Caminho da Paz – SP

VERSÃO PILOTO

Como chegar

O caminho da paz é um circuito de peregrinação que pode ser considerado um super trekking, turismo ecológico ou rural, entre 12 municípios do interior paulista, mesclando estradas vicinais e estradas de terra, pode ser feito a pé ou de bicicleta, mas no nosso caso, fomos de moto mesmo. Você pode iniciar por qualquer município participante. Nós escolhemos iniciar e terminar em Leme, que fica a aproximadamente 200 km de São Paulo, nossa cidade de partida.

Estradas

O Interior do estado de São Paulo é muito bem servido de estradas, normalmente pedagiadas, mas no caso da Anhanguera e Bandeirantes, nós motociclistas somos isentos e até Leme é super tranquilo. As demais estradas que compões o circuito, e totalizam 380 km; são estradas vicinais ou estradas de terra, de todos os tipos e para todos os gostos, terra batida, pedras compactadas, pedras soltas, areia, areião, secos e molhados.

O que Fazer

Acho que o ideal é escolher qual a cidade de partida e chegada de acordo com a sua localização, pensando em onde será o almoço, o jantar e o pernoite, claro que por todo o caminho cada um vai encontrar atrativos de seu interesse. Acho que o importante é ter em mente que não é uma competição contra o relógio, é um roteiro para curtir os lugares, as pessoas e seus pensamentos.

Meus Comentários

O Caminho da Paz no caso de nós motociclistas, é um caminho de superação, aventura, contemplação e diversão.

Chegamos em Leme num sábado as 13hs; abastecemos a moto e já iniciamos o circuito, afinal serão 380 km entre estradas vicinais e estradas de terra, passando por 12 municípios do interior de São Paulo (veja no mapa). De Leme seguimos para Taquari, Pirassununga até Cachoeira das Emas, onde fizemos um pit stop a beira do rio para almoçar. Até aqui muito legal e divertido, passando por plantações de algodão, laranja, estradinhas de terra e atravessando o centro das cidades. Na sequência seguimos para Sta. Cruz das Palmeiras, Tambaú, Sta. Cruz das Estrelas, onde começamos a ter a companhia de uma enorme lua cheia, sim, anoiteceu e não dava vontade de parar, então continuamos pelas trilhas iluminadas pela lua até a cidade de Porto Ferreira, onde dormimos.

Domingo de manhã continuamos nossa trip, afinal ainda estamos no meio do caminho. De Porto Ferreira até São Carlos foi o trecho mais longo e difícil, com bastante areião pelo caminho, mas sempre com uma pausa para umas fotos e para contemplar algum lugarzinho especial. Nosso almoço foi em Sta. Cruz da Conceição, dessa vez a beira de um lago enorme, com muitos pedalinhos e jet sky, um lugar muito legal para descansar um pouco e tomar vários refrigerantes para fazer descer toda a poeira da garganta. Agora depois do nosso último pit stop, só falta mais um pequeno trecho, de terra é claro, até a nossa chegada de volta a Leme. Chegamos, completamos o caminho, domingo as 16:30 depois de rodar 450 km.

A distância anunciada do Caminho da Paz é de 380 km; porém em alguns pontos cruciais as placas ou as setas amarelas, que indicam o caminho desaparecem, e como normalmente não encontramos ninguém para perguntar, o jeito é ficar rodando até achar novamente as indicações.

Mas, como missão dada é missão cumprida. Cumprimos mais essa.

VERSÃO GARUPA

dia 1º de janeiro é mundialmente conhecido como o dia da paz, mas nós resolvemos comemorar também no dia 28 de abril, fazendo um passeio pelo Caminho da Paz. Quer ver como tem tudo a ver com moto turismo? A paz é a harmonia com as pessoas, com a natureza. É estar em um lugar tranquilo, sem agitação, longe do barulho para poder ouvir os cantos dos pássaros e poder almoçar a beira de uma represa. Pois é, foram dois dias de muita paz. Começamos por Leme e terminamos em Leme.  O caminho da Paz é um percurso de 380km por diversas cidades do interior de São Paulo. Ele é todo sinalizado por placas e setas amarelas indicando por onde ir, só que as vezes estas setas se perdem e nos confundem, por isso tem que ter muita atenção.

