra mais o Chile, Bolívia e Peru, estou me referindo as províncias de Salta e Jujuy. Já havíamos passado por lá, mas o entorno não tinha feito parte dos nossos roteiros.

Desta vez não tinha pesquisado os lugares junto com o Zé, aliás, prefiro nunca pesquisar, porque é uma forma de aprender a encarar o novo. Não que pesquisar não seja interessante, mas quero me surpreender com o que vem pela frente, sendo bom ou ruim, não importa, simplesmente quero me surpreender.
De fato me surpreendi com tudo. Com as pessoas, com as paisagens, com as atitudes do Zé e comigo mesma. Então entendo que foi uma viagem interessante, não é?

Vamos por parte:

PESSOAS: Os argentinos são pessoas muito prestativas. Todas as vezes que precisamos fomos bem atendidos e ajudados. A começar pela carona que tivemos que pedir para nos socorrer na estrada. Várias pessoas pararam para nos ajudar, um caminhoneiro deu carona até o borracheiro mais próximo para o Zé buscar socorro para consertar a moto que ficou com a roda amassada depois de passar num buraco. Quando conto esta história, as pessoas se assustam quando digo que fiquei no acostamento junto com a moto esperando o socorro chegar. Confesso que em momento algum senti medo, pelo contrário, a Argentina sempre me parece mais segura que meu próprio país.
Acredito não ter dado chance pro azar, se tivesse me sentido insegura, não teria ficado com certeza. Sempre confio no meu sexto sentido, se não confiasse acho que nem teria viajado de moto, concorda?

A primeira coisa que faço quando saímos de viagem é estar pronta pra tudo, comida ruim, horas de viagem sentada, hospedagem nem sempre de acordo, chuva, desentendimentos e algumas coisinhas mais. Então, falando em sexto sentido, nem sempre ele acerta, mas protege. Por exemplo, em Jujuy o Zé pediu uma informação sobre hospedagem e no mesmo momento o motociclista Mário nos levou para casa dele.

Como assim? Eu, indo dormir na casa de um estranho, que acabei de conhecer a menos de um minuto?  Pra minha surpresa, o Zé o seguiu e quando menos eu esperava estávamos na sala da casa dele.

Falei: _Zé, quero ver como você vai nos tirar dessa. Eu realmente não queria ficar ali. Pra mim tudo isso é muito estranho, mesmo os motociclistas dizendo que são uma irmandade. Prefiro conhecer antes. Acho que ele percebeu minha desconfiança, aliás, não sei nunca disfarçar. De fato, meu sexto sentido se enganou, o Mário se mostrou uma pessoa muito prestativa, pronto para nos receber bem e nos mostrar o melhor da sua região, tanto é que nos levou até Purmamarca e nas Salinas Grandes e se tivéssemos mais dias iria nos mostrar até um vulcão que fica na divisa da Argentina com o Chile. Questionei: A Argentina tem Vulcão? Diz ele que sim, mas não tivemos a oportunidade de conhecer. Esta vendo porque sempre temos que voltar. Não dá para conhecer tudo de uma única vez, prova disso que é a quarta vez que vamos para a Argentina. Mário, não tenho como deixar de me desculpar e também agradecer a recepção, mas acredito que você deve ter me entendido, afinal você é advogado criminalista.

E como brasileiro tem em todo lugar no mundo, acredito que até na lua, não seria difícil encontrar alguns pelos caminhos. Por incrível que pareça, sempre adotamos uns filhos e não poderia ser diferente com o Neto e Amanda (casal imagem) e Paulo e Ana Cláudia (casal intelectual) que viajavam num Astra, que batizamos de “Astralha”. Era tanta bagagem que às vezes achávamos que um deles ficaria para trás. Nos conhecemos em Cachi e passamos o Ano Novo juntos, com uma ceia perfeita, onde nos serviram “Trucha” (truta) estragada. Mais uma ceia divertida para nossa história. Acabei jantando uma bola de sorvete, pensando pelo lado bom, deixei de ingerir algumas calorias.