Percorrendo o caminho da Paz, cruzamos com o caminho da Fé. Obvio que estes dois caminhos se cruzam, não há paz sem fé e vice-versa. Chegamos a fazer um pequeno trecho, porque as setas se confundem, se misturam e por falta de atenção de quem planejou estes caminhos, eles utilizaram a mesma cor, o amarelo. Então fica complicado e todos acabam se perdendo, sem contar que as pessoas das cidades também não conhecem, não sabem explicar como faz para pegar um ou outro destino. Mas se perder faz parte, se torna até divertido. Quer entender o por quê?
Olha que interessante, acabamos descobrindo que o caminho da Fé é melhor fazer a pé ou de bike, pois passa por dentro de fazendas e por lugares estreitos, dificultando a passagem da moto. Pegamos um trecho deste, e com muita dificuldade conseguimos passar e para nossa surpresa logo quando saímos do meio do mato e caímos na estrada, estava passando um carro da polícia que não poderia achar aquilo normal e acabou parando e fazendo muitas perguntas. Até riram quando viram que estávamos perdidos. Chegamos em Casa Branca e então tínhamos certeza que teríamos que voltar, só que já estava ficando tarde, a noite caindo e nós na estrada. Olha que incrível, de repente aparece em nossa frente uma linda lua cheia e nem planejamos nada. Essa liberdade e surpresas que cruzam nossos caminhos só faz a gente se apaixonar ainda mais por viajar e se aventurar. A sorte também foi nossa companheira, as placas deste trecho que fizemos a noite, tinham as setas refletivas.

Toda vez que fazemos este tipo de passeio, por estradas de terra, no interior do interior das cidades do interior, confirma o quanto eu adoro este contato com a natureza. Encontro uma paz interior. Apesar de todo pó que tinha na estrada, acho uma delícia o cheiro da terra, os diferentes tons de verde e marrom e a forma como as pessoas que cruzamos pelo caminho constroem suas vidas.

Este passeio de moto é para quem realmente gosta de andar na terra. Há possibilidade de ir pela estrada, mas tira todo o significado do caminho da Paz.

Difícil explicar como estão as estradas. As fotos mostrarão um pouco. Quando se trata de natureza, uma época pode estar boa outra não. Tem lugares muito bons, mas outros deixam a desejar.  Alguns trechos só eram possíveis passar a 25 ou 30km/h, tanto é que levamos um tombo, de leve, mas levamos.

A princípio pensei que nós faríamos o Caminho da Paz em um dia, mas se a intenção e contemplar, o melhor é que seja feito em dois ou mais.

Sem planejar onde iríamos dormir, rodamos até anoitecer e chegamos em Santa Rita do Passa Quatro, mas infelizmente não tinha mais hospedagem. Além da quermesse que estava acontecendo na cidade, havia também um torneio de jogos escolares. Uma pena, esta cidade parece ser bem aconchegante, queria muito ter dormido ali e aproveitado a festa. Só que não, seguimos para Porto Ferreira.

O hotel que escolhemos não foi muito bom, o ar condicionado fazia muito barulho. Uma noite bem dormida seria importante para o dia seguinte. E por falar em dia seguinte, ele estava lindo! Um céu azul com nuvens branquinhas que pareciam que queriam nos tocar. Fico imaginado se tivesse chovido, as estradas iriam virar um lamaçal, seria apropriado só para moto de trilha, que por sinal, cruzamos com algumas pelo caminho.

Final de viagem, hora de voltar e como todos nós sabemos, a felicidade, a tranquilidade e a paz de espírito são escolhas que dependem só da gente. Se está à procura de tudo isso, que tal fazer este caminho? Pode ser de carro, de moto, de bike ou até mesmo a pé. Só depende de você!

Viagem realizada em:28/04/18 a 29/04/18
Tipo de viagem:Final de Semana
Quilômetros Rodados850km ida e volta
Como ChegarRodovia dos Bandeirantes / Anhanguera ate cidade de Leme- SP
DespesasAproximadamente R$300,00 por dia (inclui hospedagem, combustível e alimentação).