PAISAGENS: Pelas fotos, dá para ter uma ideia do que vimos nesta viagem. Algo parecido vimos em Uspallata, província de Mendoza, na Bolívia e no Peru, mas como estão todos ali, um perto do outro, era natural que a região fosse bem parecida. Me surpreendi, porque de fato não pesquisei nada, então atingi o meu propósito. Mas por outro lado, me surpreendi também com o calor.
Não imaginava que enfrentaríamos 64 graus no asfalto. Agora imagina esta temperatura com toda aquela roupa, cheguei a ter alergia do calor.

Loja de conveniência com ar condicionado era nosso oásis. Apesar das pequenas distancias entre nossas paradas, a viagem era bem cansativa, o calor nos consumia. Teve um dia que tivemos que parar por 3 horas e esperar o sol se por para seguirmos viagem.

Em contrapartida, outros dias enfrentamos muitos ventos, tanto é que a máquina caiu do tripé quando fazíamos uma foto. Por sorte em Salta consegui dar um jeito na lente e continuar usando a máquina. Me preparei pra tanta coisa, mas confesso que pra isso não. Deu um aperto no coração.
Resumindo, as paisagens destas províncias são muito parecidas, o que difere um pouco é a infraestrutura de cada lugar. Por exemplo, Salta, Cafayate, Purmamarca e Tucumán tem boas hospedagens e bons restaurantes dentro da média de gastos, já os outros deixam a desejar nos dois sentidos, preço x qualidade.

Nós, Piloto e Garupa – Mais uma viagem que nos ensina muito. Desta vez com menos ansiedade e mais compreensão. Com certeza a maturidade ajuda muito. Me recordo da primeira viagem que teve muitos desencontros e contratempos.

Agora um pouco mais rodados, aprendemos a nos respeitar e a decidir de forma mais tranquila o que fazer e como fazer. Algumas pessoas nos perguntam se não enjoa. Interessante, quando mais viajamos de moto, menos temos vontade de viajar de carro. A sensação de liberdade de agilidade e de simplicidade é muito maior. Lógico que tem alguns problemas, mas aprendemos superar juntos. Talvez seja por isso que viajamos sempre sozinhos.

Acho que dificilmente com outras pessoas dá para enfrentar os mesmos desafios e o mesmo ritmo sem estressar. Os tempos e desejos são diferentes.
Pode até parecer egoísmo, mas na  realidade é o momento que temos para ter nossa individualidade, apesar de estarmos o tempo todo juntos. É tempo para refletir, aprender observar e a cuidar um do outro.  Quando voltamos temos sempre a sensação de mais uma missão cumprida e que estamos prontos para novos desafios e com muito mais cumplicidade.

Se vocês ainda têm alguma dúvida de viajar a2, posso garantir que a experiência é única. Nos limita um pouco no que diz respeito a aventura, mas para o casal é o momento de reforçar a amizade, a confiança e o companheirismo.

Que tal começar pela Argentina? Fica a dica!

Viagem Realizada24/12/2016 a 06/01/2017
Quilômetros Rodados6.100km (ida e volta + passeios)
DespesasR$ 400,00 por dia(combustível, hospedagem, alimentação e passeios)
DIASCIDADECIDADE*Dist. KM
São Paulo - SPFoz do Iguaçu - PR1100
Foz do Iguaçu - PRPuerto Iguazu - AR60
Puerto Iguazu - ARPres. Roque Saens Peña - AR850
Pres. Roque Saens Peña - ARSalta - AR680
Salta - ARSanto Antônio de los Cobres - AR180
Santo Antônio de los Cobres - ARSalta - AR180
Salta - ARCafayate - AR200
Cafayate - ARCachi - AR170
Cachi - ARPurmamarca - AR490
10ºPurmamarca - ARSan Miguel de Tucumán - AR420
11ºSan Miguel de Tucumán - ARCharata - AR540
12ºCharata - ARFoz do Iguaçu - PR940
13ºFoz do Iguaçu - PRSão Paulo - SP1100
TOTAL - 6.100 Km